<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217</id><updated>2012-01-18T15:04:45.764Z</updated><title type='text'>Cronicas do Peu</title><subtitle type='html'>As crónicas do quotidiano, são não só o reflexo do meu espírito inquieto, como uma troca de experiências e conversas com amigos, familiares e entes queridos.
 Representam em pouco espaço, o regresso do Peu. O continuar de uma vida, com bons olhos para o que se avizinha.
 Talvez para presenteá-los, com algo meu, sincero e com alguma piada. Com alguma coisa que vos faça rir e que demonstre que de facto estou de corpo e alma, contando sempre convosco.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>196</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-8955206453315982728</id><published>2011-12-01T06:00:00.001Z</published><updated>2011-12-01T06:00:03.568Z</updated><title type='text'>Carta de amor à Cátia da casa dos segredos.</title><content type='html'>Cátia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não consigo parar de pensar em ti. Tens tomado conta das minhas noites. Já dormes comigo, porque deito-me a olhar para ti, todos os dias, em frente ao especial com a Iva Domingues. Só tu fazes de mim uma pessoa alegre, bem disposta no fim dos meus dias. Fazes-me rir. Fazes-me chorar. A rir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vives comigo no meu eu. São raros os dias em que não falo de ti. Lembro as tuas historias, que sigo com uma atenção imensa. Adoro-te. És única!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem à pouco tempo, não conseguia dormir a pensar em ti. Tiras-me o sono, tal como a tua dor “aziatica”. Aquela que sentes nas tuas costas e eu no meu coração. Tiras-me o fôlego de tanto rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo com saudade o dia em que disseste aquele país da América do sul, a africa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho muita vontade de estar contigo e poder ensinar-te qualquer coisa, mas receio não chegar aos cem anos. Gostava de te dar umas palmadinhas marotas, com a força suficiente até o teu cérebro começar a fazer faísca pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro o teu olhar enviusado, o teu rosto de óculos de forma a pareceres mais inteligente. Mas querida, não chegam os óculos. Há que estar atento á vida, ter dois dedos de testa, e não os usares para tirares coisas do nariz. Sinto um aperto no peito sempre que te oiço falar. Fico ansioso, com palpitações, deslumbrado com tamanha inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de saber que gostas do Marco, do JJ, do Ricardo, do Francisco, do Manel, do António, acho que sou eu o teu homem. Quando me vires acho que vais pensar o mesmo que eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tens um apetite voraz que me faz pensar onde pões tudo o que comes. Na cabeça não é de certeza a menos que cagues pelas orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorava que ouvisses a minha palavras e preces. Vem ter comigo que eu ajudo! O globo terrestre não é uma bola de futebol!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, não penses! Ou pensa, antes de falares!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“não sei parar de te olhar, não vou parar de olhar, eu não me canso de olhar..de te olhar!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-8955206453315982728?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/8955206453315982728/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=8955206453315982728&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8955206453315982728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8955206453315982728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/12/carta-de-amor-catia-da-casa-dos.html' title='Carta de amor à Cátia da casa dos segredos.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-397450860591422572</id><published>2011-11-21T12:49:00.001Z</published><updated>2011-11-21T12:49:41.503Z</updated><title type='text'>Teoria do cão:</title><content type='html'>Acho muita graça fazer analogias na, e da vida. Eu, que já comparei as mulheres a electrodomésticos, a carros e a comprimidos, vou agora comparar a relação entre homem e mulher, à relação que temos com os animais, em especial o cão.&lt;br /&gt;Dou por mim, muitas vezes, em passeios nocturnos, a ver o “passear” o cão, assim como em manhãs chuvosas, a ver, pela janela da sala os cães a passear o dono. O dono segura, o cão tenta fugir. Calculo, por ver sempre homens e cão, que, o objectivo é sair de casa. Nem que seja por uns instantes. Mesmo segurando nos dejectos através de um saco de plástico, guardando no bolso do casaco, molhado, para deitar fora mais tarde. Aquele agachamento fora do ginásio, fugindo de pingos de chuva, mal segurando o chapéu que a ampara, correndo o risco de cair no colarinho pela parte de trás, dando um arrepio na pele, ao mesmo tempo que se continua a segurar a trela enquanto o cão marca mais um bocadinho de território fugindo do dono sem respeito a cada mija pequena e repetindo o acto a cada minuto. Reparem na figura! De chapéu, à chuva e frio, de trela, tentando segurar o cão que foge dos seus dejectos, que o homem tenta apanhar, a custo, embrulhando num saco de plástico, só para fazer um pingo na arvore seguinte, afastando os outros cães. É ridículo.&lt;br /&gt;No entanto chamamos-lhe de fiel amigo, logo a seguir ao bacalhau! E esse só precisa de ser demolhado.&lt;br /&gt;As relações homem/mulher, é mais ou menos, a mesma coisa que com os cães. Quando fugimos de um cão, ele corre atrás de nós, se invertermos e corrermos para o cão, ele foge de nós. Conheço vários homens que se “fazem” a mulheres, lhes “dão” “em cima” ( e isto não é analogia), e elas não ligam nenhuma. Quando elas se “revoltam”, correspondendo ao desespero do homem, ele fica com medo e foge. Ou pior, acha que é mulher fácil! Há que não mostrar medo. Sentir segurança. Cão que ladra não morde. Mulher fácil, não existe, homem com medo também não. Há receios, isso sim.&lt;br /&gt;O homem é um animal pequeno, que gosta de rosnar, mostrando segurança e ser temido, adora fazer uma mija em cada arvore que encontra, mas só dejecta onde conhece. Adora a festa, o ronronar, a importância de ser importante e que o passeiem numa trela bonita, segurada por uma mulher de mão cheia. Que tratem dele, que lhe amparem as quedas e limpem a suas borradas.&lt;br /&gt;Já nas mulheres o assunto é diferente. Não precisam de trela ( mas punha-lhes um guizo). Não precisam de marcar território, até porque elas são o terreno que abraça as arvores, não se importando de ser espezinhadas, varridas ou limpas. Amanhã chove novamente e elas superam tudo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-397450860591422572?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/397450860591422572/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=397450860591422572&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/397450860591422572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/397450860591422572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/11/teoria-do-cao.html' title='Teoria do cão:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-1010964766239020703</id><published>2011-10-20T14:55:00.001+01:00</published><updated>2011-10-20T14:55:55.712+01:00</updated><title type='text'>Amor à primeira vista?</title><content type='html'>Sentava-se à janela todos os dias pela mesma hora. Era o melhor momento dos seus dias. Sempre entre a uma e a uma e um quarto, começava a descer a rua a mulher que tanto lhe agradava. Como num ritual, seguia-lhe os movimentos. Quanto mais ela se aproximava, mais ele se sentia nervoso, suava das mãos e denotava um nervosismo crescente. A cada dia, era presenteado com um modelito novo, um traje diferente, uma roupa nova, que, passo a passo, desfilava na calçada de 50 metros. Seguia-a de cima até ao pé dele. O olhar de admiração, de interesse, de convicção, deixava-o sem palavras. Não conseguia falar com ela, e, cada dia, era mais um dia de desilusão para consigo mesmo. Parecia que o atrevimento de um comentário, um simples “bom dia” lhe secava a garganta, conferindo um suor sem esforço algum, um certo medo da negação. Palavras simples que custam a proferir quando o sentimento é verdadeiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cada passo na calçada, desafiando a gravidade, não lhe dava um andar calmo e sereno, mas um desafio de se manter em pé, sempre que de corpo deambulando com a maneira de mulher andar, se conjugava com os saltos de agulha que insistiam em preencher as lacunas das pedras. E era um andar lindo, como nunca tinha visto. Mala pendurada num braço, cigarro no outro, afastado o suficiente do corpo para não queimar, marcavam o seu estilo, inconfundível. E que estilo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os óculos espelhados “Ray Ban” escondiam os olhos castanhos brilhantes. A base dava-lhe um ar de cuidado que tem para consigo, onde a imagem é muito importante. O cabelo castanho-escuro, comprido, de risco ao meio, brilha a cada laivo de sol que lhe ilumina a cabeça, dando um aspecto ainda melhor, como se isso fosse possível. Pernas bem torneadas, apoiam as ancas um tudo nada mais largas, que por sua vez assentam o corpo, bem desenhado como se tivesse sido feito de encomenda. Um espanto de mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu conhecê-la. Mas como o faria? Os nervos não o deixavam, o medo da negação e de ser mal entendido...Procurou saber onde costumava almoçar. Falou com o dono do restaurante e deixou um cartão de visita para ela, na esperança que lhe telefonasse. Não ligou. Enviou um ramo de fores para o emprego dela com um cartão pedindo o contacto. Não houve resposta. Conseguiu encontrá-la no facebook, fazendo de imediato o pedido de amizade. Ignorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Continua sentado, à janela, esperando por ela, sempre à mesma hora, ao fim de três dias sem a ver, agora escrevendo uma crónica, esperando um contacto, mesmo que pelo facebook, um telefonema para quebrar o gelo, o que for...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-1010964766239020703?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/1010964766239020703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=1010964766239020703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/1010964766239020703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/1010964766239020703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/10/amor-primeira-vista.html' title='Amor à primeira vista?'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6777070976650596957</id><published>2011-10-20T14:54:00.002+01:00</published><updated>2011-10-20T14:55:01.781+01:00</updated><title type='text'>Sentir</title><content type='html'>Se já sinto a tua falta, da tua presença, do teu cheiro, preferia o toque, que anseio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se já não passo sem o teu sorriso, sem ouvir a tua voz, o perfume que usas, o olhar que desvias para mim, imagina o que penso sem ouvir o teu coração, o sentir as tuas palpitações junto do meu corpo. Dava tudo para poder ouvir as tuas queixas diárias, as tuas histórias de vida, se o dia te correu bem, se precisas de mim, o que sou para ti. Preciso de ti. Necessito a tua presença. De olhar, apenas, para ti. Fazes-me sentir diferente, mais vivo, mais atento, mais alegre, mais divertido, mais calmo, mais tranquilo. Preciso entrar em ti, sentir o calor que emanas, de fazer amor contigo, de me contagiar com as tuas mãos dadas nas minhas, sentir o suor das mãos, o hálito quente de quem ama. Passar as minhas mãos nas tuas costas e deslizar com elas até às ancas. Aí agarrar a tua cintura, puxar-te para mim, ao mesmo tempo que te beijo o pescoço, que te mordo devagar uma orelha, que roço a minha cara na tua, sentindo a leveza da tua pele. Sentir a tua sofreguidão quando te beijo no peito, mesmo ao lado do coração, que só o vejo perfeito. Quero ser a razão das palpitações, do arfar espontâneo, da sudação descontrolada, da dor de prazer. Quero sentir molhado onde não devo, quando te toco e tremes ao mesmo tempo. Quero morder os teus lábios, coçar a minha língua na tua, como estivesse a envolver chocolate em natas. Quero sentir no teu corpo as cãibras de uma noite bem passada. Sentir o teu cheiro a cansada, o sabor a vinho tinto na tua boca, a voz entre melada, a ligeira oleosidade da pele suada. Quero sentir o teu cabelo na cara e na boca, durante a noite dormida, a roupa mal passada no acordar porque foi para ali atirada. Procurar as tuas cuecas no meio dos lençóis, tropeçar nos teus sapatos a caminho da casa de banho quando vou partilhá-la contigo. Quero ver-te vestir a mesma roupa da noite anterior, porque não moras ali. Fazer-te ao pequeno-almoço o que mais gostas, sem me sentir obrigado a nada, apenas porque te quero ver a sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim isso é que é sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6777070976650596957?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6777070976650596957/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6777070976650596957&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6777070976650596957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6777070976650596957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/10/sentir.html' title='Sentir'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6484577213599670895</id><published>2011-10-20T14:51:00.000+01:00</published><updated>2011-10-20T14:52:18.477+01:00</updated><title type='text'>Queria ser o teu sol</title><content type='html'>Apetece-me iluminar os teus dias. Quero ser a razão do teu calor, aquele que aquece a areia que pisas na praia e a agua do mar. Aquele que procuras e não consegues olhar directamente. Aquele que dá nome aos teus óculos no verão, ao chapéu com que tapas a cabeça, fugindo de mim. Aquele que te dá um tom de saúde pondo a tua pele morena. Aquele que te dá um brilho maior que ao que já possuis. Aquele que te faz sair de casa e voltar quando me ponho. Aquele que te confere uma alegria maior nos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não posso viver de Maio a Novembro, sempre a brilhar para ti. Nessa altura escondo-me, meio tímido numa nuvem qualquer, porque não gosto da chuva. Nesses dias cinzentos que estão para vir, quero que me ilumines também com a tua áurea. Que dês cor aos dias quando eu não estou a ver. Quero que sejas a minha lua, crescendo ou minguando. Que faças as minhas marés, que comandes todas as mulheres nos seus ciclos. Que faças nascer bebés quando estás cheia. É assim que te vejo, cheia. Cheia de tudo. Grandeza, exuberância, linda, envolta num mistério onde poucos foram os que estiveram contigo. Embora pisando, foi com carinho. Mas eu, quero ser o sol que te banha todos os dias, tornando-te maior ou mais pequena aos olhos dos outros. Para mim, serás sempre enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mim não brilhas. E eu sem ti nada sou, porque só penso em desaparecer, cair numa noite tão serrada que nem tu apareces, escondida no medo que julgo não teres. Envergonhada como num eclipse total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos um do outro, como o Inverno do frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que seria dos outros, quando deixássemos de existir!? Deixa-me irradiar-te, para que possas continuar a mandar no mundo, pelo menos no meu. É por ti que existo, é por ti que me escondo, para que possas sobressair e sempre melhor que eu. Todos dizem que a lua está linda, mas nunca falam o mesmo de mim. Vivo bem mais atrás de ti, quando afinal, só quero estar junto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6484577213599670895?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6484577213599670895/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6484577213599670895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6484577213599670895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6484577213599670895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/10/queria-ser-o-teu-sol.html' title='Queria ser o teu sol'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-3292238439171171646</id><published>2011-09-06T20:03:00.001+01:00</published><updated>2011-09-06T20:03:50.060+01:00</updated><title type='text'>Vale a pena rir de novo.</title><content type='html'>Curioso o comportamento humano. Nunca estamos satisfeitos com nada, se temos, queremos mais ou diferente, quando não temos, queremos ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito a relações é engraçado, se virmos bem, reparamos que somos insaciáveis. Nunca nada chega. Quando queremos mais e finalmente temos, já não é o que precisamos e queremos outra coisa. Parece que nunca estamos bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diria o filósofo, que as necessidades são insaciáveis e acredito cada vez mais nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia que passa me orgulho mais de mim, da minha capacidade de sonhar, de me reavaliar e sobretudo de me surpreender. Acabo sempre por desculpar os outros das coisas que me fizeram e detestei, procuro manter as amizades, reforçando-as, reinvento-me e dou cada vez mais de mim, a quem gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitos, os que conheço, que não estão bem consigo mesmos, que nesta lógica dos amores andam com uma inibição, uma fraca compostura, uma inércia assustadora, uma falta de vontade própria, por vezes uma quase auto-flagelação dos sentimentos. Cada vez se acredita menos em nós próprios. Certo é, que temos de dar para depois poder receber. Não com este intuito comercial do mesmo, mas a vida não deixa de ser um jogo, onde para ganhar temos de aprender bem as regras e superar os outros concorrentes. Podemos até ganhar um jogo, aqui ou ali, mas nunca ganhá-lo sempre. Existe sempre alguém melhor do que nós o que nos obriga a pôr a fasquia mais alta em termos de ambição. Se hoje estagnar, daqui a dez anos serei o mesmo e nunca aquilo que desejo para mim, e quem vive comigo pretende. Tem de haver uma evolução, uma aprendizagem, um seguir a vida aprendendo com os erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo estar bem com os outros, se não estiver bem comigo mesmo. Para isso, tenho de voltar a rir de novo, andar feliz procurando quem me desperte esse interesse e as coisas que me alegram. Não adianta estar fechado, esperando que o mal passe, baralhando as nossas ideias de que tudo o que é menos bom é logo mau-olhado, que somos merecedores de tristezas porque de alguma forma portámo-nos mal com alguém. Só vivemos uma vez, e que ela valha a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena rir de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-3292238439171171646?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/3292238439171171646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=3292238439171171646&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3292238439171171646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3292238439171171646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/09/vale-pena-rir-de-novo.html' title='Vale a pena rir de novo.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-787373447138439584</id><published>2011-09-06T20:01:00.000+01:00</published><updated>2011-09-06T20:02:13.299+01:00</updated><title type='text'>Porque és tudo para mim.</title><content type='html'>É muito difícil escrever o que penso. Por vezes arrefeço o sentimento, só por não o saber explicar. Será tão difícil tu entenderes o que sinto, apenas com o meu olhar, as minhas palavras, os meus gestos e as minhas simpatias para contigo. O que posso fazer é tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz já algum tempo em que andei atrás de ti, tentando mostrar o que penso e o que gostaria de viver contigo, mas não é fácil.Tenho sempre feito a minha vida como se não existisses. Mas sempre que estou contigo, a lógica muda. Fico com o humor diferente, com uma vontade enorme de te dar um beijo, de te acariciar a pele, de te segurar a mão, de passar a minha mão no teu cabelo, sempre devagar, para que esse tempo dure uma eternidade. Adoro, perder-me em conversas contigo, sobre tudo o que é tema. Mesmo inventando, nós dois, motivos para conversar. Há algum tempo que te conheço, e sei que te conheço bem. Sei o que queres da vida e tento sempre, como amigo, te poder ajudar a ter o que pretendes. Mas, quero mais. Quero-te a ti ao meu lado, envolto nas conversas prometidas, acariciando-nos tantas vezes, não só na pele como no coração. Quero contigo partilhar a minha intimidade, o simples andar nu pela casa, sem receios, olhando para ti com aquele ar de paixão e louco para fazer amor contigo, em qualquer lugar, a qualquer hora, a toda a hora. Trata-se de uma fascinação que tenho em relação a ti. O que representas para mim, o que és para mim. Mas tu sim, és um sonho. Sonho onde o acordar me dá mau feitio, me desperta para um dia menos bom, porque todos os que passei contigo foram excelentes. Sempre que estou contigo a minha vida melhora, até parece que és tu a “culpada” do que me acontece durante os dias. Já tentei afastar-me, deixei de te telefonar, mas nem a cabeça nem o coração se esquecem de ti. O desejo é cada vez maior, a paixão é cada vez mais intensa e o amor aumenta. A vontade de estar contigo, mesmo que como amigo, é enorme. Quero sempre que estejas bem, mesmo não estando comigo, ajudando onde posso. Acredito que o melhor para ti, sou eu, e tenho pena que não penses o mesmo. Sabes que quando gosto, de tudo faço para manter acesa essa paixão, esse calor, mas adoro ser retribuído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso, que muitas vezes, e para mim, te pus defeitos, pensei “mal” de ti, arranjei subterfúgios para te esquecer, mas não consigo. Desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não acreditasse que podia ser feliz contigo, nada te diria. Se não acreditasse, não iria falar-te correndo o risco que me deixasses de falar, que perdesse a amizade que tenho contigo. Está muita coisa em jogo. Acho que mais que um amor, perder uma amizade é muito pior e isso não quero contigo. Sempre foste um exemplo de mulher para mim. Corajosa, trabalhadora, esperta, carinhosa, amiga, meiga, e tantos outros adjectivos, mas também és linda, dona de um corpo que me enerva em não poder tocar, dona de um sorriso que me mata e quero tanto ver. Tens um cheiro que me atrai, tipo animal. És super sexy. Adoro a tua maneira de olhar. Adoro os teus olhos. Sinto o perfume dos teus cabelos, sei os teus sinais de cor, sei o que pensas muitas vezes. Conheço-te à muito tempo e nunca me cansei de te ver, de te oferecer um sorriso, de contar contigo, de te mimar quando posso, de comentar a tua roupa, a tua base, o baton, os sapatos, o olhar, a perfume que usas. Gravo nas paredes da minha memória tudo, mas mesmo tudo o que me disseste até hoje, tal como as fotografias que tenho tuas. Quero o melhor para ti. E não entendo porque não consegues pensar em mim, assim…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava muito de fazer amor contigo, de te poder amar, de poder ver-te feliz, só porque estás comigo. De te agarrar, abraçar, beijar, como um louco, até que me afastes. Quero acordar contigo e ver um sorriso igual ao meu, no meio das ramelas e cabelos desgrenhados. Pôr o pequeno-almoço na mesa, na cama, no chão e brincar. Quero viajar para onde quiseres, mesmo que seja para perto ou para lado nenhum, porque não interessa onde vou, apenas que estou contigo. Quero acordar e sentir-te ali, ao pé de mim e dar-te um beijo, acordando-te, só para ser o primeiro a dar-te o bom dia. Quero ir fazer o chichi da manhã e voltar para a cama porque estás lá. Quero surpreender-te todos os dias com jantares, mimos e climas de romance, agradando-te. Quero acender uma vela e ver a sombra do teu corpo nu na parede do meu quarto. Quero ver-te nua. Quero apalpar-te, tocar-te, apertar-te, sentir-te, sem maldade, mas por paixão. Quero ajudar-te no teu dia-a-dia. Quero ter uma família, finalmente. Quero amar-te. Quero, no fundo, ser feliz. Contigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-787373447138439584?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/787373447138439584/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=787373447138439584&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/787373447138439584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/787373447138439584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/09/porque-es-tudo-para-mim.html' title='Porque és tudo para mim.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6748764949836180435</id><published>2011-09-06T20:00:00.000+01:00</published><updated>2011-09-06T20:01:20.088+01:00</updated><title type='text'>Férias 2011</title><content type='html'>Adorei estar de ferias este ano. Estar com pessoas que, por norma não costumo estar. Fazer coisas diferentes e sempre boas. Passar o meu aniversario com quem já não passava tempo, à algum tempo. Conhecer outras caras, outras vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, estive no Algarve. Apanhei belos dias de sol, fugindo da habitual praia grande, onde até os Invernos que adoram a zona, lá passam o verão. Fugi daquela agua fria que me congela os pés, da confusão dos toldos espalhados pela areia que não me deixam ver o mar, das ondas fortes com carneirinhos que entristecem o oceano de branco fazendo lembrar a neve. Das mesmas caras todos os dias, se bem que algumas adoro e fazem parte da minha vida cada um de sua maneira. Das manhãs cinzenta, repletas de nevoeiro até pelo menos às duas da tarde. Dos 13 graus á noite e da diferença de 10º de Lisboa para Sintra. Da chuva miudinha que tantos insistem em chamar humidade. Do sair à noite de casaco ou camisola de Inverno. Dos melhores fins de tarde, e, sem duvida nenhuma os mais bonitos. Do ir para casa, depois de uma noite de copos, atento à estrada, constantemente a limpar o vidro do carro, por fora com as escovas, por dentro com a mão. Das cenas de mocada no fim da discoteca. Dos jantares em casa de amigos e restaurantes das localidades mais próximas. Do simples acto de ligar a “chofagem” para me aquecer nos 4 minutos em que o carro me leva a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 6 fui para Vilamoura. Mal cheguei ao ramalhão a chuva passou, o nevoeiro dissipou-se, o calor veio para ficar. Um sol e calor de rachar e estalar as pinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas horas aproximaram-me do paraíso. Apartamento com piscina, relva e perto da praia e amigos. Durante a semana sucederam-se passeios, compras, praia, piscina, viagem de barco, jantares de aniversario, saídas nocturnas, e sol, muito sol. Sobretudo um convívio diário, bem aprazível para quem está de ferias sozinho com crianças. Os miúdos ficavam em casa de amigos e saia com eles até às horas que nos apetecia, fazendo lembrar os tempos de escola. Aqui, o mar era mais calmo, o vento apesar de intenso, por vezes quente, ensinavam-me a olhar o mar de outra maneira, com mais ternura e atenção, pelo meio dos gritos de miúdos de fraldas debaixo de fatos de banho, a brincar na beira mar, deixando descansar os pais embora atentos ao que se passava. Adorei brincar e poder nadar com os meus filhos, fazer “carreirinhas” nas ondas o posto1 da praia da falésia. Dos fins de tarde em amena cavaqueira com amigos trocando piropos amigáveis às mulheres, e, brincando, também nós juntos do mar, uns com os outros, partilhando conversas de futebol, negócios e acontecimentos recentes. Um “mix”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado a todos os que me concederam tão bons dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abreijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6748764949836180435?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6748764949836180435/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6748764949836180435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6748764949836180435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6748764949836180435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/09/ferias-2011.html' title='Férias 2011'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-8527660752261596253</id><published>2011-09-06T19:59:00.002+01:00</published><updated>2011-09-06T19:59:53.356+01:00</updated><title type='text'>Uma canção para ti.</title><content type='html'>Gostava de escrever uma canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequena e esclarecedora do que és&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exaltando o que me vai no coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicando que estou aos teus pés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado num piano, agarrado à guitarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melodizando letras que te espelham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetindo o que disse numa noite de farra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas que não minto e não falham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero explicar o que sinto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que penso quando te vejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo cheio de absinto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um prato com poejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã ao acordar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Custa-me a discernir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se por ressacar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por não saber exprimir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero agarrar-te sempre que estiveres indefesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como numa teia a aranha agarra a presa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder devorar-te com calma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque isso sossega a minha alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser o teu cordão umbilical&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde nunca te separás nem à nascença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ti passar a ser o homem ideal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saúde, tristeza, alegria ou doença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero contigo tudo ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar os dias enamorado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo pode acontecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que me deixes apaixonado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se gosto do flirt, contigo não é assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero apenas melhor conhecer-te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria não cabe em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida só me falta ter-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-8527660752261596253?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/8527660752261596253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=8527660752261596253&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8527660752261596253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8527660752261596253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/09/uma-cancao-para-ti.html' title='Uma canção para ti.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-5709548304598807523</id><published>2011-09-06T19:58:00.001+01:00</published><updated>2011-09-06T19:58:24.492+01:00</updated><title type='text'>A essência da vida:</title><content type='html'>Mais do que tudo o que nos rodeia, somos nós que comandamos a nossa própria vida.&lt;br /&gt;Num mundo onde cada vez mais, são as coisas que nos querem derrubar, comparando com as que nos alegram, temos de ser nós a alterar esse percurso, de saber ditar as nossas leis e impormos a nossa vontade.&lt;br /&gt; Temos de ter a coragem de superar o mau e prosseguir com o bom.&lt;br /&gt; Olhei um dia destes para uma pessoa amiga, que atravessa uma fase complicada, mas nem tudo parecia tão mau. Tinha qualquer coisa no olhar. Um distanciamento alegre, uma perspectiva de mudança. Uma vontade de viver e superar os obstáculos. Tinha nos olhos um querer, uma força, que pensei nem existir nela. Tinha um…imenso…amor próprio.&lt;br /&gt; Muitas vezes, agarramo-nos ao supérfluo, e, simplesmente desistimos. Desistimos de lutar, desistimos de nós, e perdemos. A vida é feita de altos e baixos, de encontros e desencontros, de ganhos e perdas, de decisões mal tomadas e alegrias. Arrependimento, todos já sentimos. Mal, todos já fizemos um pouco. Mas e os ganhos? Porquê valorizar tanto o mau quando temos o bom? Mesmo que menos vezes? Prefiro o sorriso às tristezas, a gargalhada ao choro, os amigos aos inimigos, o contentamento à solidão, a luz da noite, o sol da chuva, o branco ao preto. Por tudo isto, não podemos desistir, porque saímos sempre a perder. Temos de nos vestir de branco, agarrar-nos aos amigos e com eles rir à gargalhada, num dia de sol. Mas temos que os procurar, saber escolher. Ter fé nos dias, mesmo de tempestade, mesmo no Inverno que não acaba, fugindo da chuva e do vento. Procurar um ombro amigo quando assim tem de ser, porque no dia seguinte, o sol voltará a brilhar para nós e o verão voltará a aquecer a nossa alma.&lt;br /&gt; Funciona como se nos embrenhássemos numa camisola de lã virgem, branca, seguros por um fio que não acaba e nos deixa sempre com um elo com os que mais gostamos, à medida que nos afastamos. Há que segurar bem e começar, de novo, a caminhar na direcção dos amigos, enrolando o fio, e depois tricotar mais uma camisola, com cada um deles, desta vez maior ainda, de gola alta e mais larga, agora com mangas compridas, tudo apenas com o mesma quantidade de linha. Até termos um armário cheio de camisolas. Porque é essa, a essência da vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-5709548304598807523?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/5709548304598807523/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=5709548304598807523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/5709548304598807523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/5709548304598807523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/09/essencia-da-vida.html' title='A essência da vida:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6557017618122660669</id><published>2011-05-16T17:57:00.001+01:00</published><updated>2011-05-16T17:57:45.204+01:00</updated><title type='text'>Mulher rara:</title><content type='html'>Um dia, viu-a pela primeira vez. Sentiu ao longe uma presença. Algo de estranho.&lt;br /&gt;Gostava de passear na praia, de sentir a humidade nos dedos dos pés, aquele frio que nos aquece, o coração bater ao som das ondas do mar, onde a sétima é a mais forte, a areia nos dedos dos pés enfiando-se nas unhas. Aquela praia, ali para os lados do Estoril, era o local ideal para o fazer. Zona calma, de uma quietude singela, daqueles locais a que poucos vão sobretudo ao final do dia.&lt;br /&gt;Ao longe, aquela figura assombrava-o. Parada, olhava o mar, de mãos nos bolsos do casaco pela cintura. Vestia umas calças de ganga claras. O vento deslindava a cara, empurrando o cabelo para trás. Era meio ondulado, tal como a maré, deixando transparecer as pequenas orelhas, desenhadas e apontadas com brincos pequenos. Deixara a mala e as botas numa pedra junto ao passadiço. Decidiu meter-se com ela, convidar para um café. Aceitou com receio, engasgando a resposta. Cigarros na mão, despiram os casacos, posicionaram-se de frente para o sol. Ela calçou as botas castanhas até ao joelho, ele os sapatos velhos. Os braços finos dela, mostravam uma delicadeza nos gestos. O sorriso contagiava-o, logo a ele que nunca se ria. Mas lindo, era o riso dela. Apesar de antecipar uns quarenta, tinha um rosto de menina, uma delicadeza na voz, uma atitude simpática e cortês. Era uma mulher de sonho. Percebeu entretanto, pela conversa, que se tratava de uma mulher casada, dividida entre a família com as suas obrigações e a vida de jovem que ainda queria ser, perdendo-se em saídas e jantares. Era bastante jovial. Que afinal o cabelo era liso, apontando um risco para a direita. Tinha umas pernas compridas, também elas finas. Cintura bem definida, não indicando se tinha tido filhos. O sol, esse dava-lhe um ar de sua graça, clareando os cabelos castanhos, fazendo umas nuances a cada toque de vento. Batia-lhe na cara, ofuscando-a, pedindo para pôr os óculos escuros. Tinha os dentes perfeitos, nem manchados pelo tabaco, nem pelo café que tomara. Assim rir tornava-se mais fácil!&lt;br /&gt;Decidiu convidá-la para jantar. Ela de logo aceitou dizendo que era bem casada e que amava o marido. Que se sentia bem com a vida e era feliz com o que tinha. Mas nada disso o afastou. Queria a presença dela, simplesmente, nem que fosse só para conversar. A mulher fascinava-o. Combinaram restaurante e despediram-se com uma beijo na cara, simples.&lt;br /&gt;Já no restaurante, ele esperava por ela, bebendo um gin tónico ao balcão de entrada. Virado para a porta, esperava ansiosamente pela musa do seu fim de dia na praia. Tinha chegado 15 minutos mais cedo, tal não era a satisfação e nervosismo. Entretanto, o milagre deu-se. A sala calou-se de repente. Até as luzes pareciam dar atenção à porta. O tempo parou por segundos. Os homens desviaram simultaneamente a atenção para ela. Não com um ar másculo e medíocre, mas sim de satisfação. As mulheres, seguiam os seus passos, com um ar de inveja, espantadas com tanta beleza. Era daquelas mulheres que não precisam de se arranjar, pintar ou adereços. Éra uma beleza natural que possuía. Não é todos os dias que se vê uma mulher assim! Apareceu, num simples e bonito vestido cinza, junto ao corpo cintado, deixando a figura de modelo transparecer. Tinha as medidas perfeitas. Ar luminoso e de uma beleza inconfundível. Os sapatos pretos de salto alto, elevavam a sua grandeza para outros campos, onde a lua tem medo da competição. Os olhos castanhos esverdeados, fecharam-se momentaneamente, enquanto penteava o cabelo com a mão. Alta, magra, linda, dirigiu-se a ele, como pisando a passerelle, deixando-o sem palavras, de boca aberta. A cara parecia mais escura, mostrando um pouco do bronzeado de fim de tarde. As sobrancelhas bem desenhadas, emolduravam os olhos, também eles pintados de castanho claro. O sorriso daquele “boa noite!” foi inesquecível. Elevaram as maçãs do rosto ao olhar, quase tapando a sua vista. Era engraçado o sorriso. Meio achinesado. Transmitindo calma e serenidade, a conversa simpática, sem rodeios, sem explicações, querendo saber mais de cada um, foi decorrendo. O restaurante foi ficando vazio, as mesas esvaziaram, as luzes iam-se fechando, os empregados saindo. Até que a uma hora o dono dirigiu-se para a mesa, onde ela debruçada nos cotovelos, de cara meia de lado, oferecendo o seu sorriso, com o cabelo liso tapando apenas um ombro, o ouviu pedir a conta.&lt;br /&gt;Saíram, despediram-se e nunca mais se viram. Ele, vai todos os dias àquela praia, procurá-la, numa certeza que se a vir, se vai agarrar a ela com amor, carinho e saudade. Tudo o que quer é passar a mão no seu cabelo, descendo pela cara, dando-lhe um carinho, agarrar-lhe nos ombros e oferecer um beijo de paixão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6557017618122660669?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6557017618122660669/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6557017618122660669&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6557017618122660669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6557017618122660669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/05/mulher-rara.html' title='Mulher rara:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-4555953543765648595</id><published>2011-05-04T14:06:00.002+01:00</published><updated>2011-05-04T14:09:13.683+01:00</updated><title type='text'>Sentir saudades.</title><content type='html'>É estranho sentir saudade. Se és das pessoas que mais quero perto de mim, porque me sentir assim. Devia ter-te ao pé de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro bem esses olhos castanhos, o tom da tua pele no Inverno, deixando transparecer as veias que transportam o sangue que mantém o teu coração. Que me mantém a mim! Que bate sem eu saber por quem, se é que bate por alguém. Sempre que te vejo, sinto-me louco. Com vontade de te agarrar, de te tocar, de te ter abraçada a mim. Suspiro pelas tuas festas, os teus carinhos que só tu me sabes dar. O que uma fotografia nos faz fazer! Beijo o teu retrato. Ponho-o na mesa de cabeceira e durmo a olhar para ele. Acabo por adormecer, calmo e sereno, no escuro da noite, numa esperança de acordar contigo. Que vais chegar de noite e te vais deitar ao meu lado. E acordarei sentindo o teu calor, a tua respiração na minha nuca,, um cabelo teu na minha cara, os teus joelhos nas minhas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca chegaste a vir. Procuro-te na cama, tacteando-a. Sinto só as rugas dos lençóis e nunca a tua camisa de dormir ou o pijama. Cheiro a almofada. Nunca lá estiveste. Mas foi das melhores noites que tive nos últimos tempos. Porque apesar de tudo, dormi contigo. Embora em pensamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verto uma lágrima de saudade e enxugo-a na minha mão. O pingo escorre muito devagar pelo nariz. O queixo treme. Os dentes tocam-se repetida e rapidamente. Olho novamente para ti na foto que tenho ao lado do teu irmão, em cima do relógio. Levanto-me e corro ao computador, escrevendo mensagem de amor. Digo que sinto falta de ti, sem saber quando a recebes. Faço o mesmo no telefone. Não atendes. Deixo mensagem? não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo com o teu irmão. Gabo-o também. Digo que também dele tenho saudades, que há muito tempo não o vejo e quero ver. Pergunto se quer fazer alguma coisa no fim de semana. Responde que sim, que também sente a minha falta e que gosta muito de mim. Para não estar preocupado contigo. Que se puder fazer alguma coisa que eu lhe diga. Que estás fora com uma amiga e ele com a vossa mãe. Que vais chegar daqui a dias, junto com ele. Sinto um amor enorme pelos dois, mas diferente. Um é homem e mais desligado, tu mulher e meiga. Mas adoro os dois. Falamos amanhã - responde-me!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã é tarde, sinto a vossa falta todos os dias, um desejo enorme de abrir os braços e vos esconder dentro deles. Preencher as vossas caras com a minha mão grande. Enchê-las de beijos. Sentir a vossa força nos abraços que me dão. De ouvir as vossas vozes, mesmo que zangando-se um com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentes saudades, pergunto? Tenho muitas, muitas, mas ó Pai, nós vamos para si amanhã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, filho, então amanhã, e só amanhã, dormimos os três na minha cama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto uma saudade enorme de vocês em pequenos. As noites dormidas a três. Pés espetando-me as costas. Os beijos cheios de cuspo e o vosso arfar para cima de mim. De não me poder mexer para vocês não caírem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom noite para vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-4555953543765648595?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/4555953543765648595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=4555953543765648595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4555953543765648595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4555953543765648595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/05/sentir-saudades.html' title='Sentir saudades.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-7640767174878203258</id><published>2011-05-04T14:04:00.000+01:00</published><updated>2011-05-04T14:06:06.357+01:00</updated><title type='text'>Sentir saudades. II</title><content type='html'>É estranho sentir saudade. Se és a pessoa que mais quero perto de mim, porque me sentir assim. Devia ter-te ao pé de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro bem esses olhos castanhos, o tom da tua pele no Inverno, deixando transparecer as veias que transportam o sangue que mantém o teu coração. Que me mantém a mim! Que bate sem eu saber por quem, se é que bate por alguém. Sempre que te vejo, sinto-me louco. Com vontade de te agarrar, de te tocar, de te ter abraçada a mim. Suspiro pelas tuas festas, os teus carinhos que só tu me sabes dar. O que uma fotografia nos faz fazer! Beijo o teu retrato antigo, que tirei do computador. Ponho-o na mesa de cabeceira e durmo a olhar para ele. Acabo por adormecer, calmo e sereno, no escuro da noite, numa esperança de acordar contigo. Que vais chegar de noite e te vais deitar ao meu lado. E acordarei sentindo o teu calor, a tua respiração na minha nuca, um dos teus cabelos na minha cara, fazendo cócegas no nariz, os teus joelhos nas minhas costas, uma mão por cima de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca chegaste a vir. Procuro-te na cama, tacteando-a. Sinto só as rugas dos lençóis e nunca a tua camisa de dormir ou o pijama. Cheiro a almofada. Nunca lá estiveste. Saboreio o teu perfume que ainda me corre nas narinas, com uma inspiração profunda. O desalento é tal, que expiro suave e longamente. Mas foi das melhores noites que tive nos últimos tempos. Porque apesar de tudo, dormi contigo. Embora em pensamento! Lembro do sonho como se realidade se tratasse. Estavas ali, agarrada a mim, com o teu braço debaixo do meu, encostada ao meu peito, aquecendo o meu coração. Dormias profundamente, por vezes ressonado baixo, encantada por mim, sentindo a segurança do meu corpo. Eu, sentia a teu coração bater, descansado, devagar como um passarinho. Eu, ficava apenas ali, olhando-te dormir, pousando a minha mão nas tuas lindas costas tatuadas. Nem um piu davas. Isso enchia-me, dava-me alento para os outros dias, porque é só a ti que eu quero, nada mais tinha importância, apesar de no amor tudo ter. Tudo é importante, tudo conta. Mas tu, és tudo isso. E muito mais. És a razão de viver, a minha sorte e o meu azar, és o que me faz lutar nestes tempos de crise, onde só penso chorar, mas prefiro vender os lenços. Tenho mais força do que nunca e foste tu que ma deste, sem saber, sem calcular e sem fazer por isso. Só por existires em mim, num espaço que tenho reservado junto ao meu coração. Estás encostada ás mais bonitas coisas que conheço, jardins a florir na primavera, o azul do céu, o mar de verão, os castanhos das arvores no Outono e o branco da neve dos Invernos, porque és pura, porque floresces para mim todos os dias, porque és o meu sol e a luz que me guia e a calma sentida nos rios que correm tranquilamente. És o que como, o que bebo, o que devoro. Para mim, tu, está em todo o lugar. Enchendo-me muito, mas de alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verto uma lágrima de saudade e enxugo-a na minha mão. O pingo escorre muito devagar pelo nariz. O queixo treme. Os dentes tocam-se repetida e rapidamente. Olho novamente para ti na foto que tenho, em cima do relógio. Levanto-me e corro ao computador, escrevendo mensagem de amor. Digo que sinto falta de ti, sem saber quando a recebes. Deixo um poema na caixa do correio electrónico. Faço o mesmo no telefone. Não atendes. Deixo mensagem? não. Ponho musicas na internet, que sei que gostas, que são, muitas delas, o teu estilo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vale a pena sentir-me assim, nunca me vais responder. Começo a pensar em desistir do amor. Que não retribuis e eu não quero cobrar. Para me sentir bem, preciso de ti, mas se não vens, é porque não tem de ser. Existem mais mulheres, provavelmente mais bonitas ou simpáticas, mas é por ti que me sinto assim, transpirando saudade. Transpirando amor. És tudo para mim, mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui atingido pelo cúpido, que meio embriagado atingiu-me com a tua seta, certamente destinado a outro. Agora sofro em saudade, pelo que ainda não vivi contigo, mas anseio por aquele abraço que construí na minha cabeça, aquele beijo interminável e lindo de paixão, pela mão dada, pelo teu calor, pelo teu cheiro e o macio dos teus cabelos, aquele agarrar-te a cara, levemente, deixando o espaço, para por a minha boca na tua, culminando num beijo como nunca dei e como tu nunca sentiste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-7640767174878203258?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/7640767174878203258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=7640767174878203258&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/7640767174878203258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/7640767174878203258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/05/sentir-saudades-ii.html' title='Sentir saudades. II'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-9102000163966217950</id><published>2011-05-04T14:02:00.000+01:00</published><updated>2011-05-04T14:04:39.631+01:00</updated><title type='text'>Não há dias fáceis.</title><content type='html'>Sei bem que no amor, não há dias que são fáceis, e que demora muitos meses até se sentir verdadeiramente algum sentimento. Entretanto, há dias melhores em que parece que tudo vai ficar bem, mas que são seguidos de dias em que afinal já está tudo mal outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil passar pelo sentimento, mas tenho a certeza que se sai fortalecido. Para isso é preciso um esforço enorme e que muitas vezes não há vontade de fazer, mas que tem que partir de nós próprios, que somos quem mais nos pode ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante continuar a acreditar, fazer aquilo que mais nos apetece e satisfaz, ter força e coragem para aceitar o que de menos bom a vida nos vai trazendo e mais do que tudo, tem que se olhar em frente porque é o único caminho que existe e nunca, mas nunca, podemos perder o Norte. Entretanto, vamos vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são lições de psicologia barata, é a experiência de quem já passou por desilusões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a nós, percebo que não respondas, mas custa-me a crer que não consigas definir qualquer coisa. Podem não existir de todo sentimentos, podem estar em formação ou podem existir e não quereres assumi-los. Não vejo mais hipóteses. Em todo o caso e como sempre, preferia saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que possa não ser fácil conseguir definir claramente, mas acho que as pequenas coisas querem dizer muito. Saber se existe interesse, se há vontade de partilhar alguma coisa, se existe falta de ver e sentir ou se falta aquele abraço, que é o único, que nos poderá reconfortar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida, até à bem pouco tempo, nunca tive que me esforçar fortemente por alguma coisa, tudo foi aparecendo à minha frente e acontecendo com relativa facilidade e o que não aconteceu fui aceitando que assim fosse, muitas vezes motivado por um orgulho fortíssimo e uma personalidade difícil que, felizmente, tem vindo a ser moldada por minha própria iniciativa porque não quero ter as minhas atitudes limitadas a padrões ou àquilo que “deve ser” e que tantas vezes nos priva de fazer o que realmente queremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estás a ser o meu primeiro grande esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocaste, sem querer, naquilo que eu tinha prometido que nunca mais iria deixar ninguém tocar e que, para mim, é o mais importante de tudo – o respeito e consideração que acho que mereço. Isso que sempre me impediu de voltar a tentar qualquer contacto, não está a acontecer contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como magoa estar longe de ti, não saber de ti, não ouvir a tua voz, não te poder fazer uma festa e não te ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou ter medo de assumir sentimentos e já sou crescido o suficiente para não os esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de coração aberto que digo que tudo isto, só pode querer significar que gosto muito de ti, que te quero por perto e que é só em ti, que eu quero descansar o meu olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo coração cheio de sentimentos impõe que te peça para não teres medo, para deixares acontecer e para te entregares com a convicção que existe muito para que tudo possa correr bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço também, peço muito, que digas o que sentes em relação a tudo isto que me está a acontecer, passado este tempo, acho que os sentimentos devem estar mais ou menos claros. Não estou a pedir decisão nenhuma, mas não há que ter medo de falar dos sentimentos. Não deixes de me dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de ti, não sei porquê, tenho saudades tuas e estou completamente ligado a ti. Pensa um bocadinho nisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-me o que posso fazer para olhares para mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I`m just a man standing in front of a women, asking her to love him"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-9102000163966217950?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/9102000163966217950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=9102000163966217950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/9102000163966217950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/9102000163966217950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/05/nao-ha-dias-faceis.html' title='Não há dias fáceis.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-8709321375248034449</id><published>2011-05-04T14:00:00.000+01:00</published><updated>2011-05-04T14:02:53.638+01:00</updated><title type='text'>Fim de semana</title><content type='html'>　&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lomba do aqueduto das aguas livres, curvando a direita, sentindo o sol de fim de dia, deslizava o carro suavemente como quem não tem pressa. Óculos de sol postos, não deixavam o sol encadear o olhar. Passado a ponte, de mão no colo dela, embevecido com festas no braço, pequenos apertões carinhosos e trocar de olhares cúmplices e pecaminosos, seguiam para Alcácer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiram desviar o caminho mais directo e foram por Tróia. No barco, avistaram os golfinhos do Sado, ao longo do trajecto de pouco mais de uma quarto de hora pelo mar que espelhava um azul fantástico. Pequenas embarcações fugiam do “medusa do mar” ao som do toque do navio. As gaivotas, zangadas, voavam por cima de todos dos carros deixando cair um pingo da sua infelicidade de vez em quando. Os golfinhos nadavam ao pé do olhar deles, oferecendo o ruído da felicidade, como que cantando uma musica romântica. Sorriam para eles transformando um dia normal em dia perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já do outro lado, esquerda. Seguiram a areias que serpenteava a estrada sem pintura. Era fim de dia e nada se via. Os postes de iluminação tinham sumido, as ruas apenas com a lua e as estrelas se sentiam com luz. Ao fundo, via-se no horizonte uma ténue luz encarniçada dando a entender um dia de sol e calor para o domingo de Páscoa. Pararam para um primeiro jantar a dois, para os lados da comporta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maravilhoso era o ar. Sentia-se a brisa, o cheiro de mar, aquele som das ondas ao longe, enrolando as pedras e a areia na beira mar. no restaurante, ouvia-se as tábuas do chão a ranger, o som dos talheres a baterem nos pratos levemente acompanhando cada garfada, barulho de fundo dos clientes numa conversa simpática e calma. Puro relaxe. Dois gins tónicos na mesa enquanto escolhiam pela carta sumptuosa de peixes e mariscos. Depois um tinto do Alentejo, mais tarde aberto em consonância com o restante “ruído”. Aquele “ poc” abria não só a garrafa, como uma entrada em beleza para a noite que se seguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do caminho, chegaram finalmente ao destino. Um monte lindo, onde de noite, só se podiam ver as buganvílias, as hortenses e o roseiral da entrada. Transportadas as malas até à recepção, foram recebidos gentilmente. Feitas as apresentações foi-lhes dada a chave do quarto. O 13. Tiveram de percorrer um sinuoso caminho até ao quarto, deslumbrando-se com as luzes interiores da piscina, revestida a pedra cinzenta e laje cor de tijolo. Tanto na relva como nas paredes dos quartos, reflectiam as ondas da piscina azul, causadas pela brisa suave. O nº 13, tinha uma king size bed, envolvida num edredão branco, apenas coberto no fim com uma manta beije. Ao redor, a bergére castanha, também ela com uma manta beije no braço, o camiseiro antigo, a cómoda D. Maria e o mosquiteiro, davam um rosto suave e encantador àquela suite. Lá fora, o jacuzzi preparado, deixava o vapor de agua sair, dando uma penumbra ao terraço. Uma garrafa de champanhe, junto com dois flutes, convidavam os dois a entrar. Tiraram a roupa olhando um para o outro, olhos nos olhos, sem falar. O espumante foi aberto com pompa. Seguiu-se um beijo apaixonado, um abraço forte e o primeiro de muitos golos do “murganheira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, acordaram cedo. O chilrear dos pássaros serviram de despertador. Ainda meio adormecidos e deslumbrados pela noite que passaram juntos, ela, com a cabeça apoiada no tronco dele, ele com o braço por cima dela, protegendo-a dos sonhos maus, trocava pequenas carícias na sua pele. O corpo dela arrepiava-se. A pele deixava-se irisar na cama grande, com os lençóis a meia altura, tapando os dois até à barriga. Ela, qual gato, ronronou um “bom dia”, meio estremunhado, com a voz ainda em descanso. Meio rouca, levantava a cabeça para lhe oferecer um primeiro beijo matinal. Ele, meio confuso, devolveu o bom dia, mas na certeza de que se iria passar assim, pelo menos para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num instante ele tinha-se tornado tudo para ela e ela para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomaram o pequeno almoço numa mesa grande, juntamente com outros hospedes. Mesa cheia de compotas de variadíssimas cores e sabores, café com leite e chás de diversos tipos e feitios. Ao lado das chávenas brancas, os talheres modernos serviam para picar um pouco de tudo o que embelezava a mesa. Os bolos caseiros, os diversos tipos de pães, queijos e fiambres, convidavam a um manjar. No aparador, guardavam-se os ovos mexidos, o bacon e yogurtes numa taça de vidro cheia de gelo, mesmo ao lado de sumos de frutas onde o a rainha não era laranja. As frutas desfilavam numa mesa redonda colocada ao lado da grande. Desde os pêssegos, a maçãs do pomar, as uvas, as mangas e as papaias davam ainda mais cor e alegria ao amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de galinhas e galos, os pavões cantavam o nascer do dia. Junto da esplanada, lendo um livro de programas a fazer, comentavam os pássaros a beber agua da piscina, as abelhas que boiavam batendo as asas num esforço para se libertarem e poder voar novamente. O sol, ia alto e forte, acabando com as nuvens que teimavam em aparecer, definhando-se, evaporando. Deitados nas cadeiras de jardim, em cima da relva verdejante a ainda com orvalho da manhã, bebiam o descafeinado e o chá verde, apoiados pela mesa branca. Fumaram um cigarro contagiando o ambiente saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma tarde de piscina, percorrendo os corpos de carícias, trocas de beijos apaixonados, abraços cúmplices, confidências e piropos simples, foram de regresso para Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela deixou-o junto ao carro dele. Quando saiu do carro pousou o telefone e a carteira no tejadilho. Tiraram as malas do porta bagagens. Envolveram-se em abraços e beijos de despedida, envoltos no cheiro a sexo que ambos traziam. Com a mala e guarda-fato na mão, seguia o carro até ao fim da rua. Entretanto lembrou-se da carteira e do telefone, gritou, correu atrás dela. Ela pensava que era brincadeira e riu sem perceber a angustia dele. Cortou caminho na esquina, pondo-se à frente do automóvel. Ela pensou tratar-se de mais um beijo e de mais um abraço. Saiu depressa do carro, enfrentando-o. Sem a deixar perceber, beijou-a sem reticências, ao mesmo tempo que retirava as seus pertences, um olho nela outro no carro. Juras de amor, mais um beijo e um olhar malicioso. Seguiram, cada um para sua casa. Meia hora depois telefonavam-se, contando histórias do fim de semana…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;　&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-8709321375248034449?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/8709321375248034449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=8709321375248034449&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8709321375248034449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8709321375248034449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/05/fim-de-semana.html' title='Fim de semana'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-7932493226370891707</id><published>2011-05-04T13:59:00.000+01:00</published><updated>2011-05-04T14:00:42.182+01:00</updated><title type='text'>Bikinis e fatos de banho.</title><content type='html'>Começa o drama das mulheres. Aperta o calor e lá vão elas conhecer a nova colecção de roupa interior para os dias de praia. Se bem que nesta altura ainda nem todas estão preparadas para tal evento dos dias de sol, a loucura começa.&lt;br /&gt; Brancas como a cal, cheias de celulite e flacidez, dado azo pelos enormes jantares de bacalhau, almoçaradas de feijoadas e castanhas no Inverno, até nem se entende o porquê de tanta desarrumação do fato exterior. Os corpos mais parecem vestir uma pele diferente da do verão passado, estão largos, fazem pinças onde não devem e ficam mal. E estão brancos!&lt;br /&gt;Provador minúsculo, por norma, onde a ideia é verem-se ao longe, reparando naquele pedacinho de pele a mais, o efeito casca de laranja, onde algumas são da baía com aquele umbigo maior. Vêm cá para fora, para se verem melhor. Chocam umas nas outras e trocam bikinis e fatos de banho no corredor do provatório. Uns deixam saltar as mamocas para fora, outros metem-se no rabiosque de Inverno, ficando as nádegas a bordar o cuecão. Uns são asa delta, outros trikinis. Barafunda completa. Não chegam as cores e os modelos, têm de adicionar os padrões, ás vezes de cores mais fortes, com flores, estampados, com dizeres, com riscas, aos quadrados, eu sei lá. Cavados, com perna, subidos, descidos.&lt;br /&gt;De uma cor em cima e outra na parte de baixo. Muitos mostram a farfalheira nos dias sem depilação. Se uns levantam o rabo, outros sobem o peito, e um outro modelo até espalma as ditas. Têm de condizer com as havaianas por isso o melhor é comprar vários. Tudo isto para 3 meses de calor, e ao fim ao cabo para 20 dias molhados a estragarem-se, a secar ao sol e a ficarem desbotados, cheios de bronzeador e after sun que não saem. E no ano seguinte a história é a mesma…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-7932493226370891707?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/7932493226370891707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=7932493226370891707&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/7932493226370891707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/7932493226370891707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/05/bikinis-e-fatos-de-banho.html' title='Bikinis e fatos de banho.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6077733889331377615</id><published>2011-05-04T13:58:00.000+01:00</published><updated>2011-05-04T13:59:32.675+01:00</updated><title type='text'>Abraço:</title><content type='html'>È do que sinto mais falta. É do abraço. Aquele aperto entre duas pessoas, que as une. Mais apertado ou mais forte, o abraço enche a alma, tranquiliza, faz-nos recordar, faz-nos sentir. Transporta-nos para um outro mundo onde a saudade não existe, onde o amor é eterno. Onde a cumplicidade existe sempre, entre quem os dá. O abraço transcende sentimentos, é o unir das forças ou o lagar das tristezas junto de quem o recebe. Aí faz subir uma lágrima cristalina ao canto do olho, ofuscando quem o vê de tão brilhante que é. É um tiro no coração para quem o sente. É o passar de aconchego a uma quase pena, coisa que não se deve sentir. É uma vontade de ajudar, uma ganância de querer o bem de que o dá.&lt;br /&gt; O abraço reconforta, acalma, deixa saudade, manifesta amor, carinho, cumplicidade, paixão e emana calor humano. O abraço tem tudo o que o aperto de mão tem, somado com o beijo de amigo e a festa. Gosto de abrir os braços e deixar entrar cá dentro, quem gosto. Porque não fica perto ao meu peito, fica junto do coração&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6077733889331377615?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6077733889331377615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6077733889331377615&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6077733889331377615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6077733889331377615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/05/abraco.html' title='Abraço:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-2134359155222280636</id><published>2011-05-04T13:57:00.000+01:00</published><updated>2011-05-04T13:58:40.363+01:00</updated><title type='text'>Férias grandes:</title><content type='html'>O calor em Lisboa estava insuportável. Estávamos numa 5ª feira dia 1 de Julho. 9 Horas da manhã e o termómetro já tinha subido aos 29º. Numa azáfama brutal, todos vínhamos carregados de sacos, o colchão de uma cama, saquinhos com o croché da Avó, as comidas e bebidas para um mês, yogurtes da Ucal, comprados na leitaria da rua e as garrafas de leite de chocolate. O meu irmão levava o ZX spectrum preto embrulhado num papel de bolinhas que estalavam sempre que se punha alguma coisa por cima. No colo da Mãe ía o necessaire carregado de pensos para os meus joelhos, álcool que me dava mais dores que aliviavam, sulfamidas, o bacitracina, as vitaminas para me dar apetite e para tirar a do meu irmão.&lt;br /&gt; O Avô levava pacotes inteiros de 10 maços de tabaco, cada um, SG filtro, aquele azul, ou então o Ritz, branco e com bolas vermelhas. Sentávamo-nos todos no carro depois do Pai por o colchão do tejadilho do carro, atado com cordas para não voar, agarrado a uma prateleira metálica que quase todos os carros tinham antes de aparecer a marca “tulle”.&lt;br /&gt;Pedíamos para abrir as janelas, mas ninguém conseguia, apertados que estávamos. Só o avô já tinha aberto a dele para poder fumar, sempre de fato e gravata, dando à manivela antes de se sentar. A Avó, no banco de trás não se conseguia mexer porque levava o peru, ainda congelado, que a Tia Alice de Azeitão tinha dado para as férias, ao pé das pernas refrescando os pés. O Rui, entalado no meio dos avós, suava por não conseguir abrir os braços de apertado que estava, fazendo reflectir o sol na sua testa encharcada, mas que não consegui secar ou limpar. E claro que não havia ar condicionado. Eu ia no meio dos pais chateando a toda a hora o meu pai querendo por as mudanças que estavam ao pé do volante porque o carro tinha banco corrido à frente. De pele, que até fervia e os meus pelinhos, de pernas de miúdo, em calções, ficavam colados a ele.&lt;br /&gt; Seguíamos a estrada velha até Sintra, passando por todas as localidades de Lisboa e arredores. Quais IC 19, quais quê, era uma aventura de pelo menos hora e meia, caminhando entre os 60 e os 80 quilómetros hora. Chagava-se ao ramalhão e a temperatura descia pelo menos 5º. Descíamos pela “casa do preto”, passando pela Estefânia em Sintra e depois pelo arraçário, que tinha dois sentidos e acidentes todos os dias. Curva do Miranda (café) e seguíamos até á ponte redonda, pela recta cheia de lindas árvores de copas de um verde espantoso que encaracolavam por cima do asfalto, acelerando até uns bons 100 à hora, para travar quase até aos 30 para conseguir dar a curva com linhas de electrico. Seguíamos até à “sebe saloia” onde se almoçava, numa tentativa de descansar da viagem. E já estava bem mais fresquinho. &lt;br /&gt;Papo cheio, continuava a aventura! Antes de passar o hotel “miramonte”, curvávamos à direita na curva do Zoio, outra com eléctrico e acidentes e chegávamos a casa. Tirávamos tudo do carro, abríamos a garagem para tirar a humidade, assim como as portas e as janelas todas da casa. A seguir, nós, miúdos andávamos de bicicleta, procurando os nossos amigos e os restantes arrumavam tudo nas gavetas cheias de naftalina e cheiro a mofo. Era um dia cansativo e cheio de peripécias.&lt;br /&gt; No dia seguinte, fazíamos uma excursão, levávamos a Avó a casa do Sr Torres ou da Tia Lhau para jogar a canasta, o Avô ao casino monumental e nós íamos para praia grande. Na altura ainda nem havia o café “angra” nem a “galé”. Parávamos o carro já com alguma dificuldade e esperávamos, sentados na areia, jogando ao prego, até que o mar acalmasse e se visse no meio do nevoeiro dos dias de verão. Coisa que acontecia lá para o meio-dia! Brincávamos com ancinhos, colchões de praia e bóias que nunca chegaram a ser usadas, que o mar não permite, usando apenas as braçadeiras mesmo com agua pelo tornozelo, vendo as senhoras de toucas e os homens de fato de banho tipo slip, parecidas com a “sunga” dos brasileiros, que deixavam aparecer os pelos mais “públicos” como eu lhes chamava. Os Drs da zona e mais velhos, usavam uns roupões e chapéus turcos que penduravam nas casinhas feitas de tronco e tecidos de cores muito variáveis, sempre com riscas que terminavam em bico, só com a frente aberta e marcavam o território a quem elas pertenciam. Com sorte, o mar, gelado por sinal, fazia lagoas onde mergulhávamos como se fosse piscinas olímpicas e íamos ao fim da praia ver se conseguíamos atravessar para a outra praia, a pequena, a pé e sem perigo, comendo uma bola de Berlim da tia Luísa ou um travesseiro servido em mala de madeira branca com gavetas do Sr. Manel, mais conhecido pelo “lá vou eu”!&lt;br /&gt; Aproveitávamos o final de dia (leia-se 19.30h) para ir por gasolina à bomba em frente do restaurante “casa da ponte” onde jantávamos no 2º dia de ferias. Sempre os filetes que eu e o meu irmão detestávamos. Local este, onde uns anos mais tarde e já depois cheias da ribeira de Sintra, da ponte militar construída em madeira, que se ouvia dali até galamares, abri o meu 2º bar e café.&lt;br /&gt; As semanas eram passadas em torno de jogos de futebol na 1ª casa da santinha, alternado com os de basquet, passeando pela estrada principal de bicicleta, sem a presença do pai que vinha trabalhar para Lisboa e fazia esta aventura diariamente, mas sozinho. E duravam até meados de Outubro, altura em que a casa já não cheirava nem a mofo nem a naftalina. Era o sinal para nós, que as férias grandes tinham acabado.&lt;br /&gt;Afastávamo-nos daquele bulício de cidade que durava 3 meses, salteando pelas festas de fontanelas, Magoito e Mucifal onde comprávamos rifas e até ouvi o Herman José, pelas garraiadas que se faziam uma vez por ano na quinta do Zoio, das esplanadas com a companhia da avó na praia das maçãs, alguns churrascos ao sol e piqueniques na serra, ao pé da pedra amarela, falando dos acidentes da curva da morte e da santinha.&lt;br /&gt;Eram umas grandes férias, as férias grandes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-2134359155222280636?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/2134359155222280636/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=2134359155222280636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2134359155222280636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2134359155222280636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/05/ferias-grandes.html' title='Férias grandes:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-3400244193300347520</id><published>2011-05-04T13:53:00.000+01:00</published><updated>2011-05-04T13:56:29.923+01:00</updated><title type='text'>Dia do Pai nos meninos do rio com os miúdos:</title><content type='html'>O dia era soalheiro. Uma leve brisa corria no ar, afastando o calor dos primeiros dias de primavera.&lt;br /&gt; O rio permanecia calmo, sem as habituais canas encostadas ao paredão a flutuar encostando-se à parede. Nem mesmos os pequenos pedaços de relva por ali se encontravam, contrastando com o rio mais do que calmo. Tudo estava sereno menos a esplanada que estava cheia. Encostados ao balcão, pedimos uma caipirinha e dois sumos de laranja enquanto marcámos mesa ao sol. Já na mesa, pedimos pratos simples e começámos a nossa conversa do dia do Pai. a cumplicidade da conversa mais parecia a de amigos animados por um dia fantástico. Nem parecíamos Pai e filhos. Trocamos pequenas gargalhadas pelos comentários de uns e de outros. Falámos de experiência de vida, trocamos pequenos afectos, pequenas festas e carinhos. Beijos na mão da Maria e toques suaves na mão do Duarte. Entre colos e beijinhos a tarde foi-se desenrolando.&lt;br /&gt; Finalizámos com gelado regado de chocolate quente, com mais apontamentos do que se ia seguir em termos profissionais, as escolhas em termos de escola a enveredar, tudo com uma comparação ligeira da vida do Pai. Como se a minha vida fosse o exemplo, mas nem sempre a seguir. Os erros também serviram de exemplo. Já rosados pelo sol, saímos para uma caminha ao longo do rio, umas vezes de mãos dadas, outras nas minhas cavalitas, mas sempre em jeito de brincadeira. As folhas das arvores rodopiavam á nossa volta, como se fossemos nós quem mandava no vento e éramos o centro das atenções. Quando o sol foi escurecendo as nossas cabeças, seguimos para o carro em jeito de regresso a casa. Desanimados pelo dia que chagara ao fim, trocámos mais uns piropos pelo caminho &lt;br /&gt;Tinha chegado ao fim o dia do Pai, voltámos ao normal. Banhos, jantar, xixi e cama&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-3400244193300347520?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/3400244193300347520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=3400244193300347520&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3400244193300347520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3400244193300347520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/05/dia-do-pai-nos-meninos-do-rio-com-os.html' title='Dia do Pai nos meninos do rio com os miúdos:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-2145060631698433613</id><published>2011-04-11T16:29:00.001+01:00</published><updated>2011-04-11T16:29:57.987+01:00</updated><title type='text'>Esganiçar:</title><content type='html'>Sábado 12,30 horas. Tinha pensado aproveitar o sol numa esplanada de Lisboa. O dia nasceu meio feio e com vento, tinha desaparecido o calor da 6ª feira anterior. Em casa, meio sozinho e desiludido com o dia, resolvia ligar e convidar o meu irmão para almoçar. Foi-me buscar e nem sei bem como ou porquê fomos parar a Alverca, esse sítio tão interessante e cheio de coisas para ver. Com medo das multas o Rui levava o carro a 90 à hora num desespero meu. Todos os outros carros passavam por nós. Só lhe perguntava de tinha o carro avariado, motor gripado ou qualquer coisa do género. O único carro que passamos, foi um funerário que estava encostado à berma da estrada, não deixando o morto arrefecer.&lt;br /&gt; Almoçámos num restaurante de bairro onde o coelho é prato principal, entrada, tudo. Seja ele frito, ao caçador, de qualquer maneira. Até a ementa tem o sacana do bicho, a brincar com um amigo, meios de pé a brincar com as patinhas, em que eu fiquei na dúvida se estavam a brincar ao jogo da sardinha, às festinhas ou a dar um soco um no outro. Comemos bacalhau! Mas pedimos um vinho da tapada dos coelheiros! Os habitantes desse bairro fazem lá os seus almoços de sábado, envolvem o coelho na boca, mastigando com os dentes molares e mostrando aos outros, de boca aberta, o dito cujo, meio mastigado, meio enrolado na língua, molhado num pouco de vinho tinto para amolecer, embrulhado numa batata a murro. Farófias foram as sobremesas.&lt;br /&gt;Burt Bacharach e as suas “Raindrops keep falling on my head”acompanharam-nos de regresso.&lt;br /&gt;Tarde livre para dormir e descansar.&lt;br /&gt;Acabei por ir jantar ao restaurante de um amigo meu, o Gallego, restaurante formidável, na companhia de uma amiga. Caipirinhas, gins tónicos e vinho branco. Para acabar uma mousse de chocolate com brandy e licor de bolota. Imagine-se o estado!&lt;br /&gt;Já meio a envooolveeer a vozzz, caminhamos, nunca a direito, para a praça de táxis. Fomos a um bar de música ao vivo. Aqui tive aquela sensação sempre engraçada de ver as mulheres a cantarolar as músicas que vão tocando, mas nunca acertam nas letras. Vejo os lábios a mexer, tipo peixe, fazendo gestos de “ganda” loucura, agitando as cabeças de trás para a frente, tipo galinhas e a esganiçar sons, que não pertencem àquela musica, enquanto os homens insistem em se tornar percussionistas de mesa, batucando sem ritmo nenhum, também sem acertar nos sons do baixo e da bateria. Figuras ridículas, mais vale permanecerem quietos. E irrita, quem está ao lado.&lt;br /&gt;A miúda que cantava, engraçada por sinal, embora para mim, roliça, esganiçava ela também ao microfone, porque tinha o som dela mais baixo que os restantes instrumentos, mostrando a pouco e pouco sinais de fadiga nas cordas vocais. E não era para menos…Agitando os seus caracóis, de baixo para cima, lá ía dando outra entoação às músicas, dançando livremente no alto dos eus botins pretos das lojas de chineses. Daqueles que brilham, nunca se deformam e possuem “aplicações” em metal. Do vestido preto justo que trazia, conseguia-se perceber a marca das meias de vidro, seguras acima do cinto castanho, por baixo do peito, dando a sensação de risquinho a todo o seu perímetro, deixava também, mostrar um pouco das cuecas a cada voltinha de dança quando o vestido fazia a roda, para gáudio do Sr. SEXagenário, que estava com a miss botox da mesa do lado. Ele, tal como eu, olhava para ela de baixo para cima, daquele palco de madeira repleto de fios adivinhando um tropeção a qualquer momento. Ela, de vez em quando, levantava-se para ir a um chichi, que o silicone colocado nas nádegas e peito, convergiam á bexiga, doido para ser libertado. E sabe-se lá mais o quê, por que ela só bebia água com gás!&lt;br /&gt;Depois de tudo isto ainda seguimos para o Twins, perto do local onde tínhamos deixado o carro (como se alguém fosse conduzir). Cheio! Loucura total. Violinos e tudo Fomos logo para a pista de dança. Encontrámos pessoas conhecidas, comprimentámos, porque já não conseguíamos cumprimentar, naquele outro gesto meio estúpido, de tentar focar as pessoas, e percorremos com o olhar os corpos de alto a baixo. Cansado, dirigi-me ao balcão, cheio de pessoas de chapéu alto de cartolas, porque era a festa do Johnny Walker. Parecia eu que estava no filme “o caso de Thomas Crown”, naquela cena dos homens todos iguais. Só faltava a Ninna Simone a cantar “Sinner man”, e aí, com a voz já muito aguda, semelhante ao ganir dos cães, esganicei por um gin tónico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-2145060631698433613?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/2145060631698433613/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=2145060631698433613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2145060631698433613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2145060631698433613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/04/esganicar.html' title='Esganiçar:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-5672117867403402688</id><published>2011-04-08T21:41:00.002+01:00</published><updated>2011-10-24T22:49:00.065+01:00</updated><title type='text'>Sem saber:</title><content type='html'>Começo a ficar embaraçado&lt;br /&gt;Sem saber o que fazer&lt;br /&gt;Deixas o meu coração destroçado&lt;br /&gt;E nem sabes o que estás a perder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ser sedutor&lt;br /&gt;Convencido porém&lt;br /&gt;É todo o meu amor&lt;br /&gt;Que a ti não convém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me senti assim&lt;br /&gt;Um poeta sonhador&lt;br /&gt;Conto-te o que vai em mim&lt;br /&gt;Deixa-me encher a tua vida de cor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com paixão te quero encher&lt;br /&gt;Contigo quero fazer amor&lt;br /&gt;Um vazio preencher&lt;br /&gt;Nesse corpo sedutor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim não ligas &lt;br /&gt;Nada posso fazer&lt;br /&gt;Deixo palavras já ditas&lt;br /&gt;Tudo para te ter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero encher o teu coração&lt;br /&gt;Arrefecer o teu calor&lt;br /&gt;Dá-me um pouco de atenção&lt;br /&gt;Pois és o meu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convido para um copo ou jantar&lt;br /&gt;Não me dás uma resposta&lt;br /&gt;Tens medo de mim gostar&lt;br /&gt;Ou estásl simplesmente mal disposta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas mãos quero passar&lt;br /&gt;Nessa cara de menina&lt;br /&gt;As pernas entrelaçar&lt;br /&gt;E te poder chamar "minha"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua boca beijar&lt;br /&gt;Nas curvas mexer&lt;br /&gt;Em ti pernoitar&lt;br /&gt;De manhã ao entardecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu ombro quero beijar&lt;br /&gt;Na tua pele dar carinho&lt;br /&gt;À lua te levar&lt;br /&gt;Seja depressa ou devagarinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ser engraçado&lt;br /&gt;a tua vida colorir&lt;br /&gt;Estou bastante interessado&lt;br /&gt;em ver-te a sorrir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És um espectáculo&lt;br /&gt;Uma mulher de o olho encher&lt;br /&gt;Do polvo tenho o tentáculo&lt;br /&gt;Para te agarrar e não perder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tens de me acreditar&lt;br /&gt;De melhor me conhecer&lt;br /&gt;Não te vais decepcionar&lt;br /&gt;Não deites tudo a perder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem comigo jantar&lt;br /&gt;Perder-te em conversas&lt;br /&gt;À noite e ao luar&lt;br /&gt;Nunca às pressas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mais posso fazer!?&lt;br /&gt;Digo eu, que preciso.&lt;br /&gt;A tua morada quero ter&lt;br /&gt;Para enviar uma rosa ou um Narciso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-5672117867403402688?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/5672117867403402688/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=5672117867403402688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/5672117867403402688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/5672117867403402688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/04/sem-saber.html' title='Sem saber:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6067653865837318079</id><published>2011-04-07T13:09:00.000+01:00</published><updated>2011-04-07T13:10:12.738+01:00</updated><title type='text'>Ontem até a lua sorria:</title><content type='html'>Nem alta nem baixa, ontem até a lua sorria. No inicio do quarto minguante, lá estava ela a dar um ar de sua graça, mostrando apenas um ligeiro sorriso, como que anunciando uma gargalhada rasgada para o dia de hoje.&lt;br /&gt;No jantar simples à beira rio, a luz oscilava entre o fraco e o leve, devido à neblina e humidade que se faziam sentir, ao mesmo tempo que a brisa se entranhava, devagar, no corpo. E fresca. Avistava-se um cargueiro transportando contentores ao longe, fazendo com que surgissem pequenas ondas que perturbavam a escola de remo ao fazer exercícios. Agasalhadas com mantas, oferecidas de empréstimo pelo restaurante, as senhoras presentes, envolviam-se num misto de cores quentes, reforçando a ideia base de se aconchegarem. Vinhos tintos e brancos, enchiam lentamente todas as mesas da esplanada, em copos de pé, altos e brilhantes ao ponto de nem a lua se reflectir neles, apenas a das velas em copos pequenos e baixos. Junto ao rio, passavam bicicletas e corredores não profissionais que ao passar pelo empedrado, soltavam as lajes de cimento meias soltas estragando ligeiramente o silêncio, fazendo um jogging de fim do dia, ou simplesmente respirando o ar da maresia. Eu, de moleskin e gin tónico à frente, observava as movimentações, que me pareciam lentas num desejo de quietude e descanso. Trocava palavras com uma amiga, completando o ciclo de histórias e acontecimentos da semana, que entretanto está a acabar. Conversa amena e simpática, contrastando com os problemas que a sociedade vive, horários, ordenados, tempo para estar com as crianças e a vontade de chegar ao fim-de-semana cheio de projectos para mimar os mesmos. Nunca levantando a voz, sempre trocando ideias ou teorias, não de conspiração, mas de afecto que se tem com alguém muito amigo. Falava-se de amor, de paixões, de acontecimentos e do queremos para nós e filhos, num futuro próximo. As metas que teimamos em alcançar o mais breve possível, pois estamos cansados da conversa e pretendemos acção.&lt;br /&gt;Chagado a casa acendi a minha lua habitual, aquela que está sempre cheia, que ilumina o meu quarto e as minhas coisas. Olhei pela ultima vez a fotografias que guardo na mesa-de-cabeceira com o retratos dos meus filhos, desejando boa noite e que descansem. Escondi-me nos lençóis, de janela aberta, cabeça de fora, virado na minha direita, a olhar o dia que terminara.&lt;br /&gt;Assim terminou mais um dia, da minha semana, com a lua a sorrir para mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6067653865837318079?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6067653865837318079/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6067653865837318079&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6067653865837318079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6067653865837318079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/04/ontem-ate-lua-sorria.html' title='Ontem até a lua sorria:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-8476372435830392984</id><published>2011-04-05T21:40:00.005+01:00</published><updated>2011-10-24T22:49:55.782+01:00</updated><title type='text'>Um dia vou ao ceu:</title><content type='html'>Um dia destes vou ao céu. Tenho que me zangar com Deus. Estou farto de injustiças sociais, do clube que gosto perder, da situação do meu país. Mas não é isso que vou lá fazer! Vou entrar numa luta pelos meus direitos e tenho o direito de ser feliz. E a obrigação também. Estou cansado de ficar escondido debaixo de uma nuvem e que Ele não me veja, que não olhe por mim. Mas vou-lhe dizer que sou mais forte que Ele, que quem faz a minha vida sou eu. Que não manda em mim, que sou eu quem toma as minhas decisões, porque sou eu que sofro as consequências, as boas e as más.&lt;br /&gt; Só Lhe vou contar as coisas boas, provando que tudo o que é mau passa-me ao lado, embora aprenda com os erros. Falarei dos meus filhos e o que representam para mim, dos amigos que amo e adoro, das minhas loucuras de rapaz, dos prazeres que tiro daquilo que Construiu para mim, também. Vou-Lhe contar as notas que tive e no que me tornei, sem prestar atençaõ a conselhos do faz isto ou aquilo, na minha vida mando eu! Direi que os obstáculos que impôs, superei-os todos e se algum ficou para trás, foi porque ainda não tive tempo, mas passei ao lado prometendo a mim mesmo que voltarei para os ultrapassar. Zangar-me-ei pelos que já levou consigo, que não acredito nas historias de cada um que leva é mais uma estrela no céu. Não sou mais um menino! Até porque já tenho muita gente com Ele. O céu começa a estar cheio de gente que adoro. Que tão breve não me leva mais ninguém, porque eu não deixo!Que quanto mais sozinho estou, me torno mais velho, astuto, inteligente e que ganho força com isso.&lt;br /&gt; Direi que os azares que tive me tornaram mais forte e sou como Ulisses na terra.  Que Ele manda no céu, e eu na minha terra. Que sofro mas aguento-me. Que supero qualquer contrariedade, que supero as adversidades da vida, que me sinto bem como sou e convivo bem comigo mesmo.&lt;br /&gt; O céu é uma passagem para onde não quero ir, porque me alegra viver. Não quero ir para o pé de Ti porque me sinto bem aqui. No dia em que tiver de ser, irei feliz, sabendo que ao que me propuz aqui foi tudo superado e que sou melhor que Ele.&lt;br /&gt;Um dia vou ao céu, mas volto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-8476372435830392984?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/8476372435830392984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=8476372435830392984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8476372435830392984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8476372435830392984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/04/um-dia-vou-ao-ceu.html' title='Um dia vou ao ceu:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-8696686496521612937</id><published>2011-04-05T17:04:00.001+01:00</published><updated>2011-04-05T17:04:55.579+01:00</updated><title type='text'>Tenho o “moleskine” ao sol</title><content type='html'>Parece que a primavera veio para ficar. O dia está lindo e o calor nas ruas sente-se. As esplanadas do Picoas plazza enchem-se de gente bonita, eles de fatos tipo equipe de futebol, quase todos iguais, onde mudam os tons das gravatas, agora quase todas elas lisas tomando como exemplo as dos Sócrates, elas desfilam a primeira colecção primavera/verão “Zara”, “LA” ou “máximo Dutti” (free)para 2011. Elas exibem as caras morenas como se tivessem passado o fim-de-semana ao sol numa praia qualquer a ver os exercícios de aquecimento dos surfistas que entram no mar de Carcavelos mesmo sem ondas, ou simplesmente á beira-rio, de rostos mascarrados de base em tons mais castanhos possíveis. A aparência é tudo!&lt;br /&gt;Até o”Up on Up off” vai cheio de turistas carregados de máquinas de fotografar e cada um com o seu boné, basicamente beijes, com óculos escuros comprados no átrio do hotel de 3 estrelas em que se encontram hospedados, todos eles no andar cimeiro, de chinelo e meias. Vestido de vermelho vivo, lá vai ele tipo “carreira” mostrar a cidade, desta vez cheia de luz. O céu ganhou um tom azul celeste, vivo e forte. Começam a aparecer amarelos, lilás, vermelhos e azuis-claros nas roupas. Os carros de janelas abertas a deixar entrar o primeiro bafo do ano. Até eles brilham e ofuscam os transeuntes que tentam passar as passadeiras em jeito de corrida para não esturricarem os braços ao sol enquanto esperam. Consomem-se mais calorias enquanto se anda a pé juntamente com líquidos por vezes ingeridos em demasia pelas horas de almoço. O calor ataca! Os cabelos das mulheres, meninas e moças, reflectem o brilho de quem foi lavado pela manhã. Anda tudo menos cinzento, cobrindo-se de cores alegres, guardando os “Kispos” e “gabardines” no bengaleiro dos escritórios. Vêm os primeiros odores de verão, perfumes frescos com notas de flores, os light blue, e outros que tal. Ficam em casa dos mais velhos os casacões e sobretudos a cheirar a naftalina e a mofo, os chapéus e bonés aos quadrados também não saem hoje. As pessoas são passeadas pelos seus cães, fartos de estar em casa, alargando o seu território a cada chichi nas árvores. Os condutores de braço de fora, esse gesto tão bonito, mostrando os relógios e botões de punho, nem sempre bons, nem sempre bonitos. Já passei por três carrinhas com marcas de gelados, a da super bock descarrega à minha frente. Os cafés têm mais fruta contrariando os doces pesados que ajudam o colesterol a subir nos organismos de cada um.&lt;br /&gt; Conto passar o fim do dia numa esplanada junto ao rio, sem relógio no pulso e com o telefone na porta do carro. Seja nos “meninos do rio” a tomar uma caipirinha, no “à margem” tomando um gin tónico ou mesmo no altis Belém, nem que seja envolto numa manta a aliviar o vento que possa aparecer, bebendo um dos melhores “mojitos” de Lisboa, ladeado pela relva aos altos e baixos, mas sempre com a vista do rio, espero eu calmo, mas se estiver bravo apreciarei os carneirinhos que fazem lembrar as ondas do mar iniciando as ondas. Do altos dos meus 1,87 cm, de óculos escuros, virado para o sol, de preferência de pernas esticadas por baixo da mesa, deixando espelhar na minha cara o brilho e reflexo a cristal que como um diamante compõe, aos poucos, a tez da minha pele, apreciando cada momento e reparando em tudo e todos, visualizando a agitação, movimentos, guardando para mim risadas de asneiras que os outros dizem e vão fazendo. Quieto na minha postura, guardo mesmo sem “moleskine”, no meu canto das memórias que ocupam parte do meu cerebro, pequenas lembranças que um dia, mais tarde, me darão mote para mais umas crónicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-8696686496521612937?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/8696686496521612937/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=8696686496521612937&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8696686496521612937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8696686496521612937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/04/tenho-o-moleskine-ao-sol.html' title='Tenho o “moleskine” ao sol'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-600391865848418972</id><published>2011-03-25T22:14:00.002Z</published><updated>2011-04-04T14:18:27.969+01:00</updated><title type='text'>"Sinto falta de um beijo na alma"</title><content type='html'>Nesta loucura da vida, em que o trabalho se sobrepõe a valores muito mais importantes, existem coisas que não posso dispensar. Dispensar para que me sinta realmente feliz, verdadeiramente realizado. Encontro sempre estas “coisas” nas paixões. São elas que me fazem, realmente viver, dar atenção ao que me rodeia, ao barulhos nas ruas, aos cheiros da cidade e dos campos, uma vista mais límpida e brilhante do orvalho nas folhas das arvores, o som das ondas do mar, a alegria do sol de primavera a bater no rio, o cheiro da terra molhada quando chove, á relva acabada de cortar, ao vinho branco com notas nem sei bem de quê, nem que seja a tosta mista, os taninos dos tintos, ao prazer do duche matinal, a vontade de acordar e me vestir saindo para a rua de seguida. Começo a saborear os perfumes das mulheres, os gostos das comidas nos almoços e jantares, a ter uma visão mais apurada satisfazendo a minha curiosidade de pessoa atenta aos pormenores. Pareço outra pessoa! Parece que também eu tenho mais brilho e sou merecedor de outro tipo de atenção. Deixo de estar alheio ao mundo que permanece igual á minha volta, mas agora tem outras cores. Parece que não é apenas o sol de verão que me oferece um tom de saúde à minha pele. Respiro melhor enquanto antes parecia que sofregava o ar, custando a entrar como se andasse de mota sem capacete a alta velocidade. Quero saborear o teu beijo, tocar na tua pele macia, olhar os teus olhos vendo verdade, descobrir novas sensações contigo, agarrar a tua mão, fazer-te uma festa simples e delicada na cara, ajudar a educar miúdos, sentir o teu calor, saber os teus defeitos e aprender a viver com eles, tal como tu os meus, sentir o mesmo que sentes das musicas que gostas, partilhar a minha vida com a tua mesmo que envolvida num pequeno mistério que um dia hei-de descobrir, ser o teu ombro quando choras e descarregas as tristezas que a vida te ofereceu até agora. Assumir o meu amor, juntamente com o teu, como se os dias acabassem hoje à meia-noite, e amanhã fazer o mesmo. &lt;br /&gt;Gostava de ser a tua companhia. E que tu fosses a minha. Não é uma mulher qualquer que mexe assim comigo, daí tudo isto. E não me sais da cabeça, o que para mim é estranho. Mexes muito comigo, mulher!&lt;br /&gt; Enquanto apaixonado, vivo a vida em pleno, enamorado de todas as coisas, mesmo as menos boas. É algo me enriquece sem encher os bolsos, que me ilumina os caminhos a seguir, as decisões a tomar, que me deixa de sufocar nos dias de angustia, aquele alivio no peito que agora desapareceu, o dormir como um bebé, mas sem acordar sobressaltado com pequenos terrores nocturnos, porque os deixei de ter. É o andar feliz, sem dores, embora cheio de sentimentos. É a sensação das responsabilidades terem desaparecido, mas assumindo-as da mesma maneira, como até então. É o passear tranquilo á beira mar, nunca pensando em me atirar aliviando problemas, mas sim para um banho refrescante envolvendo as minhas mãos no teu corpo, começando nas pernas e acabando nas nádegas, quando juntos, terminando num beijo carregado de paixão, mesmo levando com uma onda maior que nos trespassa em altura. Nada disso tem importância, quando estarei contigo. Quero ser o teu príncipe encantado que com um beijo te transforma na mulher mais bonita de sempre, nesse corpo de modelo que sei que ainda tens, mesmo depois deste tempo que não te vejo É deste lavar da alma que preciso de ti, é deste tipo de sentimentos que para nós quero. Enfim, sinto falta de um beijo na alma! E é o teu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-600391865848418972?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/600391865848418972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=600391865848418972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/600391865848418972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/600391865848418972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/03/sinto-falta-de-um-beijo-na-alma.html' title='&quot;Sinto falta de um beijo na alma&quot;'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-3446111969127542994</id><published>2011-03-22T19:50:00.001Z</published><updated>2011-03-22T19:51:11.687Z</updated><title type='text'>Só vou gostar de quem gosta de mim!</title><content type='html'>&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/mBS2wD__KEs?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-3446111969127542994?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/3446111969127542994/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=3446111969127542994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3446111969127542994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3446111969127542994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/03/so-vou-gostar-de-quem-gosta-de-mim.html' title='Só vou gostar de quem gosta de mim!'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/mBS2wD__KEs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-7617070431872097154</id><published>2011-03-21T14:33:00.000Z</published><updated>2011-03-21T14:34:08.277Z</updated><title type='text'>Dia do Pai nos meninos do rio com os miúdos:</title><content type='html'>O dia estava soalheiro. Uma leve brisa corria no ar, afastando o calor dos primeiros dias de primavera.&lt;br /&gt; O rio permanecia calmo, sem as habituais canas encostadas ao paredão a flutuar encostando-se à parede. Nem mesmos os pequenos pedaços de relva por ali se encontravam, contrastando com o rio mais do que calmo. Tudo estava sereno menos a esplanada que estava cheia. Encostados ao balcão, pedimos uma caipirinha e dois sumos de laranja enquanto marcámos mesa ao sol. Já na mesa, pedimos pratos simples e começámos a nossa conversa do dia do Pai. a cumplicidade da conversa mais parecia a de amigos animados por um dia fantástico. Nem parecíamos Pai e filhos. Trocamos pequenas gargalhadas pelos comentários de uns e de outros. Falámos de experiência de vida, trocamos pequenos afectos, pequenas festas e carinhos. Beijos na mão da Maria e toques suaves na mão do Duarte. Entre colos e beijinhos a tarde foi-se desenrolando.&lt;br /&gt; Finalizámos com gelado regado de chocolate quente, com mais apontamentos do que se ia seguir em termos profissionais, as escolhas em termos de escola a enveredar, tudo com uma comparação ligeira da vida do Pai. Como se a minha vida fosse o exemplo, mas nem sempre a seguir. Os erros também serviram de exemplo. Já rosados pelo sol, saímos para uma caminha ao longo do rio, umas vezes de mãos dadas, outras nas minhas cavalitas, mas sempre em jeito de brincadeira. As folhas das arvores rodopiavam á nossa volta, como se fossemos nós quem mandava no vento e éramos o centro das atenções. Quando o sol foi escurecendo as nossas cabeças, seguimos para o carro em jeito de regresso a casa. Desanimados pelo dia que chagara ao fim, trocámos mais uns piropos pelo caminho &lt;br /&gt;Tinha chegado ao fim o dia do Pai, voltámos ao normal. Banhos, jantar, xixi e cama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-7617070431872097154?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/7617070431872097154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=7617070431872097154&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/7617070431872097154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/7617070431872097154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/03/dia-do-pai-nos-meninos-do-rio-com-os.html' title='Dia do Pai nos meninos do rio com os miúdos:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-806866554072281597</id><published>2011-02-25T11:38:00.001Z</published><updated>2011-02-25T11:38:22.716Z</updated><title type='text'>Rifa-se um coração..., de Clarice Lispector</title><content type='html'>Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração à moda antiga. Um covarde, moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.&lt;br /&gt;Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e cultivar ilusões. Um pouco inconsequente, que nunca desiste de acreditar nas pessoas. &lt;br /&gt;Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu... "Não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero... &lt;br /&gt;Um idealista!!!  Um verdadeiro sonhador... &lt;br /&gt;Rifa-se um coração que nunca aprende, que não endurece e mantém sempre a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. &lt;br /&gt;Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras. &lt;br /&gt;Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, que briga que se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.&lt;br /&gt;Sai do sério e, às vezes, revê suas posições  arrependido de palavras e gestos. Esse coração tantas vezes incompreendido, tantas vezes provocado, tantas vezes impulsivo.&lt;br /&gt;Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá para engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado, indicado apenas para quem quer viver intensamente e contra-indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções. &lt;br /&gt;Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco seu usuário. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir, eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e se recusa a envelhecer".&lt;br /&gt;Rifa-se um coração ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconsequente.&lt;br /&gt;Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.&lt;br /&gt;Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adoptado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo. Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas uma vez por outra, constrange o corpo que o domina.&lt;br /&gt;Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-806866554072281597?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/806866554072281597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=806866554072281597&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/806866554072281597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/806866554072281597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/02/rifa-se-um-coracao-de-clarice-lispector.html' title='Rifa-se um coração..., de Clarice Lispector'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-8331181656883113415</id><published>2011-02-14T19:14:00.000Z</published><updated>2011-02-14T19:15:41.341Z</updated><title type='text'>Dia de namorados 14/2/2010</title><content type='html'>Este fenómeno repete-se todos os dias catorze de Fevereiro, em cada ano que passa. Lembro que passava dias inteiros a pensar, na melhor forma de agradar e fazer lembrar este dia a alguém, de quem muito gostei, e escolhi, em tempos ser a minha eterna namorada. Lembro de combinar jantares, de preparar surpresas e viagens, jantares com a luz das velas que me aqueciam o coração, que me faziam transbordar sentimentos que tenho, sentimentos esses, cheios de coisas boas, recordados em alegrias, que muitas, não vivemos. Lembro dos preparativos de um só dia, que seria único, que acreditava poder mudar o resto da minha vida, que seria aceite de bom grado e nunca com desleixo, por uma mulher que aprecia as coisas boas da vida, desdenhando as que não são materiais. Lembro de fazer oferendas despreocupadas no que diz respeito a valor monetário, mas, que de muito valor sentimental, tinham.&lt;br /&gt;As experiências são várias destes dias, com mulheres diferentes até, os anos foram passando e nunca tive um namoro perfeito. Acredito que tudo de mim dei. O que tinha e o que não tinha. Esperava sempre um retorno, sempre com uma palavra amiga, nunca um “já tenho” ou um “isto eu não gosto” . Esperava uma palavra de agradecimento, uma palavra de afecto ou pelo menos um reconhecimento. Não que para mim o amor tenha de ter retorno, mas, afinal, cobramos e apreciamos um envolvimento de tudo o que fazemos, por parte daquele que amamos.&lt;br /&gt;Penso ter encontrado de novo o amor. Continuo a ser o mesmo, preparando estes dias como únicos. Acredito que esta nova paixão, saberá reconhecer os meus actos e aprecia-los. O que pretendo, é passar um dia diferente, de alguma forma inesquecível, com trabalho que não custa a ter, pois tudo o que se pretende, é fazer lembrar ao outro, o quanto dele gostamos, o quanto o apreciamos e o que podemos fazer para que o amor não se dilua. Acho que o dia dos namorados, são todos os dias. São o passar de horas em que o que fazemos, reflectem o nosso estado de espírito, e queremos que a pessoa amada, por viver no nosso coração, viva como nós, enamorada. Enamorada, pelo encanto, pelo que somos, pelo que por ela fazemos sem precisarmos de retribuição. Afinal, quem dá, gosta de receber, e quando falamos de amor, é falarmos de uma troca de afectos, de vidas vividas a dois, em constante alegria. Onde os dois dão de si, ou nada faz sentido. É um braço de ferro onde um ganha umas vezes e o outro as outras vezes, sem se marcar pontos e nunca “à melhor de três”. É um “dar o braço a torcer”, de parte a parte. Onde nenhum ganha sozinho. Só ganham os dois. Quando só um ganha, então o namoro acabou.&lt;br /&gt;Esquecemo-nos, por vezes, que o arco-íris que procuramos, está lá sempre. Mesmo debaixo de chuvas torrenciais, de nuvens de um cinzento negro, ele começa no nosso emprego, e, muitas vezes acaba em nossa casa. É lá que está o pote. Neste momento a casa está sozinha e o fim do arco-íris insiste em mudar de lugar. Vislumbro ao fundo o pote a reluzir, estou à procura dele. Sei quem é e onde anda, mas não pára quieto. Há sempre um alguém, a levá-lo para outro lado, a tentar que ele se afaste de mim, ou a encobrir de nuvens macias aquilo que reluz e onde me revejo. Quero chegar ao pote e dele beber.&lt;br /&gt;As nuvens estão a passar, não só vejo o pote, como quem o carrega. Quero ajudar e não posso. Quero que a chuva miudinha passe e o sol resplandeça. É o meu objectivo à vista, que tento agarrar e não consigo. Estou lá, quero pegar, agarrar, faltam uns poucos centímetros. Vêm cá tu, que não me consigo esticar mais. Agarrei-te, mas foges por um dedo. Volta. Já sei, tens de ir embora novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-8331181656883113415?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/8331181656883113415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=8331181656883113415&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8331181656883113415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8331181656883113415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/02/dia-de-namorados-1422010.html' title='Dia de namorados 14/2/2010'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-7985111718110118402</id><published>2011-02-10T15:30:00.000Z</published><updated>2011-02-10T15:31:01.669Z</updated><title type='text'>Sinto falta</title><content type='html'>Sinto falta do amor e do carinho.&lt;br /&gt;Faz-me falta as conversas trocadas a dois.&lt;br /&gt;Sinto falta do obrigado com uma lágrima dividida nos dois olhos, dando-lhes um brilho diferente, quando faço um jantar diferente e punho a mesa mais bonita de sempre, com um carinho especial. Dos tintos bebidos a dois. De companhia na cama, onde me aquecem os pés gelados no inverno. Do acordar acompanhado. Sinto falta do agarrar apertado, pondo a mão no peito, sentindo o bater do coração e achando que se bate, é por mim. Sinto falta dos suspiros depois de fazer amor, aliviando tensões e deixando transparecer a paixão. Sinto falta de estar apaixonado e viver essa mesma loucura. Sinto falta das promessas de amor eterno ao som de músicas românticas. Das mãos entrelaçadas e suadas no escuro do cinema, no dia do primeiro filme. O não saber o que dizer com medo de ser mal interpretado ou dizer uma asneira qualquer. Tenho falta das festas, das carícias na cara, começando com o indicador na fonte e acabando no queixo. O passar o dedo no lábio com gentileza. Passear as minhas mão pelo corpo macio, procurando pequenas imperfeições e nunca as encontrar. Tenho falta de mimos trocados sem razão aparente, apenas porque apeteceu naquele momento. Dos beijos na cara. Dos beijos na boca. Do cheiro de mulher. Da troca de confidências. Da partilha das coisas boas e das coisas más, com a mesma intensidade. Da falta de cobrança. Do chegar a casa e não me querer ir logo embora. Do me sentir bem no espaço que habito e não quero viver sozinho. Do saber que alguém vai aparecer ou já lá está quando eu chegar. E que me quer. Tenho falta de sentir saudades. Do querer estar com alguém acima de tudo. Da ansiedade da hora em que chega ou se encontra comigo. Da promessa do jantar e chegar meia hora mais cedo para não a fazer esperar. Tenho falta de sentir falta. Sinto falta do sexo. Do fazer “o amor”. De comprar presentes e acertar nas medidas. Do fazer para tudo estar bem e que me façam o mesmo. Das discussões acesas onde se trocam opiniões e pontos de vista quase em surdina. Do suspirar ao ouvido, permitindo uma palavra mais ousada mas sempre a enaltecer quando não consigo projectar a voz. Da minha cara colada noutra. O sentir o creme a agarrar na minha barba. Aquele sentimento esquisito de conquista. O ficar nervoso cada vez que a quero ver. Ou falar. Das lembranças. De oferecer flores. De abrir a porta do carro e esperar lá fora com o chapéu-de-chuva, molhado, mas feliz. Dos fins-de-semana fora, onde não interessa o destino mas a companhia. Da indecisão do destino porque de facto não é primordial. Do comentar se está bem, de chamar bonita, de fazer um reparo cada vez que chega ao pé de mim. O olhar olhos nos olhos e não conseguir falar. A agonia do nervosismo de cada encontro. Do falar. Do saber ouvir. Do pensar em alguém todo o dia. Do não dormir porque se sente falta de alguém ao lado. Do ficar triste quando não nos podemos encontrar. Do me lembrar das conversas. De não comer porque só quero comer com ela. De aparecer arranjada para mim, tal como tento ficar bem em dias de encontro. Do sorriso que me agrada. De contar piadas e me rir. De viver a vida com alegria. De sentir que há mais coisas que o trabalho. Do não me refugiar, de não me esconder. Do querer sair. Apanhar sol. Da luz das esplanadas, mesmo em dias cinzentos. De não ser cinzento. De rir porque me sinto contente sem razão aparente. De viver a paixão. De experimentar novas experiencias. Do “não faz sentido estar sozinho”. Da cor das coisas. Dos cheiros nas ruas. Do querer. Do amar. A falta da falta. Do sentir a falta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-7985111718110118402?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/7985111718110118402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=7985111718110118402&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/7985111718110118402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/7985111718110118402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/02/sinto-falta.html' title='Sinto falta'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-3745847926164203224</id><published>2011-01-28T16:22:00.001Z</published><updated>2011-01-31T17:48:05.479Z</updated><title type='text'>Tristeza profunda</title><content type='html'>Vivo numa tristeza profunda. Consciente do que fiz de errado e não tenho volta a dar. Os anos passaram e muitas das coisas boas que vivi, fugiram com o tempo. Quem me dera poder voltar atrás e fazer tudo de maneira diferente. Nem tudo. Há coisas que nunca se esquecem. Os momentos bons partilhados, as loucuras de um novo amor, as viagens, os sonhos, as noites dormidas a dois enrolados um no outro, enfim.&lt;br /&gt; Triste é, que vendo bem, não há discussão que nos faça voltar atrás. Há que aprender com os erros que cometemos, tentar voltar a viver. Apenas isso, tentar voltar a viver. É um sentimento estranho.&lt;br /&gt; A rejeição. O não voltar a falar com ela. O não poder estar com ela. Faz-me muita falta esse amor. Sinto saudades de tudo, ou quase tudo. O primeiro olhar do dia, mesmo com olhos remelados, o primeiro beijo, normalmente matinal, as conversas de telefone á tarde, o convívio de um jantar a dois. A mão entrelaçada na dela, o cheiro dela, o olhar dela. Ainda hoje, tiro de vez em quando, um cabelo seu de uma camisola minha, guardada na gaveta à muito tempo. Agarro-o, cheiro-o, brinco com ele nos meus dedos. Acabo por o ter de deitar fora, como se fosse uma despedida.&lt;br /&gt;Dou por mim na rua a seguir com o olhar uma qualquer mulher que passou com o seu perfume. Penso no cheiro familiar, sigo o rasto e nada. Nada acontece. Apenas uma tristeza profunda que me consome.&lt;br /&gt; Perdi 11 quilos. Sinto-me cansado da espera de um dia a voltar a ver. Sinto-me leve como uma pena. Despido de interesse seja pelo que for. Perdi quilos de fantasia, de bem-estar, de sentimentos profundos, fiquei desprovido de qualquer coisa que ainda nem sei o que é. O vazio que se instalou em mim, não me deixa acreditar numa ruptura para todo o sempre. Deixo-me acreditar que esta historia não acabou. Tento ser paciente, deixar o tempo correr, que ela voltará a encontrar em mim aquilo que no início julgou que eu era. Certo é que deixei de ser. Existo, hoje, de outra forma. Mais leve, mais simples, com menos interesse. Sinto uma ansiedade enorme, em momentos, como o de uma facada. Um aperto no peito como um ataque directo ao coração. E não é que é mesmo!?&lt;br /&gt;Penso nos erros cometidos de parte a parte. Não encontro resposta para não nos juntarmos de novo. Sei que me ama, que pelo menos gosta de mim. Sinto o mesmo de mim.&lt;br /&gt;Sou o mesmo homem, apenas fustigado pelo tempo e pelo que se passou durante esse espaço. São muitas as memórias que a ela me seguram. Foram muitos, os momentos lindos a dois.&lt;br /&gt;Porque é que grande parte disto tudo se esqueceu - pergunto. Ou será que não esqueceu mas não acredita que possa mudar. Relanço o desafio a mim mesmo, numa certeza que consigo, se tiver ajuda.&lt;br /&gt;Sei que ainda gostas de mim. Sei que me amas. Sei que sentes a minha falta. Mas também sei que não acreditas em mim. Perdeste a confiança em alguém que confiavas mais do que tudo, em momentos. Sei onde errei e quero emendar, porque acho que vale a pena. Tu sabes? Tu sabes onde erraste? Dá uma oportunidade ao nosso amor.&lt;br /&gt;Não há dia que não pense em ti. Não há noite que durma descansado. Não como, não durmo. A toda a hora penso se estarás bem. Se comes. Se sentes o mesmo que eu. Se sentes a minha falta. Se te falto eu!?&lt;br /&gt;É por ti que vivo assim, nesta tristeza profunda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-3745847926164203224?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/3745847926164203224/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=3745847926164203224&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3745847926164203224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3745847926164203224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/01/tristeza-profunda.html' title='Tristeza profunda'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6394087433808265601</id><published>2011-01-03T12:39:00.002Z</published><updated>2011-01-03T12:42:26.947Z</updated><title type='text'>Fim de ano.</title><content type='html'>Mais um fim de ano.&lt;br /&gt;Mais um dia de desespero no meio de gente que não conheço. Dou por mim sentado, a ver as pessoas. Vejo bonitas e feias. Giras e engraçadas e também muito feias. Perdidos numa loucura para se gozar 5 minutos de vida, que se espera que seja longa e duradoura, de tudo se faz para se parecer feliz. Nem que seja nos ditos 5 minutos. Copos enchem a cabeça de muitos. Outros, numa aventura à muito esquecida, envolvem-se em dialectos que ninguém entende, tal não é a bebedeira. Fazem-se brindes ao amor, à saúde, à felicidade, como se durasse a vida inteira. Todos querem ser felizes. Apenas se esmeram neste dia.&lt;br /&gt; Quase chegada a meia noite, aparecem os espumantes manhosos, as passas ou uvas que todos esperam para comer ao som das 12 badaladas. Só que não se ouvem as doze badaladas, até porque não existem. É um pormenor curioso. Contam-se os últimos dez segundos do ano antigo, comem-se as passas ou uvas, depois de depenicar um pires cheio delas, sofrendo por 12, as melhores. Um nojo se pensarmos que provavelmente estas passas são as mesmas do ano passado, aquelas que ninguém comeu por não serem boas, aquelas mexidas por todos os dedos dos passantes do ano transacto, muitos deles homens sem educação que não lavam as mãos depois de uma ida ao WC. Mesmo para aqueles que não foram, existem os demais, que, homem ou mulher, enfiaram os dedos gordurosos em pastéis de bacalhau, croquetes e outros salgados e não limparam num guardanapinho de papel. Um assombro!&lt;br /&gt; Nunca consegui comer 12 passar em dez segundos. Não dá! Consigo babar-me ao tentar, consigo que elas fiquem presas nos dentes que com a champanhoca tento engolir a custo. Mas tenho ao mesmo tempo que ter uma nota grande de dinheiro novo na outra mão já preenchida com o flute de espumante, que prendo no bolço das calças sujando as cuecas azuis, pois é tradição. Tudo nisto num espectáculo de empurrões de bêbados e malta doida que se atira para os sofás fazendo barulho, ora com tachos e panelas, ora com gaitas e apitos. Ouve-se o fogo de artifício lá fora. Alguém não bebeu champanhe nem comeu passas. Passou a meia-noite. São zero horas contrastando com as 24 do minuto imediatamente anterior. Porquê doze badaladas!? Ninguém ouve, não são doze e era mais fácil engolir 10 passas nojentas, se repararem!&lt;br /&gt; Começo a receber mensagens giras, estupidas e engraçadas de sms no telemovel. Não devolvo nenhuma. Não gasto dinheiro em coisas parvas. Continuo a rir, sem vontade, mas numa certeza de que sou diferente, para melhor.&lt;br /&gt;No meio de gente velha e decadente, vejo uma cara bonita. O que alegra o meu inicio de ano, dando uma coragem diferente aos dias que estão para vir. Lembro das alegrias do ano anterior passando um vislumbre de tristeza pelo que não correu bem. Alegro-me com as incertezas do que este novo ano me pode trazer, sempre, se fizer por isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6394087433808265601?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6394087433808265601/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6394087433808265601&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6394087433808265601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6394087433808265601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2011/01/fim-de-ano.html' title='Fim de ano.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-4058393815548242018</id><published>2010-02-03T09:16:00.000Z</published><updated>2010-02-03T09:17:18.127Z</updated><title type='text'>Manhã no trânsito</title><content type='html'>Vinha hoje de manhã no trânsito, quando olhei para uma miúda gira que seguia no carro ao meu lado. Ria que nem uma perdida. Abri um pouco a minha janela, de forma discreta para perceber o que a alegrava tanto. Ouvindo o som vindo do BMW, procurei rapidamente a estação de rádio que ela ouvia no meu. Comercial. Agora ouvia-se “I want to know how love is” nova versão por Marya Carey. A rapariga perdia-se nas piadas dos três locutores. O vizinho da frente, barbeava-se nos pequenos espaços de tempo que tinha entre uma 1ª e o ponto morto. Triste, nem segurava no volante nem na máquina de barbear. Atrás, uma senhora muito bem posta, punha rímel até às orelhas. Até acertou uma vez no olho esquerdo num solavanco mal controlado de um ponto de embraiagem. Tinha a cara às manchas. Repletas de base mal espalhada e os colarinhos cheios do dito pó. Notava-se uma certa atrapalhação no vestir. Provavelmente não tinha ido a casa na noite anterior. E o que é uma mulher sem roupa lavada e um estojo de maquiagem!? Do lado direito, o tipo do Uno vermelho, velho, sacudia a caspa dos ombros do seu “Kispo” Azul escuro, já meio arroxeado do tempo e do sol. Provavelmente de tanta sacudidela da caspa, também. Notei que de vez em quando, olhávamos todos uns nos olhos de outros, escondendo o mau hálito, os penteados despenteados, as ramelas da manhã e até disfarçadamente tiravam-se pequenas cutículas de cera dos ouvidos. Especialmente o do “Uno” que tinha aquele instrumento rudimentar para o fazer…a unha do dedo mindinho. Atrás deste, vinha um puto, bom aspecto que mexia no nariz com grande experiência. Tirava macaquinhos, olhava para eles com um ar de admiração, enrolava-os e atirava para o chão, de janela aberta, soltando o polegar e o indicador. Posto isto, punha um ar normal e seguia mais um metro e logo começava na outra narina. Eu, sem macacos, sem caspa, sem ramelas, sem necessidade de por rímel ou limpar os colarinhos da minha camisa, sentia-me sem nada que fazer. Não podia fazer mais nada senão fumar um cigarro e olhar para a rapariga do BMW que se continuava a rir. Cheguei ao escritório, fui logo à casa de banho ver como estava. Que chatisse! Estou penteadinho, não tenho ramelas! Que seca…que “beto”!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-4058393815548242018?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/4058393815548242018/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=4058393815548242018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4058393815548242018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4058393815548242018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2010/02/manha-no-transito.html' title='Manhã no trânsito'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-386958779494565409</id><published>2010-02-01T13:32:00.001Z</published><updated>2010-02-01T13:34:32.629Z</updated><title type='text'>É tudo escuro, até vir o sol.</title><content type='html'>Por estes dias cinzentos, reparo que tudo à minha volta anda negro. Desde a luz dos dias de chuva, aos moveis e cadeiras que rodeia o meu escritório. Tenho roupa cinzenta pautada por riscas da minha camisa. Até o meu humor começa a ser negro. Pessimista, angustiado, exausto nem sei bem de quê. As pessoa que passam na rua andam tristes, cabisbaixas, parece que envergonhadas da tez pálida que aparentam. Com os chapéus de chuva escondem as caras menos alegres. Com base, as mulheres escurecem os seus rostos fatigados e sem brilho. Os sobretudos e gabardines escondem as formas dos transeuntes. Não há folhas verdes nas arvores, não há luz no dia.&lt;br /&gt; Quero o Brasil. Quero ver corpos de mulheres de bundinhas apetitosas. Mamocas pequenas mas bronzeadas. Não para me regalar neles, mas, para os admirar. É só saúde!. Cor, alegria nas praias e nas caras felizes da malta que se banha no oceano. Biquinis verdes alface, amarelos e tons de vermelho vivo. O branco dos dentes daqueles que têm nos corpos bronzeados escuros. O saltar na areia, o Carnaval brasileiro, musica, barulho, ver gente.&lt;br /&gt; Que saudades tenho desta minha Lisboa em que não se vê o fumo dos carros a sair de tubos de escape porque não está frio. De ver as copas das arvores verdejantes e cheias de flores. Ver as pessoas alegres sem estarem a tremer de frio, mesmo agasalhadas. Ver os cabelos das mulheres a brilhar com os raios de sol. Sentir o azul e verde dos olhos de quem passa, reparando nos castanhos claro dos meus. Ver as loiras brilhar, as morenas rir. Sentir o reflexo da luz que os carros ao passar deixam no meu olhar. Encadear-me com o sol a bater nas janelas dos edifícios que me circundam. Suar de alegria. Das caipirinhas nas esplanadas e das cervejinhas geladas. Das t-shirts molhadas. Do peixe grelhado num qualquer restaurante com vista para o mar. Da areia da praia, dos mergulhos no mar. Os corpos escaldados no meio dos bronzeados. As cuecas enfiadas e os umbigos à mostra. Das sabrinas e dos chinelos. Dos top´s amarelos e encarnados. Das saias, tornozelos e joelhos mostrados. Dos biquinhos que transparecem em camisas claras quando vem uma leve brisa. Da alegria das pessoas, do calor humano. Das festas de verão. Dos descapotáveis e vidros abertos. Das danças e copos na mão.&lt;br /&gt;Quero sol!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-386958779494565409?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/386958779494565409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=386958779494565409&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/386958779494565409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/386958779494565409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2010/02/e-tudo-escuro-ate-vir-o-sol.html' title='É tudo escuro, até vir o sol.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-786038519477301046</id><published>2010-02-01T13:00:00.001Z</published><updated>2010-02-01T13:00:35.715Z</updated><title type='text'>Sem escrever.</title><content type='html'>Tanto tempo sem escrever. Tenho andado perdido nos tantos amores pela mesma mulher, nos empregos e dificuldades da vida. Perdido no tempo no espaço das palavras que digo e teimo em não escrever. Oculto as coisas más e declaro as boas. Escondo tristezas e revelo alegrias. Não a todos, só a quem merece, por ser amigo. Agora, de coração aberto, perco-me em escritas paralelas, sentimentos profundos, na vontade de escrever, novamente o que vai na alma. Nem sempre coisas boas, mas sempre com a mesma verdade que acredito, partilhando noções, acontecimentos, frases, palavras e sobretudo brincadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço e beijos a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-786038519477301046?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/786038519477301046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=786038519477301046&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/786038519477301046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/786038519477301046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2010/02/sem-escrever.html' title='Sem escrever.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-855104746330661353</id><published>2010-02-01T12:52:00.000Z</published><updated>2010-02-01T12:55:07.700Z</updated><title type='text'>Anseio</title><content type='html'>Sob o crepitar da lareira&lt;br /&gt;Lembro o quanto te gosto&lt;br /&gt;Sentado numa cadeira &lt;br /&gt;Relembro o teu rosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico perdido nos sentimentos&lt;br /&gt;De quem quase desespera&lt;br /&gt;Aguardando de braços abertos&lt;br /&gt;O calor dos teus, lembrando como era&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro o teu cheiro&lt;br /&gt;Respiro o ar que deixaste no ar&lt;br /&gt;O perfume que usas o dia inteiro&lt;br /&gt;E que me faz vibrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anseio por um dos teus seios&lt;br /&gt;Para me deitar e sonhar&lt;br /&gt;Como criança de poucos meios&lt;br /&gt;Tudo faz para me acalmar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero te sentir&lt;br /&gt;Quero contigo amar&lt;br /&gt;Tudo faço para o atingir&lt;br /&gt;Tudo quero imaginar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És a minha sombra&lt;br /&gt;O meu olhar por ti sua&lt;br /&gt;De um poeta a melhor obra&lt;br /&gt;A minha alma é tua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por pensamentos me estrago&lt;br /&gt;Nada consigo entender&lt;br /&gt;Só sei que bebo mais um trago&lt;br /&gt;Desta sede de ti, mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mais nada penso nos meus dias&lt;br /&gt;Senão no que penso fazer contigo&lt;br /&gt;Quero tudo o que tu mesma querias&lt;br /&gt;Mesmo que já seja um pensamento antigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro-te meu amor&lt;br /&gt;Fazes-me muita falta&lt;br /&gt;A lareira dá-me calor&lt;br /&gt;Tu, uma febre…alta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste que te ama,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-855104746330661353?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/855104746330661353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=855104746330661353&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/855104746330661353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/855104746330661353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2010/02/anseio.html' title='Anseio'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-2975211851774213002</id><published>2008-12-31T16:44:00.000Z</published><updated>2008-12-31T16:45:01.414Z</updated><title type='text'>Vá-se lá entender as mulheres</title><content type='html'>Ainda bem há pouco tempo me disseram que as tentava entender, mas era um devaneio meu. É tarefa impossível.&lt;br /&gt; Que achava que percebia imenso de gajas e da psicologia feminina, mas era pura ilusão. Concordando com estas afirmações, escrevo esta crónica.&lt;br /&gt; Fui, um dia às compras com uma mulher. A ideia era comprar um vestido para uma festa a que iríamos. Entrámos numa loja, demos uma volta pelos expositores e voilá. Aparecem dois vestidos no balcão. Um lindo, de tons negros com pequenas pedras incrustadas no rebordo do decote. Por cima do joelho com uma bainha giríssima em cetim aveludado preto. O outro, bordeaux, essa cor inventada por gajas nos últimos 5 anos, a que continuo, teimosamente, a chamar cor de vinho. Decote em bico, um tanto quanto abaixo dos joelhos, mais cerimonial. O preço era idêntico.&lt;br /&gt; Um pequeno reparo nas cores: - existem hoje cores fabulosas que somente à um par de anos conheço. Logo eu que amava o arco-íris e sonhava encontrar fortuna no fim dele em tempos de menino. Julguei que tinham apenas sete cores e o pote de ouro era inatingível por outros. Hoje conheço o cerize, o azul céu, azul eléctrico, acobreado, o verde água e à apenas uma semana o amarelo papagaio!? Não desdenhando o amarelo-torrado. Enfim.&lt;br /&gt; Seguiu-se uma conversa desleal, infundada e perigosa para qualquer relação:&lt;br /&gt;- Precisas de ajuda?&lt;br /&gt;- Claro, qual gostas mais?&lt;br /&gt;- Do preto.&lt;br /&gt;- E este, não é giro?&lt;br /&gt;- É, mas gosto mais deste.&lt;br /&gt;- Então leva esse.&lt;br /&gt;- Mas tu gostas mais do outro!&lt;br /&gt;- Sim, mas és tu quem o vai vestir e tens de te sentir bem.&lt;br /&gt;- Mas gostas deste?&lt;br /&gt;- Sim, prefiro o preto, mas tu é que sabes.&lt;br /&gt;- Eu gosto do bordeaux.&lt;br /&gt;- Minha querida (num tom diferente) leva o bordeaux então!&lt;br /&gt;- Mas tu gostas do preto.&lt;br /&gt;- Mas também gosto desse!&lt;br /&gt;- Mas disseste que gostavas mais do preto e eu quero que tu gostes do vestido também.&lt;br /&gt;- Então leva o preto. (a espumar pela boca)&lt;br /&gt;- Mas eu gosto mais do bordeaux.&lt;br /&gt;- Então leva o bordeaux.&lt;br /&gt;- Pois, tu és sempre assim, nunca me ajudas!&lt;br /&gt;- Desculpa!? Perguntei se querias ajuda, disseste que sim, perguntaste de qual gostava mais e disse, tu não concordaste, queres o bordeaux, leva o bordeaux que eu adoro o bordeaux.&lt;br /&gt;- Mas o bordeaux é mais caro.&lt;br /&gt;- Custa mais 3 euros.&lt;br /&gt;- É mais caro.&lt;br /&gt;- Se um custa 85 euros e o outro 88, qual é a diferença?&lt;br /&gt;- Lá tás tu armado em rico!&lt;br /&gt;- Queres que te dê os 3 euros e compras o que gostas mais.&lt;br /&gt;- Não sejas parvo. Ajudas-me ou não?&lt;br /&gt;- Leva o bordeaux.&lt;br /&gt;- Mas tu gostas do preto!&lt;br /&gt;- Fod… leva o preto então.&lt;br /&gt;- É que gosto mais do bordeaux.&lt;br /&gt;- Então leva o bordeaux.&lt;br /&gt;- Porque estás a gritar comigo?&lt;br /&gt;- Porque tenho de sair daqui que estou a passar-me dos carretos.&lt;br /&gt;- És sempre assim, se te peço ajuda, nunca podes. Não compreendes nada.&lt;br /&gt;- Pois não, por isso é que me vou embora.&lt;br /&gt;- Isso, foge, é mesmo egoísta, quando me pedes uma opinião eu dou.&lt;br /&gt;- Pois se calhar o mal é esse mesmo. Apresento uma solução e pergunto se gostas ou não. Tu apresentas duas e discordas da minha. E ainda estou à espera que chegue aqui a Sra. da loja e traga outro para lançar mais confusão. É esse que vais comprar e esta discussão não serviu para nada! Adeus, fico lá fora à espera!&lt;br /&gt;- És mesmo antipático, egoísta e insensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acho que as mulheres ainda não perceberam a razão das lojas de roupa de mulher terem sempre à porta um vasto número de homens, com crianças e sacos à espera. Eu, que sou insensível, também não sei. Acham que é para não atrapalhar as lojas, para não bater com os sacos das compras nos cabides e atirar tudo ao chão, que é para os miúdos não fazerem barulho nas mesmas ou sujarem as roupas com as mãos sujas do leite de chocolate?&lt;br /&gt; Bem aja para todas as mulheres. Compreender…tento, mas não acredito que algum dia o consiga!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-2975211851774213002?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/2975211851774213002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=2975211851774213002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2975211851774213002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2975211851774213002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2008/12/v-se-l-entender-as-mulheres.html' title='Vá-se lá entender as mulheres'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-2804872389149377755</id><published>2008-11-13T21:00:00.002Z</published><updated>2008-11-13T21:04:17.665Z</updated><title type='text'>Tesão do mijo</title><content type='html'>Acordo cedo de manhã . Não sei o que se passa. Ainda estremunhado, perdido em pensamentos que se assemelham a sonhos, sinto-me diferente. Algo em mim está mudado. Acontece-me com uma frequência assustadora. Tenho uma ligeira dor, uma espécie de ardor. Algo que não controlo.&lt;br /&gt; Levanto-me repentinamente. Escondendo até de mim, fingindo endireitar as minha cuecas que entretanto fugiram para (quase) dentro do meu rabo. Entro na casa de banho e deparo-me com um dilema inquietante e abismal. Como posso fazer chichi num estado destes. Levanto a tampa da sanita e alço a perna, tipo cão que não sou! Num gesto demorado tento acertar na água que espera parada desde o dia anterior, desde a última descarga pelo meu líquido matinal. Não é tarefa fácil. Firme e hirto como uma barra de ferro, o meu membro (superior, só podia!) não dobra. Permanece apontado num “em frente” virado a 45º para cima, qual bússola virada a sudeste. Nem é carne nem é peixe, anda por aí.&lt;br /&gt; Reparem agora, homens, nesta situação. Mulheres, nem se atrevam a queixar do penso higiénico ou depilação. Nada disto se compara a nada do que possam sofrer.&lt;br /&gt; Como posso acertar na sanita que está colocada e fixa ao chão, com a antena virada num frente para cima??? Alço de novo a perna, penduro-me no toalheiro e na trave que segura a cortina do banho. Vem tudo abaixo. Ora a cortina, ora o toalheiro, e, por fim, finalmente, o dito membro. Faço a minha necessidade, agora em descanso e na paz do senhor. Sorrio para mim, sinto-me como não me sentia há anos, mesmo que o mesmo se tenha passado no dia anterior, exceptuando o toalheiro a cair. Ainda um pouco dorido e combalido, volto ao quarto e à cama. Deito-me a pensar: - porquê esta coisa do tesão do mijo?&lt;br /&gt; Lindo pensamento!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-2804872389149377755?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/2804872389149377755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=2804872389149377755&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2804872389149377755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2804872389149377755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2008/11/teso-do-mijo.html' title='Tesão do mijo'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-2597651628222094952</id><published>2008-11-13T20:58:00.000Z</published><updated>2008-11-13T20:59:59.045Z</updated><title type='text'>Falas-me de amor!?</title><content type='html'>Como se soubesses o que isso é!? Não, não é uma novela da TVI.&lt;br /&gt; Falas de amor como se entendesses o que é estar separado de ti. Como se entendesses o que significas para mim. O que representas em mim.&lt;br /&gt; Sabes o que custa estar longe de ti? O que dói estar sempre a pensar em ti e no que andas a fazer? O quanto de apetece passar todas as horas do dia contigo? O quanto sinto a tua falta quando não estás? O que agradeço aos céus quando estou na tua presença? O quanto adoro ver-te passar á minha frente e sentir aquele desejo de te ter, ali, logo? O quanto adoro o teu cheiro na almofada quando acordo? A sensação que tenho sempre que me agarro a ti durante as noites?  O quanto te quero dar sem nada pedir em troca? O que me faz feliz ver-te a sorrir e a dizer parvoíces? O quanto me enaltece que trates de mim, como se um miúdo fosse? O quanto te respeito e nunca soube respeitar? O quanto de adoro e te quero merecer?&lt;br /&gt; Isso sim, é amor. E é o que sinto por ti!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-2597651628222094952?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/2597651628222094952/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=2597651628222094952&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2597651628222094952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2597651628222094952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2008/11/falas-me-de-amor.html' title='Falas-me de amor!?'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-4576597985702681986</id><published>2008-01-04T17:22:00.000Z</published><updated>2008-01-04T17:23:26.399Z</updated><title type='text'>As pópotas da nossa vida</title><content type='html'>Pela época do natal são lançadas campanhas de solidariedade. A favor de menino pobre ou instituições de baixos recursos, são várias as fontes de receita. A melhor forma de receber, tem sido provada ao longo dos tempos, é dar. Dão-se cd`s e vídeos ou dvd`s em troca da contribuição. Para mim não se dá nada, é uma troca. Troca-se dinheiro por um “kit” de solidariedade envolto em bonecos sem papel de embrulho. Para tal, este ano foram escolhidas a Pópota do modelo e a célebre Leopoldina. Uma das muitas coisas da vida que não entendo é como se pode chamar Leopoldina (nome que vem de leo - leão) a uma ave enorme de cor amarela, inspirada pelo menos no desenho e concepção, na Raquel Matos Cruz. Possuidora de grandes olhos azuis abertos até à exaustão, fazem o seu papel de apresentadora do “continente”, lançando os seus produtos, em troca do “Dr. preciso de ajuda” nas noites de 6ª feira na Tvi. Se uma vende cd`s, já a outra vende mamas e lipo-aspirações. Mas sem ambições, ambas as Leopoldinas vendem sorrisos a quem mais precisa.&lt;br /&gt; Pois eu, sou do tempo (e detesto esta frase) em que os bonecos não nos influenciavam desta maneira. Ou não os havia, ou eram giros e didácticos. Sou do tempo da pantera cor-de-rosa, que me acordava aos sábados de manhã com o Vasco Granja, no meio dos seu desenhos animados suecos e croatas que ninguém via, não fosse a seguir aparecer a dita pantera. Sou do tempo da heidi e do olaré hi hu! Do Marco e da mãe que não aparecia por aquele porto italiano e do pinóquio que me ensinou que mentir quando saio à noite me faz crescer a pilinha mais vezes. Quanto mais minto, mais conquisto!&lt;br /&gt; Digo mal dos pokemons do nosso dia, dos restlig`s. Tudo isto incita a violência e fazem lembrar os políticos. Não sei porquê.&lt;br /&gt; Agora, Pópota é que não. Gozar com um bicho tão meio e querido como o hipopótamo não se faz! É sacrilégio por um bicho destes a dançar musicas seja de que espécie for.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-4576597985702681986?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/4576597985702681986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=4576597985702681986&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4576597985702681986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4576597985702681986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2008/01/as-ppotas-da-nossa-vida.html' title='As pópotas da nossa vida'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6415263433886183443</id><published>2008-01-04T17:21:00.000Z</published><updated>2008-01-04T17:22:09.870Z</updated><title type='text'>O meu primeiro boneco</title><content type='html'>Foi numa manhã cinzenta que o recebi. Tudo estava calmo lá por casa até que o meu pai chegou. A algazarra instalou-se. Tinha chegado o meu primeiro boneco.&lt;br /&gt; O Pai tinha vindo de viagem por terras alentejanas e trouxe o “Óscar”. Lembrei-me de lhe dar este nome porque era o de um jogador de futebol da altura. “Alhinho” de apelido. Giro, não!?&lt;br /&gt; O “Óscar” era feito de areia. Envolvido numa espécie de meia de senhora, ganhava as suas formas. Nela, estavam pintados em tons de castanho os olhos e o nariz, já a boca era vermelha cor de sangue. Era careca e não tinha roupa. Misterioso, era sensível à humidade. Quando se molhava a cabeça, transformava-se em cabeludo. A cor verde dos cabelos (relva) faziam lembrar um punk, muito em voga na época! Eu, segurava-lhe pela cintura com as minhas pequenas mão de menino, agarrando-o só com o polegar e o indicador da mão direita humedecidas pelo entusiasmo e calor da oferta. Lá se transformava o “Óscar” em bailarina de hula-hula que mais parecia o lilo &amp; stich dos bonecos animados que faziam uma sátira aos havaianos. Por debaixo desta saia aparecia um inchasso, que só poderia ter sido causado pelo meu descuido de criança ao deixar pingar uma gota de água do meu dedo do meio quando o segurava pela cinta. Lembro o Pai comentar que parecia um escocês do Alentejo, tamanha foi a gota! E eu não entendia.&lt;br /&gt; Hoje, sempre que a minha cara-metade me segura pela cintura, lembro o “Óscar”, o boneco careca que se transformava em punk sportinguista de saia de ráfia e com um enorme pirilau.&lt;br /&gt; Bons tempos os de menino traquina!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6415263433886183443?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6415263433886183443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6415263433886183443&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6415263433886183443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6415263433886183443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2008/01/o-meu-primeiro-boneco.html' title='O meu primeiro boneco'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-3963925512223636904</id><published>2007-12-11T13:32:00.000Z</published><updated>2007-12-11T13:33:20.133Z</updated><title type='text'>Quem estará do outro lado</title><content type='html'>Vivemos numa era impressionante. O mundo digital. Tudo acontece na net. Através dela conseguimos marcar mesa num restaurante, fazer compras em supermercados, para entregar em casa, marcar revisões dos automóveis. Conseguimos até conhecer pessoas e possivelmente arranjar namorada ou mulher. Os casos são muitos. &lt;br /&gt; Com ou sem blogs na Internet, descobrimos sites onde pessoas se conhecem e cruzam, onde o amor pode acontecer. Depois dos “chats”, onde as conversas são animadas e duradouras, podemos sempre, recorrendo a recursos menos cavalheiros, ficar com o mail da pessoa com qual nos identificamos. Daí, para o telefone é um passo. Se a conversa for boa e inspirarmos confiança, o número é-nos atribuído com relativa facilidade. Para saber a morada é um passo. Linha de apoio a clientes e…” queria saber a morada do número…”.&lt;br /&gt; Até aqui tudo bem. Não sabemos é que ao deparar-nos com a resposta à pergunta: - mandas-me uma fotografia tua por mail – valerá a resposta! E as razões são várias, desde a fotografia não se encaixar naquilo que achamos bonito, se a cara não corresponder ao modelo que idealizámos na cabeça enquanto das conversas via chat ou telefone, ou ainda se as fotografias correspondem realmente a quem nos enviou as mesmas. Há quem mande fotografias de mulheres lindas e depois, no primeiro encontro a desilusão é ainda maior. Uma cara impossível de se gostar ou cheia de acne nunca juvenil ou cabelos pseudo pintados ou mesmo as unhas porcas. De loira natural de corpo esguio e singelo, passamos a uma rapariga de origens modestas sem gracinha nenhuma. Nem numa noite escura, de tempestade em que não haveria mais mulher nenhuma senão ela para me agarrar!&lt;br /&gt; Numa outra (totalmente diferente) situação, conhecemos a pessoa que diz ter os mesmos gostos que nós, desde as musicas, aos livros, a idade, os interesses, os hobbies, os locais que frequenta, tudo. E quando nos deparamos diante dela (da pessoa) não tem nada que ver connosco. Mostra-se apenas uma pessoa que precisa de companhia, que nada tem, mas precisa de acreditar que é aquilo tudo que disse, só para nos fazer vibrar, e, no finalmente conhecer.&lt;br /&gt; Nunca se sabe quem está do outro lado, mas que o nosso príncipe ou princesa anda por aí, ai isso anda, e continuamos atentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-3963925512223636904?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/3963925512223636904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=3963925512223636904&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3963925512223636904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3963925512223636904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/12/quem-estar-do-outro-lado.html' title='Quem estará do outro lado'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-259994163884306493</id><published>2007-11-15T14:10:00.000Z</published><updated>2007-11-15T14:11:19.038Z</updated><title type='text'>Fim-de-semana romântico.</title><content type='html'>Há muito que precisavam estar juntos. Manuel, apreciador de vinhos e da calma do campo, resolveu, envolto em mistério, fazer uma pausa nos dias de trabalho e partir para uma pequena aventura. Sem rodeios, convidou Maria para uns dias no norte do país, onde tinha reserva do hotel, restaurantes e um passeio pelo douro.&lt;br /&gt; Sem saber de nada, Maria, só se preocuparia com o que tinha de levar para vestir. Não sabia para onde ia, nem qual o tipo de Fim-de-semana que ia fazer. Restava-lhe, por isso, só o encantamento pelo seu namorado e uma confiança quase cega nele.&lt;br /&gt; Quinta à tardinha, encontraram-se no local combinado e partiram em busca do sossego e de uns dias idílicos a dois. Sempre em jeito de brincadeira, Manuel ia informando das coordenadas do destino, para baralhar a sua companheira. Curiosa, Maria não aguentava mais a viagem. Tinha tido uma semana extenuante e só o facto de saber que tinha de fazer mais quilómetros que aqueles trezentos que já tinham sido percorridos em três horas de viagem a cansavam. Manuel sugeriu parar perto da régua e por ali jantar. Combinado que estava um jantar romântico, no segundo andar de um restaurante com vista para o douro, onde teimosamente a copa de uma árvore gigante não o permitia vislumbrar. Impressionante o cenário.&lt;br /&gt; Depois do repasto, Manuel parou no hotel reservado, sem dar a correcta informação a Maria, dizendo que ia perguntar qual o melhor percurso a seguir para o destino a que se tinha proposto. Apareceu o bagageiro do hotel e o mistério ficou desfeito. Era ali que iam ficar.&lt;br /&gt; Já no quarto, apressaram-se a arrumar as roupas nos armários e tomar conta da vista que o quarto possuía para o rio. Olharam um para o outro e atiraram-se para a cama num desespero de se agarrarem e se beijarem. Fizeram amor como se tivessem novamente vinte anos. As saudades eram muitas e amaram-se perdidamente. Depois da loucura, envoltos em beijos e carícias combinaram o dia seguinte. Tinham de se levantar cedo, para uma longa volta pela região para visitar adegas, quintas e os vales encantados do douro vinhateiro. O tempo era o ideal, nem frio nem calor. Um sol magnifico de iluminar o coração. O primeiro destino seria Favaios, para provar o licor ali produzido logo pela manhã.&lt;br /&gt; Ao acordar, tirando o seu braço envolto de carinho no abraço que dava em Maria, Manuel levantou-se e no segundo seguinte ao beijo, disse que ia tomar um duche. – Deixa-te estar mais um bocadinho! E seguiu.&lt;br /&gt; Saiu do banho, agarrou na toalha, baixou-se para secar os pés e….sentiu um estalo forte nas costas. Ficou logo de quatro, caindo sobre si mesmo no chão húmido do WC. Gritou por Maria, num desespero desesperante de quem não se podia mexer.&lt;br /&gt;Maria chegou num segundo e ajudou-o a rastejar até ao corredor do quarto. Não aguentava mais, as dores eram fortíssimas. Resolveram chamar os bombeiros para o levar para o hospital. A custo, Maria consegui vestir as cuecas a Manuel, que nem o rabo conseguia levantar do chão. Dirigiu-se para a recepção do hotel procurando ajuda. Quarenta e sete segundos depois, Manuel, no chão, vestido só de cuecas e aflito em dores, sem se conseguir mexer, ouviu a voz de alguém que lhe era familiar. Ainda sem o ver, sem ter reparado na cara do director comercial, começou, de brincadeira a proferir palavrões, insinuando uma juventude menos honrosa com mulheres. Teimosamente ofereceu um sem número de palavrões que ofendem a dignidade de cada um, mas afinal era brincadeira. Manuel conhecia o Director, mas já não se encontravam pelo menos à 17 anos. Ricardo, sou o Manuel da escola de hotelaria – disse. Já não te lembras de mim, malandro? – Replicou. Estupefacto, Ricardo devolveu as injúrias. Tás bom, cab..ão? Bem, já vi que não, a mulher deu cabo de ti, pensas que tens vinte anos?&lt;br /&gt; Perante toda aquela loucura, onde um estava no chão sem se poder mexer, o director do hotel a injuriar o cliente paraplégico de cuecas e Maria sem perceber nada do que se estava a passar, chegaram os bombeiros. Reposta a tranquilidade, como fazer com que doente passasse para cima da maca? A custo lhes garanto! Incline-se para lá que pomos a maca de lado e depois você deixa-se cair por cima dela – dizia um bombeiro. Quais quê!? O homem nem se mexia. Num esforço quase desumano, lá se arrastou para cima da maca. Quando aqui chegou, constatou-se que não cabia ali. A maca era pequena ou o homem grande. Daqui não saio – dizia Manuel. Façam o que quiserem, mas não saio daqui!&lt;br /&gt; A caminho do hospital da régua, amarrado à maca, tudo o que era paralelipipédico da rua o assolavam de dores nas costas. Levou logo uma injecção intravenosa para alívio das dores e puseram-no a soro com anti-inflamatório. Os médicos espanhóis foram excelentes para com ele. A calma e a prontidão do atendimento sem reservas, não fosse o facto do raio x só funcionar a partir das duas da tarde.&lt;br /&gt; E assim se passou um fim-de-semana romântico, pelas terras do douro, num hospital sem o par.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-259994163884306493?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/259994163884306493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=259994163884306493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/259994163884306493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/259994163884306493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/11/fim-de-semana-romntico.html' title='Fim-de-semana romântico.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-1497036624276846767</id><published>2007-11-08T19:59:00.000Z</published><updated>2007-11-08T20:00:27.021Z</updated><title type='text'>Para adultos altamente contemporâneos</title><content type='html'>Dizem que todos os dias temos que comer uma maçã para o ferro e uma banana para o potássio.&lt;br /&gt;Também uma laranja,  para a vitamina C,  meio melão para melhorar a digestão e uma  chávena de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.&lt;br /&gt;Todos os dias temos que beber dois litros de água  (sim, e logo a seguir mijá-los, que leva quase o dobro do tempo que os levei a beber).&lt;br /&gt;Todos os dias temos que tomar um Activia ou um iogurte  para ter 'L.Cassei Defensis', que ninguém sabe  exactamente que m e r d a é que é mas parece que se não ingeres um milhão e meio todos os dias começas a ver toda a gente  com uma grande diarreia ou presos dos intestinos.&lt;br /&gt;Cada dia uma aspirina, para prevenir os enfartes mais um copo de vinho tinto, para a mesma coisa. E outro de vinho branco, para o sistema nervoso. E um de cerveja,  que já não me lembro para que era.&lt;br /&gt; Se os tomares todos juntos  mesmo que te dê um derrame cerebral ali mesmo não te preocupes pois o mais certo é que nem te dês conta disso.&lt;br /&gt; Todos os dias tens que comer fibras. Muita, muitíssima fibra até que sejas capaz de cagar uma camisolona bem grossa.&lt;br /&gt; Tens que fazer quatro a seis refeições diárias leves sem te esqueceres de mastigar cem vezes cada garfada.&lt;br /&gt; Ora, fazendo um pequeno cálculo apenas a comer vão-se assim de repente umas cinco horitas. Ah, depois de cada refeição deves escovar bem os dentes, ou seja:&lt;br /&gt;depois do Activia e da fibra os dentes, depois da maçã os dentes, depois da banana os dentes e assim, enquanto tiveres dentes sem te esqueceres nunca de passar o fio dental massajador das gengivas e bochechar com PLAX...&lt;br /&gt; Melhor, a amplifica a casa de banho e põe a aparelhagem de música lá porque entre a água, a fibra e os dentes vais passar horas quase metade do dia ali dentro.&lt;br /&gt; Equipa-o também de jornais e revistas para te pores a par do que se  passa enquanto sentado na sanita&lt;br /&gt; Temos que dormir oito horas e trabalhar outras oito mais as cinco que usamos a comer, faz vinte e uma.&lt;br /&gt;  Restam três horas sempre que não surja algum imprevisto.   Segundo as estatísticas, vemos três horas de televisão diárias.  Bem, já não podes porque todos os dias devemos caminhar pelo menos uma meia hora  (dado por experiência: ao fim de 15 minutos regressa, senão andas mas é uma hora!).&lt;br /&gt;  E há que cuidar das amizades porque são como uma planta:  temos que as regar diariamente.   E quando vais de férias também, suponho,  senão as plantas morrem nas férias.&lt;br /&gt;  Para além disso há que estar bem informado e ler pelo menos um dos jornais diários e outro de uma revista séria para comparar a informação.&lt;br /&gt; Ah! E temos que ter sexo todos os dias mas sem cair na rotina: temos que ser inovadores, criativos, renovar a sedução.&lt;br /&gt; Isso leva o seu tempo. E já nem estamos a falar do sexo tântrico! ( A respeito disso, relembro: depois de cada refeição temos que escovar os  dentes!)&lt;br /&gt; Também temos que arranjar tempo para a maquilhagem, a depilação/fazer a barba,  varrer a casa, lavar a roupa, lavar os pratos e já nem digo, os que têm gatos, cães pássaros e uma catrefada de filhos...&lt;br /&gt;  No total, a mim dá-me umas 29 horas diárias se nunca parares. A única possibilidade que me ocorre é fazer várias destas coisas ao mesmo tempo: por exemplo, tomas duche com água fria e com a boca aberta, e assim bebes logo os dois litros de água de uma vez.&lt;br /&gt;  Enquanto sais do banho com a escova de dentes na boca, vais fazendo o amor, o sexo tântrico, parado, junto ao teu mais que tudo, que de passagem vê TV e te vai contando o que se passa, enquanto varres a casa.&lt;br /&gt; Sobrou-te uma mão livre?   Telefona aos teus amigos e aos teus pais!&lt;br /&gt;  Bebe o vinho (depois de telefonares aos teus pais vai fazer-te falta!).&lt;br /&gt; O iogurte com a maçã pode dar-te o teu par enquanto ele come a banana com a Activia.&lt;br /&gt;  No dia seguinte troquem. E menos mal que já crescemos, porque senão tínhamos que engolir mais umas cerelacs e um Danoninho Extra Cálcio todos os santos dias.   Úuuuf!&lt;br /&gt;  Mas se te restam 2 minutos, reenvia isto aos teus amigos (que temos que regar como as plantas) enquanto comes uma colherzinha de Muesli ou Al-Bran, que faz muito bem...&lt;br /&gt;  E agora vou deixar-te porque entre o iogurte, o meio melão o primeiro litro de água e a terceira refeição do dia já não faço a mínima ideia o que é que estou a fazer porque preciso urgentemente de uma casa de banho.&lt;br /&gt;  Ah, vou aproveitar e levo comigo a escova de dentes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-1497036624276846767?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/1497036624276846767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=1497036624276846767&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/1497036624276846767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/1497036624276846767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/11/para-adultos-altamente-contemporneos.html' title='Para adultos altamente contemporâneos'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6846974576848469609</id><published>2007-10-24T11:57:00.001+01:00</published><updated>2007-10-24T11:57:51.602+01:00</updated><title type='text'>E se eu te disser</title><content type='html'>Se te disser que te amo&lt;br /&gt; Se te disser que é a minha melhor amiga&lt;br /&gt; Que me manténs apaixonado como no 1º dia&lt;br /&gt; Que és linda e que te adoro&lt;br /&gt; Que te quero e muito a todo o momento&lt;br /&gt; Que estou inseguro porque te amo&lt;br /&gt; Porque nunca gostei de alguém, assim&lt;br /&gt; Que preciso de ti&lt;br /&gt; Que penso muito em ti&lt;br /&gt; Que te desejo mais que tudo&lt;br /&gt; Que estou preso a ti&lt;br /&gt; Que me dás tesão&lt;br /&gt; Que me compreendes&lt;br /&gt; Que me sinto muito bem contigo&lt;br /&gt; Que adoro as tuas festas&lt;br /&gt; Que adoro as tuas carícias&lt;br /&gt; Que o teu corpo me preenche&lt;br /&gt; Que adoro tocá-lo, beijá-lo&lt;br /&gt; Que os teus lábios são os mais lindos&lt;br /&gt; Que a tua boca é sensual&lt;br /&gt; Que o teu corpo desliza nas ruas&lt;br /&gt; Que a tua pele é macia&lt;br /&gt; Que gosto de te agarrar&lt;br /&gt; Que adoro quando te despes para mim&lt;br /&gt; Que adoro fazer "o amor" contigo&lt;br /&gt; Que és a minha paixão&lt;br /&gt; Que és a minha perdição&lt;br /&gt; Que me tens na mão&lt;br /&gt; Que és tudo para mim&lt;br /&gt; Que te amo desmesuradamente&lt;br /&gt; Se te disser que estou maluco&lt;br /&gt; Maluco por ti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6846974576848469609?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6846974576848469609/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6846974576848469609&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6846974576848469609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6846974576848469609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/10/e-se-eu-te-disser.html' title='E se eu te disser'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-3762691205193433994</id><published>2007-09-27T14:29:00.000+01:00</published><updated>2007-09-27T14:34:28.943+01:00</updated><title type='text'>Dupla traição</title><content type='html'>Porque é que as pessoas não entendem o que lhes digo?&lt;br /&gt; Porque é que um homem não pode ser sincero?&lt;br /&gt; Porque é que não posso ser sensível?&lt;br /&gt; Aos homens estes direitos não se lhe assistem, não sei bem porquê?&lt;br /&gt; Quando um homem casado, mas de alguma forma “farto” da relação que mantém com a sua mulher ser ela própria infeliz, porque é que tem logo de haver outra? Ele é logo maluco, estúpido, etc.&lt;br /&gt; Por ventura alguém vive lá em casa? Alguém sabe realmente o dia a dia destes dois? O tipo de dialogo que mantém este casal? O que realmente sentem um pelo outro passados alguns anos?&lt;br /&gt; Não, ninguém sabe nem realmente quer saber. Apenas se revêem neste problema e tentam lembrar-se que se fosse com eles, de como seria? Seremos todos egoístas?&lt;br /&gt; Não, apenas temos vontade de viver e sermos felizes. É exactamente isso que procuro desde que nasci-a malfadada da felicidade. Mas, por outro lado o que é isso da felicidade? Não é algo que se compra, o que seria muito mais fácil, é algo que se conquista, luta e se ganha com esforço e mérito próprio. Para mim que sou uma pessoa normal, esta história da felicidade é viver em harmonia comigo mesmo, tirar o maior proveito de todas as coisas, mesmo das mais simples, é viver cada dia como se fosse o ultimo e pensar ao mesmo tempo no amanhã. É ter amor-próprio para que alguém também goste de nós. Se não gostarmos de nós quem gostará? Como podemos ser boas pessoas se somos os primeiros a não acreditarmos em nós? Como podemos viver sem objectivos, sem esperança, sem orgulho no que somos, sem ambição?&lt;br /&gt; Procuro ser diferente de todos os outro, mas para melhor, seja isso o que for. Quero, porque acredito no casamento encontrar alguém que eu ame sem pedir nada em troca, que me respeite como sou e que goste de como sou, que seja amiga, a companheira da vida, a mãe dos filhos, a dona de casa, que seja solidária comigo, a quem eu faça confissões e me deixe fazer tudo isto por ela…o mesmo sem interesses escondidos, sem faltas de respeito, sem cobrar. Que o faça por amor, mais nada.&lt;br /&gt; É de certa forma terrível, para uma pessoa que de facto se considera como pura e limpa destes sentimentos, chegar a uma certa idade e sentir que este esforço e tudo o que fez até aqui foi quase todo em vão. Que apesar de pequenos bens materiais, não tem o mais importante e o que mais valoriza, o amor de uma mulher.&lt;br /&gt; Contei-lhe o que sinto, acho que sentiu lisonjeada, orgulhosa de ser quem é, mostrou-me facetas de quem sou que desconhecia por completo. Fez renascer em mim uma pessoa que pensava ter desaparecido à muito, uma pessoa melhor, com melhores sentimentos, e bonitos… repito. Foi um género de amor à primeira vista. Apareceu vindo do nada num dia normal, parecido com tantos outros, sem interesse aparente de agradar ou fazer transparecer a melhor das pessoas que ali estava debaixo daquele olhar. Recordo esse dia, todos os dias, por isso este sentimento tem vindo a aumentar. Aquele casaco beije, tipo blusão de penas, comprido, que escondiam um corpo ligeiramente magro mas altivo e seguro de si mesmo. Aqueles olhos a olhar para mim, pareciam seguir tudo o que eu dizia e fazia. Sentia-me observado, espectador de mim mesmo, como que num sonho. Custava-me olhar para ela, os olhos pareciam entrar dentro de mim, adivinhar o que eu pensava. Fugia-lhe o olhar, mas continuava a ver pelo canto dos olhos, com a visão periférica. Será que o verde é magnético? Nunca dei conta, será da tonalidade? Será da paixão?&lt;br /&gt; Não a posso perder, não a quero perder, não vou deixar fugir esta oportunidade de ser feliz. Já me arrependi demasiado para saber o que pretendo da vida, e é por isso que quero viver o resto da minha com Ela. Vou lutar, vou tentar, vou conseguir… &lt;br /&gt; Acho que sou melhor a escrever do que a falar, até porque a mentira é fácil de dizer, o problema está com a verdade. A verdade é dolorosa. Dizer que A amo, é-me difícil, escrever é mais fácil. Só espero que Ela compreenda. Além do mais estar com Ela é particularmente difícil, não sei muito bem lidar com as minhas emoções. No outro dia esteve comigo. A minha vontade era de A agarrar, de A beijar, com respeito mas com muita emoção. Não o fiz, tive medo. Medo de a assustar, de parecer louco, desesperado.&lt;br /&gt; Na verdade não estou desesperado, mas estou louco, louco de amor por Ela.&lt;br /&gt; Custa-me acreditar que alguém que diz que eu não lhe sou indiferente, que sou uma pessoa bonita, diga ao mesmo tempo que vai casar, procura casa e quer fazer vida com outro que não eu. Que quer ser minha amiga, ao qual eu muito agradeço mas …queria mais. Eu queria tudo, e é tão pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-3762691205193433994?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/3762691205193433994/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=3762691205193433994&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3762691205193433994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3762691205193433994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/09/dupla-traio.html' title='Dupla traição'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6176922501666038313</id><published>2007-09-27T14:09:00.001+01:00</published><updated>2007-09-27T14:09:25.518+01:00</updated><title type='text'>O que é feito do amor?</title><content type='html'>Já ouvi várias teorias sobre o amor. Pré-históricas as definições que nunca, ninguém, conseguiu definir. Acredito que o amor é algo que sentimos, cada um de sua maneira de acordo com o que somos e pensamos, tendo em conta que somos todos diferentes. Já ouvi falar na busca incessante da nossa outra parte, do prazer da cara-metade, ou, simplesmente do não conseguir viver sem alguém.&lt;br /&gt; Relembro as histórias e experiências de vida dos meus avós, que namoravam à janela tal Romeu e Julieta, nas lutas e disputas pela dança da amada em bailes, da cerimónia em dar o primeiro beijo, o dar a mão pela primeira vez, às escondidas, dos namoros em teatros e cinemas, sempre acompanhados por alguém mais velho, as serenatas à janela. Mais recentemente, do convite formal para um jantar fora, onde se abria a porta do carro, dos envios de flores e chocolates, os passeios românticos à beira-mar à espera do por do sol e os fim de semanas a dois por esse Alentejo fora. Lembro que sexo era um prolongamento do amor, algo que se fazia por gosto, por se amar alguém de verdade, nunca por obrigação ou complemento à saída nocturna.&lt;br /&gt; Claro que sexo é apreciado por ambos, é um instinto animal que os dois precisam. Uns gostam mais, outros menos, mas ambos gostam, desde que se ame.&lt;br /&gt; As juras de amor, as promessas de casamento, o amor eterno por dada pessoa, foram trocadas por um simples: - gosto de ti, fazes-me sentir bem. E dura pouco!&lt;br /&gt; As pessoas tornaram-se tão egoístas ao ponto de acabarem casamentos por razão nenhuma aparente. Ficámos muito menos condescendentes e tolerantes. Se o outro não está sempre a rir ou não nos trás algo de novo todos os dias, passa a ser uma “seca” e mandamo-lo embora. Na verdade isto acontece porque não se ama. Quando amamos, sentimos uma forte vontade de não ver os defeitos do outro e acreditamos que vai mudar o feitio, naquilo que não gostamos ou compreendemos. Mas quando essa paixão passa, tudo são defeitos e as qualidades não se sobrepõem ao que temos de mau. “Quem ama não vê”, “quem não ama não sente”.&lt;br /&gt; Talvez por uma questão de moda, aprendemos, hoje, que o casamento não é eterno e existe sempre alguém melhor do que a pessoa que temos. A separação e consequentemente o divórcio, tornou-se num hábito. Poucos são os que se casam e casando, que acreditam que vai durar sempre. A lei favorece tudo isto, com as uniões de facto, com as convenções antenupciais. Tudo está preparado para o insucesso do matrimónio. Gostamos de ouvir os relatos de amigos que se separam e agora contam historias de como se sentem livres, desocupados, mais interessantes, que até emagreceram, que não dão satisfações a ninguém, das noitadas, dos jantares, das “gajas” e dos “gaijos” que “comeram” na noite anterior. Esquecem-se porém, que também não têm alguém interessante à espera deles com o jantar feito, aquele prato que tanto gosta preparado com carinho e uma vela em cima da mesa, que não têm o romance, as conversas de fim do dia, a troca de piropos nem as criticas delicadas de como se veste e se apresenta. Sabem que vão dormir sozinhos, sonhando com uma noite de amor, de sexo por vezes, da diferença de fazer amor ou dar uma “queca”. &lt;br /&gt; Até no plano afectivo, preferimos hoje, a troca de parceiros, numa perspectiva de “quanto mais melhor”, fugindo a sentimentos tão nobres que por vezes nos magoam. Preferimos fugir do amor com medo de sofrer. Preferimos a quantidade á qualidade. Procuramos alguém que não se intrometa na nossa vida assim como nós procuramos separá-la da nossa. A vida do outro não nos interessa.&lt;br /&gt; Agora vejamos, se com amigos/as partilhamos tudo, assumimos os nossos defeitos, as nossas conquistas e desilusões, porque não fazê-lo com alguém que achamos gostar? Porquê o medo de arriscar? Temos receio de sofrer, que o outro nos magoe. Há que confiar, mesmo desconfiando. Seria normal pensarmos em chamar um amigo/a para ser o/a nosso amado/a. Seria a relação perfeita!&lt;br /&gt; Seria hoje, para mim, impensável, obviamente, depois de um casamento falhado, juntar-me com alguém que não gostasse, e muito. Toda a minha vida fiz tudo em casa, dizendo que não precisava de ninguém. Sempre cozinhei, tratei das compras de supermercado, dei banho aos meus filhos, tratava da casa que estava sempre um brinco, ganhava o suficiente para me manter, tinha as minha namoradas, os meus “esquemas”, as minhas saídas, os meus jantares, as futeboladas, os jogos de póquer com amigos. Porquê, juntar-me com alguém? Alguém que preenchesse o meu espaço, que me tirasse a boa vida? Alguém a quem teria de dar satisfações? Que justificar os meus atrasos para jantar? - Por amor!&lt;br /&gt; Para quê evitar sofrer se podemos sentir-nos felizes com alguém? É possível, está provado! Há que construir uma vida baseada em respeito mutuo, acariciando os momentos bons, dando a liberdade que cada um precisa para fazer o que gosta, mantendo esse respeito. Não devemos sufocar o outro com tragédia das nossas vidas, apenas fazê-lo entender o nosso estado de espírito, para que nada fique em aberto. Devemos partilhar todas as nossas emoções demonstrando o que somos, nunca escondê-lo, para que o outro nos entenda, mesmo que não partilhe da mesma opinião. Devemos aceitar os defeitos como aceitamos as qualidades, porque, enquanto pessoas, somos um conjunto de muitas coisas boas e más, mas somos gente. Há que arriscar. E afinal, o amor está dentro de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6176922501666038313?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6176922501666038313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6176922501666038313&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6176922501666038313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6176922501666038313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/09/o-que-feito-do-amor.html' title='O que é feito do amor?'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-1269485758602430783</id><published>2007-09-20T09:47:00.001+01:00</published><updated>2007-09-20T09:47:19.884+01:00</updated><title type='text'>Teoria do cagalhão</title><content type='html'>Há lá melhor maneira de se começar o dia!?&lt;br /&gt; Acordar cedo, tomarmos o pequeno-almoço, composto por torradas, sumo de laranja e um café. Nada melhor que isto para dar a volta à tripa e sentirmo-nos refastelados ao sentar-nos no trono, aliviando a bexiga e não só.&lt;br /&gt; Em estúpidas trocas de galhardetes e conversas ainda mais estúpidas com amigos, num qualquer bar, num dia de semana junto ao rio, aprendi, apesar de ostentar os meus 35 anos, que nem todos pensamos ou fazemos tal coisa da mesma maneira.&lt;br /&gt; Havia um, que contava em tom jocoso, que não gostava de “o”atirar assim do nada com receio que ai cair, ficasse com o traseiro todo encharcado de pingos. Aquele “ploft” irritava-o. Decidiu então, começar a atirar pequenos pedaços de papel higiénico antes do primeiro tiro ao porta-aviões. Depois de bombardear tudo o que tinha, por vezes com mais esforço a que se permitia, limpava a boca do canhão e atirava, novamente, mais uns pedacinhos do dito papel, embrulhando por assim dizer todo o material bélico. Só me lembrei de lhe chamar o cagalhão noiva, todo amparado em tule branco, tal como a dita senhora.&lt;br /&gt; Já outro, a meio da conversa, fez lembrar as voltas dos “meninos”. Contou, que, ao se desfazer dos torpedos mais proeminentes, atirava o papel, este em menor quantidade, que o deixava como que com uma saia, segurando-se a meio dele. E o mais curioso era que quando fazia a descarga do autoclismo, ele rodopiava, rodopiava, até de uma maneira bonita, até que por fim, desaparecia em mistério fazendo lembrar um passo de dança. A este chamei o cagalhão bailarina.&lt;br /&gt; E agora vendo bem, como é que se consegue com uma coisa tão normal, tão diária, tão quotidiana, juntando um pouco de papel higiénico fazer uma crónica?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-1269485758602430783?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/1269485758602430783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=1269485758602430783&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/1269485758602430783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/1269485758602430783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/09/teoria-do-cagalho.html' title='Teoria do cagalhão'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-8791178922766517217</id><published>2007-09-10T12:57:00.000+01:00</published><updated>2007-09-10T13:04:36.584+01:00</updated><title type='text'>Flirting</title><content type='html'>Quem não gosta de alimentar o ego? É o poder da sedução em alto astral. Gostamos de fazer o bem e deixar bem, a nossa imagem na cabeça do outro.&lt;br /&gt; O flirt não é mais que um jogo, o da sedução. Fazemos com que a nossa pessoa objecto se sinta lindamente connosco. Dizemos de tudo, sem mentir, para fazer sobressair o que de melhor nós temos. É um vício, para quem se deu bem, que não tem fim. Na arte da sedução, vale quase tudo. Falamos do que temos em comum, das viagens que gostaríamos de fazer, enfim, de tudo o que nos possa enaltecer perante essa pessoa. Como qualquer jogo, tem uma componente de inteligência, temos de o jogar bem, ou não tem graça e acaba depressa. É um jogo a dois, quem sabe ou vê as nossas cartas, faz os seus comentários, muito embora, a carta lançada é sempre da nossa escolha.&lt;br /&gt; Como na roleta, o mal, é tudo virar ao contrário. Existe sempre uma parte de risco, que neste caso, assombra quem começou o jogo. E se nos deixarmos levar por tanta sedução? Se nos deixarmos embeber de tanta falta de honestidade? Se nos perdermos na lábia do seduzido? Se ela afinal é mesmo melhor do que julgámos? Se passamos a acreditar nesse amor impossível que começou por brincadeira?&lt;br /&gt; O gozo está na troca de mensagens e sms`s, em enviar flores e chocolates, no primeiro presente cobrado com um convite para jantar, nas infindáveis conversas telefónicas, onde tudo não passa da conversa…da treta. Nas combinações de jantares que não têm lugar, na troca de piropos e exuberantes delírios de quem sabe o que diz, mas não sente. Quando se dá o encontro, o jantar, o tête-à tête, tudo acaba. Começa o jogo de contradições, onde nem tudo encaixa.&lt;br /&gt; Na técnica do flirting, tudo esmorece quando a pessoa objecto se “liga” a nós. “Está tudo feito”, pensamos…e o gozo acaba!&lt;br /&gt; Não interessa se a levamos para a cama, se beijamos logo no primeiro encontro ou se acabamos a nossa vida com ela. O que importa é que conseguimos, sem saber, construir algo, parecido com os gostos dos dois, a dois. Nem que seja uma enorme esperança. A partir daqui é só revolta e compromisso. A partir daqui, é só desgosto. O flirt acabou. O que passou a ser? Amor? Realmente sentido? Ou apenas temos mais uma amiga com que nos identificamos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-8791178922766517217?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/8791178922766517217/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=8791178922766517217&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8791178922766517217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8791178922766517217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/09/flirting.html' title='Flirting'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-371234464496897240</id><published>2007-08-27T16:31:00.000+01:00</published><updated>2007-08-27T16:34:57.961+01:00</updated><title type='text'>Trintão</title><content type='html'>Só descobri que era trintão aos trinta e cinco. Os anos passaram e eu mal notei. Os outros não.&lt;br /&gt; Os cabelos brancos, as rugas de expressão, tudo me faz mais velho. As aparências já não enganam.&lt;br /&gt; Dizia que as rugas eram de sonhar, de sorrir, como na música dos “humanos”. Mas a vida não é apenas uma música onde uma valsa qualquer nos embala ao som das noites mal dormidas, cheio de copos, de stresses e amanheces preocupado com o que me vai acontecer no dia seguinte. Falam-me já na ternura dos quarenta. Qué isso? Mando a um certo sítio ou fico por aqui?&lt;br /&gt; A barba está mais branca, as patilhas acusam o peso dos anos. A barriga teima em não descer. Não são só as coca-colas nem os gases comprimidos, ditos por não ditos que teimam, também eles em não sair. Corridas de manhã e à tarde, mas só para o emprego! Alteres, só no levantamento boémio do copo, e desporto que se veja, só o arremesso da beata que teimo em não largar. Tudo isto contribui para uma vida mais intensa, mais pesada. Mas se o fiz foi porque assim quis e não devo contrariar.&lt;br /&gt; As miúdas, já não me olham da mesma maneira, agora dizem que estou bem conservado, que tenho pinta, as que acreditam nisso. A pele está esticada, mas nunca ao ponto de me esticar as rugas. A que estica é a que cai, todas as outras encolheram, mostrando essas mesmas rugas.&lt;br /&gt; Reparei agora que o meu filho já tem dez anos, o que me faz um tio e não um pai. A minha filha já não vem para o meu colo porque já não tenho graça. Prefere homens mais novos (coitadita – tem 7). Já me tratam com aquela indiferença com que eu tratava os meus pais, sem ser por mal, mas por achar que eram “antiquados”. Logo eu que fiz vida na vida nocturna, que continuo a sair para noitadas e jantaradas e que acompanho os “novos tempos”. Qualquer dia destes, chegam a casa e pedem dinheiro pois vão sair…sem pedir licença! Agarram na chave do carro e dizem: - Pai, não venho tarde!&lt;br /&gt; Para ter um novo emprego, tenho de provar que já fiz coisas boas, ao contrário de tentar mostrar o que posso, (ainda) vir a fazer.&lt;br /&gt; Reforma: já penso nisso. Afinal “já” só faltam mais 30 para os 65. Parece que estou acabado. “Ainda” tenho muito para dar, não só de trabalho, de cabeça, de amor e tenho jeito!&lt;br /&gt; Comprei no saldo as minhas primeiras calças 44, nunca o tinha vestido. São o resultado de inúmeros investimentos que fiz, mais novo, em restaurantes e bares da cidade. Agora, basta colher os frutos. Bom na é…fresquinho!&lt;br /&gt; Mas é, no entanto, quanto às relações humanas que mais me distingo. Não tenho a mesma paciência, não tenho o mesmo modo de agradar a tudo e a todos só porque sou filho da minha Mãe e do meu Pai. Agora sou eu, com os meus trinta e cinco. Já sou um homem e mando à merda quem quiser, assumindo os custos desta linguagem. Já decido a minha vida, a bem ou a mal. É a minha vida!&lt;br /&gt; Não quero conhecer gente sem interesse, quero, isso sim, conhecer melhor os amigos que já tenho e partilhar com eles as minhas alegrias e emoções. Conhecer as deles e vibrar com isso. Só quero para mim, os que me alegram e ensinam algo de novo, estou farto das mesmas anedotas parvas e de histórias de crianças. Já o fomos, vivemos, acontecemos, foi giro, mas, já passou. Para problemas já tenho os meus, não quero os de mais ninguém. Esses vendo… e barato.&lt;br /&gt; Agora cheiro ao longe os problemas que antes acabava por ter, sem os pedir. Não há histórias, há vida dentro de mim. Experiências, factos, acontecimentos, são o reflexo de mim e de aquilo que aprendi para ser o que hoje sou. Há quem de mim goste e outros que me detestam, mas nunca ninguém se ficou a rir de mim. Só por mim.&lt;br /&gt; Continuo a sorrir e a brincar todos os dias como se tivesse 20 anos. Provavelmente bem mais. Pelo menos, com mais razão de ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-371234464496897240?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/371234464496897240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=371234464496897240&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/371234464496897240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/371234464496897240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/08/trinto_27.html' title='Trintão'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6895747865564771980</id><published>2007-08-21T14:41:00.000+01:00</published><updated>2007-08-21T14:42:10.032+01:00</updated><title type='text'>As férias de uma vida</title><content type='html'>Lá foram de ferias mais um ano. Acabadinhos de chegar aos “algarves”, foram em passo de corrida para a praia. Fatos de banho vestidos, pranchas na mão, lancheira a tira colo, toalhas dependuradas no ombro e chapéu-de-sol meio aberto, gritava incessantemente para os miúdos aqueles – cuidado, vai mais devagar, espera que te tenho de por creme! – incomodando todos os presentes. Começaram a sacudir as toalhas para cima de os outros veraneantes, a distribuir “sanderes” por todos os convivas, chamámos a senhora que vendia as bolas de Berlim com creme. Os papéis de as envolviam, atiravam em alegria para o ar para que alguém, mais tarde as apanhasse. Estendiam as toalhas quase em cima de outras, o espaço era pouco!&lt;br /&gt;Rasgando as gargantas, dirigiram-se para o mar calmo, sem ondas, onde as pranchas de nada serviam. Conseguiram molhar os três bebés que estavam calmamente segurados por seus pais, para não se molharem. Seguiram-se as senhoras que se encontravam a fazer o chichi da tarde, sentadas na areia, na beirinha da água, onde as ondas levemente lhes molham o rabo lavando o biquini. Em consequência, chegaram os gritos do – Pai olha eu, olha para mim. Tás a ver??.&lt;br /&gt; Como croquetes, envoltos em areia, os miúdos em grande estardalhaço cavam buracos enormes no meio de duas famílias, atirando para o miúdo do lado que estava a dormir as conchas e algas apanhadas no fim do primeiro mergulho. Os pais olham com desdém. – Bolas, já não se pode divertir!&lt;br /&gt; No dia a seguir, os mais velhos, de costas encarnado vivo, pautadas por dedos marcados por onde se pôs o creme solar, bebem cervejas “mini” no intervalo do jogo de sueca. Dão arrotos e dormem as suas sonecas, envoltos num rosnar brando que o calor proporciona, mesmo debaixo dos chapéus-de-sol de uma marca qualquer de bebida gasosa. Perante as ameaças constantes de – levas um estalo – desta gente, os miúdos param de insistir em levar as lesmas de água e os bivalves que encontraram mortos à beira-mar para casa. Os pais gracejam as mesmas piadas do dia anterior, rindo com todos os dentes estragados que possuem. Os miúdos fazem brincadeiras dignas de quem não tem educação nenhuma, repletas de guinchos e gritos desmesurados. Por volta do meio-dia, já se fala no jantar. Mais parece que esta gente só come nas férias! O desejo de dar ao dente (que é só um, inteiro) é motivo de falatório para toda a tarde. Hoje pago eu, dizem e insistem uns com os outros. - Isso não é conversa prá gente, amanhã pagas tu que é marisco. (piada recorrente e constante aos sete dias que por lá ficaram).&lt;br /&gt; Regressam ao fim de alguns dias, os sete que já mencionei, com as malas quase intocadas e cheias de roupa que não vestiram.&lt;br /&gt; São estas as férias de uma vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6895747865564771980?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6895747865564771980/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6895747865564771980&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6895747865564771980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6895747865564771980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/08/as-frias-de-uma-vida.html' title='As férias de uma vida'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-4485692089003870838</id><published>2007-08-21T13:43:00.000+01:00</published><updated>2007-08-21T13:44:10.620+01:00</updated><title type='text'>O amor não se pode medir:</title><content type='html'>Nove meses passaram. O suficiente para se gerar e conceber um filho. A este filho vou chamá-lo de amor.&lt;br /&gt; Foi sempre algo crescente. Começou nem sei bem como. Apenas sei que foi com ternura desde o início. As primeiras palavras de afecto foram proferidas e tudo começou. Os primeiros beijos, as primeiras carícias. Tudo num silêncio profundo. Nem as folhas caídas do Outono se ouviam a cair no chão molhado lá da praceta. Com gentileza, as festinhas suaves na cara, embalaram o sono a dois. O primeiro de muitos que se vinham a seguir. Frustrados com um olhar preocupado, nem se conseguiam entender, pois tinham receio de falhar nas palavras proferidas. Não sabiam bem os gostos pessoais de cada um. Mas foi aumentando, ao ponto de hoje serem os melhores amigos, excelentes companheiros nesta viagem que é a vida. A ele, tudo ela fazia para o agradar, sem nada cobrar ou exigir. Tudo por uma boa causa, dizia. Vê-lo feliz, fazia-a feliz. Tanto era o contentamento!&lt;br /&gt; Era uma mulher sensual. A cada vislumbre, ele sentia um desejo quase carnal de a possuir, logo ali, naquele momento. O seu cheiro, o seu ar, a sua pose, transmitiam-lhe não só segurança, como o estado da perfeita embriaguês. Estava entregue a ela. Neste momento, ela era tudo para ele, podia fazer dele o que queria. Logo a ele, esse tipo de grandes paixões. Paixões essas de uma semana onde tudo era tudo e ao fim desse tempo já não era nada. Aqui não. Residia o amor. Amor profundo que só sente que ama realmente. Coisa nunca vista, sentia.&lt;br /&gt; Consegui fazer dele um homem realizado, tratando de se intrometer na sua vida, sem se intrometer. Como a vida estava difícil em termos profissionais, tanto o empurrava para a frente de um vale sem ponte, incentivando-o a desempenhar as tarefas, como por outro lado, colocava uma tábua de madeira grossa, para que se caísse, estivesse seguro. Como se de uma maneira o fizesse mexer e de outra com que se sentisse orgulhoso. Afastava-o do cinzento em que se encontrava asua vida e levava-o ao verde dos jardins floridos. Fazia sempre as coisas de maneira a que ele achasse que a boa ideia, era sua. Guiava-o, conduzia-o. Levava-o onde ele mais queria, para se sentir útil, afinal…homem. Não era apenas um amor louco, cheio de desejos animais, era mais que isso, era tudo. Ele, fingindo não perceber, agradecia-lhe todos os dias em palavras francas, em dialectos de ternura de confissão.&lt;br /&gt;  A voz meiga, o olhar calmo, o rosto singular, atribuíam-lhe uma beleza expectante. A delícia do seu olhar, o sorriso sossegado, o toque de seda da sua pele, o desenho dos seus lábios, conferia o encanto total, o estatuto de ninfa, pois era ela a sua inspiração para viver.&lt;br /&gt; Da mesa do jantar à cama tudo era perfeito. Trocavam piropos encantados, carinhos plenos em longas conversas de final de dia onde o mote era tudo menos eles. Mas falavam abertamente das suas vidas, das que viveram, das que estavam a viver e das que queriam viver. Viviam um clima de ternura onde não se precisavam encontrar em pequenos toques para se sentires amados e protegidos um pelo outro. Na cama tropeçavam um no outro como se se conhecessem à muitos anos. Tudo era mágico. Sabiam o que o outro gostavam e faziam de tudo para dar e receber prazer, nunca num gesto profano de desobediência, mas, num clima de paz e encanto. Se por vezes eram mais empolgados era porque se sentiam crentes de que o que fizessem estavam a agradar o outro. Era amor, com todas as letras e mais alguma.&lt;br /&gt; Se o amor se pudesse medir, então este não tem tamanho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-4485692089003870838?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/4485692089003870838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=4485692089003870838&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4485692089003870838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4485692089003870838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/08/o-amor-no-se-pode-medir.html' title='O amor não se pode medir:'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-2508716201626441894</id><published>2007-08-06T17:54:00.000+01:00</published><updated>2007-08-06T18:26:51.510+01:00</updated><title type='text'>Musicas</title><content type='html'>Ora cá vão umas musicas de agora e sempre, para ouvir com atenção e muita sensibilidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho - Caetano veloso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana carolina &amp; Seu jorge - è isso aí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cazuza - Faz parte do meu show&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ez Especial - Sei que sabes que sim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gal Costa e Tom Jobin - Um dia de domingo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Pedro Pais - Mentira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mafalda Veiga - Cada Lugar teu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Abrunhosa - Se eu fosse um dia o teu olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Toquinho - Aquarela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Represas e Pablo Milanez - Feiticeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivete Sangalo - Se eu não te amasse tanto assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ez Especial - Se em ti eu não mando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ala dos Namorados - Loucos de Lisboa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana Calcanhoto - Fico assim sem você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Veloso - Jura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Sardet - Quando eu te falei em amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Djavan - Flor de Liz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivete Sangalo - Quando a chuva passar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Represas - Chave dos sonhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natércia Barreto - Oculos de sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Gonzo - Sei-te de cor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Rui Veloso - Cavaleiro Andante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sergio Mendes e Brasil 66 - Mas que nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Veloso - A Paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mafalda Veiga - Restolho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gal Costa e maria betânia - Sonho Meu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Carolina - Quem de nós dois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana Calcanhoto - Devolva-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Veloso - Saiu para a rua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papas na lingua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita lee - no escurinho do cinema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milton Nascimento - Bailes da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis regina - Como nossos pais/Casa no campo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Buarque - Cotidiano/ A volta do malandro/feijoada completa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simone - Iolanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas férias e boas musicas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-2508716201626441894?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/2508716201626441894/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=2508716201626441894&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2508716201626441894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2508716201626441894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/08/musicas.html' title='Musicas'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-2542221219139971596</id><published>2007-07-20T14:23:00.000+01:00</published><updated>2007-07-20T14:57:48.417+01:00</updated><title type='text'>Desencontros</title><content type='html'>Olhei para ela. Conhecemo-nos e encontrámos a chave para o amor. Em tudo éramos parecidos. Ouvíamos as mesmas músicas, fomos aos mesmos países, frequentámos as mesmas discotecas e até amigos tínhamos em comum. Ela era quente, tal como eu. Não conseguíamos dormir sem estarmos agarrados, pelo menos de mão dada, o que até então detestava. Acordávamos e num olhar cúmplice, conquistávamos os nossos corações, como numa promessa de amor eterno. Fazíamos amor sem o chichi da manhã. Éramos unha e carne. Quando e sempre que comunicávamos, sentíamos a nossa atracção aumentar. Tudo o que o outro dizia era regra. Estava certo. Era assim que também eu pensava. Éramos um todo. Éramos únicos. Ora um ora outro, levava o pequeno-almoço à cama, num gesto de boa atitude. Comíamos os dois do mesmo prato, bebíamos do mesmo copo, dormíamos na mesma cama, partilhávamos a educação dos nossos filhos, que não eram comuns. Casamento era a próxima etapa. Nada melhor que chamar nossa mulher aquela que amamos. Para quê? Para estragar aquele desejo de que ela fosse “minha”?&lt;br /&gt; Depois de ser minha qualquer coisa, já não teria tanto interesse. Começou a fazer as unhas na esteticista Márcia, uma brasileira. Deixei eu de lhe arranjar as unhas como podia e sabia, enquanto ele descansava os pés sobre as minhas pernas no sofá enquanto víamos a televisão.&lt;br /&gt; Rapidamente passou a ser quente de mais, ao ponto de não me conseguir agarrar a ela em altura nenhuma. O seu hálito da manhã passou de perfeito a horrível. Os cabelos de seda que tinha ficaram ásperos e irritavam-me de manhã quando entravam para dentro das minhas narinas provocando comichão. Os lindos olhos castanhos começaram a estar repletos de pequenas lágrimas amareladas e secas. As narinas desenhadas por um arquitecto passaram a mostrar inofensivos pêlos que lhe cresciam desmesuradamente, acompanhados por pequenas bolinhas verdes. Até as pernas sedosas depois Ada depilação passaram a ser parecidas como as de um homem. Nem as conversas que deixámos de ter, me seguravam à “minha mulher”.&lt;br /&gt;  A minha deusa transformou-se num monte de cocó. Mal sabia eu, no inicio, que também ela ia à casa de banho, que acordava remelada. Vim a descobrir que até as músicas que ouvia, não se ficavam por aquelas que me tinha dito. Gostava de um bom heavy metal enquanto eu curtia o “chill out”. Incrível como se pode passar de bestial a besta em tão pouco tempo. Como podemos ser tão bem enganados por uma pessoa de quem tanto gostamos?&lt;br /&gt; São os desencontros da vida. Mas não podemos desistir. Anda por aí alguém muito capaz de nos fazer feliz. Se não houver, prefiro estar sozinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: não é uma história pessoal, apenas um desabafo de um amigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-2542221219139971596?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/2542221219139971596/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=2542221219139971596&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2542221219139971596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/2542221219139971596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/07/desencontros.html' title='Desencontros'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-5121600993360411662</id><published>2007-06-28T12:02:00.000+01:00</published><updated>2007-06-28T12:03:43.243+01:00</updated><title type='text'>Vai se andando</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vai se andando.&lt;br /&gt;-Vai se andando.&lt;br /&gt;-Vai se andando, ripostava a D. Pulquéria&lt;br /&gt;- Olhe, já eu, nem me sinto com forças, sinto-me fraca. Não me apetece fazer comer e comer muito menos. Mas preciso sair e com estes problemas na coluna!&lt;br /&gt;- Faz bem em sair, repetindo um “pois” a cada doença da D. Maria. D. Pulquéria voltava à carga – Vai se andando, com estas coisas. Tirando os dentes que me andem a cair…diz o médico que não sabe o que é…mas já são 77!&lt;br /&gt;- Pois- diz novamente a D.Maria.&lt;br /&gt;- E já estive internada por causa das almorroidas 3 vezes, ainda onte saí! Mas não percebo, o médico não sabe o que éi.&lt;br /&gt;- À noite parece que tenho gatos ( de dia deve ter cães, nunca mais se cala), é que já não tenho um brônquios – exclama. Mas vai se andando.&lt;br /&gt;D. Maria recorda a “amiga” os seus 68 muito vividos e com dificuldades. Passava o tempo de criança a levar os bois dos Pais para a venda na feira da aldeia. Ia descalça que os tempos eram outros. Uma sardinha dava para três, dizia. Era daí que lhe vinham as artroses dos dedos dos pés que lhe tornavam as unhas pretas. Já ao marido tal não acontecera, tinha sido marceneiro lá para os lados de Cabeças de Baixo (nem sei se há cabeças de cima) e por lá ficaram os dois dedos da mão direita. Brincava a mulher, que o marido nem conseguia chamar um táxi com tal deficiência. – Ai as minhas varizes…tanto andei.&lt;br /&gt;- Não me diga nada ( como se a outra se fosse calar) o meu Augusto que foi sapateiro, passou mais de trinta anos ajoelhado. Augusto foi sapateiro na baixa, daqueles que andam com a caixinha atrás. Diz que depois disto tem lugar no céu!&lt;br /&gt;- E esta falta de ar…ai que horror! Nem consigo “dar a volta!”. Canso-me muito. Qualquer coisa me faz falta de ar. Se eu lá estivesse, pedia-lhe que se calasse um pouco para descansar. E à noite não consigo dormir, não tenho posição. Ora tenho frio, ora calor. Até apanhei uma pneumonia por abrir as janelas este Inverno, nos meus ataques de calor. Mas o médico não sabe o que é. Penso eu, agora no Augusto, coitado, a dormir de janela aberta com 8º lá fora, ao som da chuva e do ressonar da mulher que não dorme. Já me esquecia…e tem gatos!&lt;br /&gt; Mas vai se andando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-5121600993360411662?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/5121600993360411662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=5121600993360411662&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/5121600993360411662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/5121600993360411662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/06/vai-se-andando.html' title='Vai se andando'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-7601910778097483723</id><published>2007-04-12T18:43:00.002+01:00</published><updated>2007-04-12T18:44:24.108+01:00</updated><title type='text'>A idade não perdoa</title><content type='html'>Antigamente diziam: olá, tás bom? Tudo bem, o que é feito de ti? O que andas a fazer? Já casaste? Tens filhos? Agora dizem-me: tás óptimo! As crianças? Já te separaste? Tas reformado?&lt;br /&gt; Pois é, a idade dá-nos calo para muitas coisas, menos para este tipo de gajos parvos que insistem, com esta delicadeza em chamar-nos velhos. As conversas à beira mar, de mãos nos bolsos dos calções de banho são diferentes do antigamente. Agora comentamos o estado das “miúdas” do “nosso tempo”. Em que é que se tornaram. Na quantidade de filhos que têm. A capacidade intelectual que temos já não dá para perceber mais do que isto. Falamos das noites e bebedeiras que tivemos. Comentamos aquele costume de coisas, como: no meu tempo não era assim…se fosse mais novo…se pudesse voltar atrás…se soubesse o que sei hoje…&lt;br /&gt; Na verdade, não me sinto velho. Acho que estou um pouco mais…usado… e ainda bem. É sinal que me diverti…”no meu tempo”. Velhos são os trapos e as minhas histórias que colecciono. Um dia vou escrever um livro, repleto das coisas fantásticas que vivi. Contarei aos meus netos, e, eles, contarão, certamente aos seus.&lt;br /&gt; As viagens malucas que fiz, os acontecimentos, as namoradas, os copos, as tristezas da infância, as alegrias da puberdade, a satisfação de chegar até aqui. São histórias comuns a todos nós, mas contadas de maneira diferente, com alegria, com piada, com história. Romancearei as tristezas, alegrarei os defeitos, darei uma ênfase desportiva aos meus falhanços, rir-me-ei das loucuras, soluçarei com as mágoas, entristecerei as vitórias. São parte da minha vida, são o que sou. Representaram o meu “eu”.&lt;br /&gt; “As pedras que surgirem no meu caminho, apanharei todas, um dia vou fazer um castelo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-7601910778097483723?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/7601910778097483723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=7601910778097483723&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/7601910778097483723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/7601910778097483723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/04/idade-no-perdoa.html' title='A idade não perdoa'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-637144302932893973</id><published>2007-04-12T18:43:00.001+01:00</published><updated>2007-04-12T18:43:52.717+01:00</updated><title type='text'>A lógica dos amores</title><content type='html'>Não há regra sem excepção. Não há excepção sem regra.&lt;br /&gt; Excepcionalmente, por serem sensacionais, as saídas de sábado são as melhores.&lt;br /&gt; Há mais gente na rua, os bares estão cheios de pessoas que descansaram na sexta-feira, depois de mais uma semana de trabalho, estão mais tranquilas e repletas de malta da minha idade. É de facto uma tristeza sair à noite de sexta e conviver com a miudagem que nunca se cansa.&lt;br /&gt; Já na discoteca, procuramos encontrar, sem procurar, alguma alma que se identifique connosco. Até parece que nos conhecemos a todos. Sorrimos quase a toda a gente, em especial às miúdas. Estranho é, que as mais giras ficam de fora deste disparate de sentimentos. Não que tenhamos medo, mas por serem estas o “alvo” das nossas atenções. Costumo dizer que o difícil não é dizer a alguém que delas gostamos, o difícil é dizer isso com sentimento. A verdade custa a dizer, a mentira não. Pelo menos neste caso. É muito mais fácil para mim, chegar perto de uma gorda feia e dizer que há tempos que a “controlo”, que acho ser ela o amor da minha vida. A alguém que já conheço e bem, se sentir tal desafio, nunca lho diria. Agora já nem penso nisso pois estou (e bem) comprometido.&lt;br /&gt; Nunca lhe diria porque tinha medo do não. De não ser entendido ou ser rejeitado, tanto como amigo, que iria deixar de ser, como pelo ardor que invadia o meu coração. “Nunca saberei que é a mulher da minha vida, senão aos oitenta”.&lt;br /&gt; História estranha, é quando numa discoteca, depois de “mirar” a mulher mais gira, aos nossos olhos, pelo menos naquela noite, dependendo do estado de bebedeira, ela passa por nós e nada dizemos ou fazemos. Estúpido não? Se é a mais gira, a mais bela, aquela que achamos nos identificar mais, porquê de não lhe ligar nenhuma? Elas por mais graça que nos achem, nunca vêm ter connosco. Fazem o jogo das amigas, com sussurros e piadinhas, com risinhos histéricos e parvoíces. Nós, por outro lado, seguramos o balcão do bar (que pode cair) na esperança que elas se dignem a conquistar este belo exemplo de macho, até porque não há lá mais nenhum! Somos reis e senhores…do copo, onde nos refugiamos a cada risada das amigas. A cada gole do mesmo, vamos perdendo o equilíbrio (não só o emocional) e as nossas capacidades de olhar. “Reparamos” cada vez com mais intensidade, porque a capacidade de focagem, já lá vai. Pedimos mais uma bebida, como se os homens se medissem por a quantidade de álcool que conseguem ingerir. Juntamo-nos ao amigo mais próximo. Ela passa por nós, dá um ligeiro encontrão que me suja a camisa, ficando quase como suado, a cara fica vermelha de constrangimento, caio por cima da gorda feia e peço desculpa. Nunca jurando o eterno amor. Para esta, já nem eu sirvo, com o cheiro do meu whisky e cheio de “suor”. O bafo também não ajuda, nem mesmo no pedido de desculpas, que faz com que ela me olhe com desdém, enquanto chupa na palhinha com um ar voraz. Quase lhe digo que amanhã, não estarei mais bêbado, e que ela sim, continuará feia amanhã.&lt;br /&gt; Passados uns tempos, teria a sorte de, sem saber como nem porquê, chegar à fala com a miúda mais gira. Trocaríamos piropos em relação a esta noite que descrevi. Marcaríamos um jantar a dois e trocávamos os números de telefone. Discutiríamos entre os dois, o como estúpidos fomos em não nos falarmos mais cedo. Falaríamos de casamento, como se andasse preocupado com isso, num frenesim, em encontrar a minha “dita” alma gémea. Lembro o segundo casamentos dos meus tios, em que me falavam nisso. Tu és o próximo, diziam, até ser eu a fazer o mesmo nos velórios. Não gostaram, é um facto.&lt;br /&gt; Como pormenor, realço o facto das gordas, de tanto chuparem a palhinha, a chegam a morder. Lógica, nunca pedir uma chupa a uma gorda. Já as giras, bebem directamente do copo bebidas esquisitas como vodka cola, bacardi`s limão e gin tónico, ao contrário das gordas que bebem água com palhinha. As gordas só mexem os pés e conseguem mover o corpo todo com isso, as giras, mexem os pés e abanam os ombros, sem se mexerem muito. Devem ter receio de soltar um gás!? As gordas não falam umas com as outras e dançam, as giras falam muito sem dançar. Ou por outra, fingem que dançam, mas a cada 20 segundos, lembram-se que têm alguma coisa de importante a dizer a outra.&lt;br /&gt; O facto é, que após alguns anos e pelo menos um rebento, também estas miúdas giras, ficam gordas. Claro que há excepções.&lt;br /&gt; Não há regra sem excepção. Não há excepção sem regra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-637144302932893973?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/637144302932893973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=637144302932893973&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/637144302932893973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/637144302932893973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/04/lgica-dos-amores.html' title='A lógica dos amores'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-4021715196711542397</id><published>2007-04-10T11:32:00.000+01:00</published><updated>2007-04-10T11:33:10.410+01:00</updated><title type='text'>Sou do tempo…</title><content type='html'>Com o passar dos anos vamo-nos lembrando e revendo o nosso passado. As coisas boas e as menos boas. Vejo como o mundo está diferente, nem sempre para melhor.&lt;br /&gt; Sou do tempo em que comíamos frutos directamente tirados das árvores, nos fins-de-semana em que íamos a Azeitão a casa dos primos. Do tempo em que se bebia leite de vaca acabadinho de tirar das tetas, e que íamos buscar a casa dos donos da mesma, sem produtos, sem químicos para durarem mais. Sou do tempo em que andávamos de bicicleta nas ruas e na estrada principal sem medo de acidentes. Do tempo em que se jogava á bola na rua, dependendo das estações do ano, que eram bem definidas. Do tempo em que se compravam as mercearias na loja do bairro porque não havia hipermercados nem lojas dos chineses. Sou do tempo em que se ia á baixa de Lisboa comprar tudo e mais alguma coisa porque era o centro comercial da cidade e não havia pretos, “monhés” e prostitutas nas esquinas.&lt;br /&gt; Sou do tempo em que os pais chegavam a casa cedo e jantávamos às sete e trinta, para que nos deitássemos cedo para descansar a cabeça e os olhos, para acordarmos cedinho para ir para as aulas. Sou do tempo em que se tinha um par de ténis para o ano inteiro e uns sapatos “para melhor”. Do tempo em que um “Kispo” ou “Anourak” durava dois anos. Sou do tempo da coca-cola em garrafa, do pirolito e da laranjada e gasosa “BB”. Do restaurador “olex” e da pasta de dentes ”couto”. Sou do tempo da pantera cor-de-rosa e do “sport billy”, do tempo da “heidi” e do “mickey”, sem pensarmos em nos tornar pequenos marginais ao ver o “restling” e coleccionarmos “tazos” de figuras animadas onde o mote é a guerra e as lutas.&lt;br /&gt; Sou do tempo em que se escondiam ovos pequenos de Páscoa nos jardins e onde os natais eram esperados com sofreguidão porque não havia tantos brinquedos a que pudéssemos dar o devido valor. Sou do tempo em que os pais davam motas aos 14 anos e emprestavam os seus carros aos 16 para dar umas voltas porque não era perigoso, desde que os miúdos o fizessem por merecer. Sou do tempo dos sapateiros amigos de toda a família, dos empregados de mesa que faziam cerimónia connosco. Sou do tempo do deixar a porta aberta e deixar as chaves por fora na praia das maçãs, dia e noite. Sou do tempo das bombinhas de mau cheiro, dos estalinhos e dos foguetes. Sou do tempo do 25 de Abril. Sou do tempo do Sá Carneiro como primeiro-ministro e onde o caso Camarate foi o primeiro grande distúrbio publico pós 25 de Abril, onde nem se pensava em pedofilia, apitos dourados ou escândalos nas câmaras municipais. Sou do tempo em que estes intervenientes eram de facto presos, onde as cadeias portuguesas não estavam lotadas de negros e brasileiros. Onde até aí, os lugares nos pertenciam.&lt;br /&gt; Sou do tempo em que as pessoas eram felizes. Os miúdos gostavam de estar com os pais sem os trocarem por televisão ou jogos de computador, até então impossíveis de comprar ou inexistentes. Sou do tempo dos “marretas” e dos festivais da canção vistos em família. Sou do tempo das máquinas fotográficas normais, dos “vinis” e da “k7” pirata. Sou do tempo em que um chocolate era um presente.&lt;br /&gt; Sou do tempo das viagens a Badajós para comprar tudo mais barato, nos carros que levavam seis pessoas (três á frente e três atrás), nos bancos corridos na parte dianteira. Sou do tempo em que tínhamos a “nossa” moeda e comprávamos gelados a 2.50 Escudos e os maços de tabaco a 92.50 escudos. Sou do tempo em que não havia sida e ouvíamos o António Variações, juntamente com o Marco Paulo, que não era, ainda, considerado um bom artista. Do tempo dos “Táxi”e dos “UHF”. Sou do tempo em que íamos para o “Spring fellows”, “Bananas” e “Wispers” antes da meia-noite para assistir à abertura da pista de dança, onde as bebidas custavam 500 escudos. Sou do tempo em que os miúdos que fumavam charros eram poucos e criticados por os demais, ao invés de hoje que quem não fuma um “parpalho” é um triste. Sou do tempo em que não chamávamos aos nossos pais de “velhos” e “cota”, não usávamos palavras como “fixe”, “baril”, “bué” e “ ganda cena”. Sou do tempo da televisão a preto e branco, em que era rara a casa que tinha uma, assim como os carros.&lt;br /&gt; Apesar de ter apenas 34, a modernização acentua os meus poucos cabelos brancos, a prosperidade torna-me mais stressado, a competitividade menos astuto, os filhos mais responsável, o progresso mais cansado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-4021715196711542397?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/4021715196711542397/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=4021715196711542397&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4021715196711542397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4021715196711542397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/04/sou-do-tempo.html' title='Sou do tempo…'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-8495729101241104207</id><published>2007-04-03T16:52:00.001+01:00</published><updated>2007-04-03T16:52:18.957+01:00</updated><title type='text'>Ana Malhoa</title><content type='html'>Sei que não se deve brincar nem gozar com ninguém. Mas na verdade há pessoas que pedem isso. É o caso dessa…Ana Malhoa.&lt;br /&gt; Conheci a Ana ainda era “piqueno”. Acordava as manhãs de sábado a pensar no “super buéréré”. Lá estava ela radiante, aos pulos em cima do macaco Adriano, outro ícone da tv nacional. Cantarolava as suas músicas, numa tentativa de afinar o que já vinha desafinado da origem. “e tudo começou no A…há, há, há. A seguir vem o “E”…hé, hé, hé. Inteligente é com o “I”, o “U” depois do “Ó”, faz o “AEIOU”. Quem não se lembra?&lt;br /&gt; Enveredou por uma carreira, mal sucedida (vá se lá saber porquê?), de actriz. Quem sabe se era porque nem era boa actriz nem boa atrás!?&lt;br /&gt; Filha de um cantor, dito pimba, que nunca teve grande sucesso, apesar de fazer 50 anos de carreira este ano e ter mais de 60 discos “publicados”, mesmo tendo 46 anos de idade e não existir à venda mais do que 5 “trabalhos “ do autor. O das 24 rosas numa jarra, lembram? Como é possível por tanta rosa na mesma jarra? Adiante.&lt;br /&gt; Hoje a Ana está moldada á sua imagem, quase não usa roupa, apenas uns cintos mais largos a fazer de saia, para que se possa espreitar a passarinha que ela parece querer oferecer à sua cobra amarela que apresenta nos espectáculos. E onde são esses espectáculos que nunca ouvimos falar?&lt;br /&gt; Possui um sem número de tatuagens, espalhadas pelo corpo desenhado por um qualquer “Pitangui” de segunda classe de brejos-de-cima. E aqueles lábios de “chucha-me a tola” que me fazem pensar que a rapariga, agora mãe (coitada da criança, não lhe chegava o avô com aquelas camisas floreadas compradas nas feiras de Aveiras de cima, sem patilhas e fio de fora como se apresentasse uma jóia de outros tempos), deve babar-se a comer. Com os lábios empurrados para fora, carnudos, não deve dar jeito nenhum para beber e comer!?&lt;br /&gt; E é este um caso de sucesso em Portugal de uma rapariga, ainda nova que consegui “vencer” no mundo das artes. Só se for das plásticas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-8495729101241104207?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/8495729101241104207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=8495729101241104207&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8495729101241104207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/8495729101241104207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/04/ana-malhoa.html' title='Ana Malhoa'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-9023805371011441861</id><published>2007-04-03T15:49:00.000+01:00</published><updated>2007-04-03T15:50:10.928+01:00</updated><title type='text'>Suores e outras sensações</title><content type='html'>O facto é que muito têm um odor corporal intenso. Existe quem, mesmo tomando o seu banho da manhã, passado muito pouco tempo, produz um aroma a coelho guisado, a cebola e a refogado. Atribui-se a culpa, não aos sabonetes, nem aos géis de banho, mas sim às substâncias produzidas pelo corpo, as hormonas ( tadinhas). Se bem que o cheiro intenso a refogado é um prazer em qualquer cozinha, já o mesmo, embutido numa “bolinha” nas camisas, na parte interior do sovaco, é mau.&lt;br /&gt; Hoje em dia são comercializados, variadíssimos produtos, que apesar de não serem a solução, pelo menos disfarçam, como exemplo o desodorizante. Seja em “back stick” ou em “roll on”, nenhum destes anglicanismos tem a desculpa de não ser sobejamente conhecido.&lt;br /&gt; Tal como as axilas, os pés produzem, para muitos, o mesmo problema. Para tal, são recomendados em farmácias por este Portugal fora, uma enormidade de produtos, testados em animais (o que não deixa de ser curioso), para desacelerar a produção das células mal cheirosas e enublar os olfactos dos mais desprotegidos.&lt;br /&gt; No caso de doenças bocais, tais como dentes estragados, cáries dentárias e afins, não há nada que uma boa escovadela, seguida de um elixir não resolva, mesmo que momentaneamente. Há que descurar o tipo de comidas ingeridas, as “chicletes” e os “oratois” consumidos. Malefícios como o tabaco, ajudam a fortalecer este problema.&lt;br /&gt; Vejamos agora uma situação: - um tipo que fuma, tresanda a cebola, e cheira a queijo podre dos pés, chama-se a ele, sem cerimónias, “um tipo que sua que nem um cão”.&lt;br /&gt; Pois bem, os cães não suam. E se suam é pela boca. Mesmo assim não cheiram mal da mesma. Estou a imaginar um cão com as axilas a escorrer agua, e, mesmo descalço a cheirar mal dos pés.&lt;br /&gt; Deixem-se de desculpas e tomem mas é um banhinho que isso nunca fez mal a ninguém. Em caso do cheiro permanecer, tomem dois, que o “sarro” acaba por sair. Usem sempre produtos farmacêuticos, dermatológicamente testados, não em animais, mas em pessoas (humanos) que é para eles que se destinam.&lt;br /&gt; Agora que aí vem o calor, suem por esses poros impregnados de “deodóran” e logo de seguida uma banhoca. Não faz mal suar, o que é preocupante é dizer que se toma banho e não o fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Esqueci de falar no hálito a canalizador, no chulé de electricista, no bafo de onça e a cano de esgoto. Fica para a próxima!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-9023805371011441861?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/9023805371011441861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=9023805371011441861&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/9023805371011441861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/9023805371011441861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/04/suores-e-outras-sensaes.html' title='Suores e outras sensações'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6391498925595343634</id><published>2007-04-02T16:31:00.000+01:00</published><updated>2007-04-02T16:32:21.825+01:00</updated><title type='text'>Ser criança-reflexão</title><content type='html'>O espírito inquieto que tenho leva-me a pensar em muitas coisas. Desta vez são as crianças.&lt;br /&gt; Temos de nos lembrar a todo o momento que já o fomos, que alguns de nós continuamos a sê-lo. Quem não se lembra dos tempos antigos em que brincávamos às escondidas nos quartos, dos dias de aulas, das questões que colocávamos aos nossos pais em cada duvida que tínhamos.&lt;br /&gt; Desde o momento que saímos pelo meio das pernas das nossas mães ou, em alguns casos, das suas barrigas, somos gente, propriamente dita. Começamos logo a questionar tudo o que aparece á nossa volta. Como nascemos tem vindo a ser o primeiro garante conflito interior. Queremos saber como esse processo se desenrola. Queremos saber o nome da cegonha que nos entregou, o nome da árvore onde caímos. Chega de pregar mentiras às crianças. Digam realmente como acontece. Não temos de mentir, basta omitir certos pormenores, mas não para sempre, eles acabaram por descobrir, mais cedo ou mais tarde, por si mesmos. Quando, infelizmente, acontecem os abortos, não vamos atirar pedradas às cegonhas. As crianças ficam com uma má ideia das mesmas. Acham que estes bichos não são seus amigos porque não lhes dão um irmão ou irmã. Quanto às árvores, não deixem os miúdos acreditar que existem crianças podres, porque ninguém as foi apanhar do galho em que estavam e acabam por cair.&lt;br /&gt; É claro, que nem todos somos perfeitos. É claro que ter mãozinhas e pezinhos não é sinónimo de perfeição. Existem algumas lacunas, na dita imagem de igual a Deus quando nos criou, mas, não estamos podres nem a pedrada nos acertou na tola quando alguém atirou a primeira pedra. Todos somos crianças, nem todos são perfeitos. Existe alguém perfeito? Há que compreender a inteligência.&lt;br /&gt; Quando era mais novo, até me chegaram a pulverizar com míldio. O corpo era bom, mas tinha bicho. Era um miúdo traquina. Apelidaram-me de corrécio, um certo tipo de gente que não gosta de estudar e inventa maneiras para se distrair a si e aos outros. Que se porta mal. Mas somos apenas crianças.&lt;br /&gt; Quem não disse palavrões, quem não cometeu erros, quem não teve uma má nota? Quem? Só se for mau da tola ou tenha “bicho”. Acho que sou uma nêspera fora do tempo, ainda não cresci o bastante ou recuso-me a ser adulto. Quero ser banana neste ar meio curvado, esperando que alguém me tire a casca. Gostava de ser abacate, com um interior muito grande. Ser pêssego de nome e no ar, esperando que alguma donzela me passe a mão no pêlo sensual. De ser cebola e saber fazer chorar. De ser um alho e conseguir a longevidade. Quero viver num pomar à espera que alguém me agarre nos tomates.&lt;br /&gt; Chega de criancices.&lt;br /&gt;  Quem não gostava de ir para a cama dos pais a meio da noite, ser bafejado com o bafo deles para se aquecer…por dentro. Quem não deu pontapés nos tim tins dele? Sem querer é claro.&lt;br /&gt; Éramos muito mais felizes e sinceros, na altura. Dizíamos que deles gostávamos se isso fosse verdade. Escondíamo-nos no nosso quarto quando estávamos zangados com eles. Fazíamos birras. Chorávamos com sentimento. E ninguém se sentia mal por isso. Aprendemos a viver o bom e o mau. A vida na sua plenitude.&lt;br /&gt; Lembro as festinhas dos meus filhos. O dançar agarradinhos com eles. A muda das fraldas. A secagem das lágrimas. Os choros meio da noite. Das traquinices. Dos galos nas suas cabecinhas. Das estaladas que me davam, quando na minha cama, se viravam para o outro lado. Dos dedos que nos meus olhos punham fazendo um ardor enorme, quando descobriam as mãos. Da minha roupa suja ao dar as refeições. De tantas máquinas de roupa suja que fiz por estarem a brincar na lama e a saltar em todas as poças de água existentes. As noites mal dormidas. Acordar 12 vezes por noite. O suspirar deles enquanto dormiam. O cheirinho a bebe. O escorregar pelos dedos enquanto eram pequenos no banho. Os banhos que tomámos juntos, a três, lavando-nos uns aos outros. O podermos andar nus pela casa no verão. Eles andarem descalços a toda a hora, mesmo no Inverno. Os abraços carinhosos. Os beijinhos com cuspo. As zangas e as alegrias. Adormecê-los ao colo, passeando pela casa toda. As idas ao hospital e ao pediatra assustadas com as borbulhinhas e escoriações. As febres, os “atarax”es, os “ben-u-ron”s. Os “desculpa pai”. Os dedinhos dos pés e os das mãos. As viagens cheios de coisas na mala. A dependência deles por nós. A nossa por eles. Isto, é ser criança!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6391498925595343634?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6391498925595343634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6391498925595343634&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6391498925595343634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6391498925595343634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/04/ser-criana-reflexo.html' title='Ser criança-reflexão'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-3412429968989386397</id><published>2007-04-02T14:41:00.001+01:00</published><updated>2007-04-02T14:41:31.701+01:00</updated><title type='text'>Álbum de fotografias</title><content type='html'>Ao escolher as fotografias para a casa nova, no meio de tantas caixas e coisinhas, de tanto pó e bocadinhos de cartão das caixas castanhas que as embrulham, com aquele cheiro a mofo tão intenso, guardado também ele no mesmo cartão, lá as encontrei. Todas as que queria. As do Duarte e as da Maria.&lt;br /&gt; A fita larga castanha tirei e logo atrás vieram, agarrados, os primeiros álbuns de bebé, guardados em silêncio nos dois metros cúbicos de memórias. As boas e as más. Das más, breves instantes vieram à cabeça, dos bons lembro tudo, como se pretendesse esquecer o passado menos bom. Na verdade não pretendo esquecer, mas não lembro mesmo. Foi como se uma borracha tivesse passado pela minha cabeça e ocultado o que de menor importância a vida me proporcionou, nos cortes de cabelo que fiz desde então. Ao longo do tempo, este “AVC” de memórias, o Alzeimer da estupidez que todos cometemos, o Parkinson das nossas mãos nos deixam esconder o que já sofremos e o que de mal vivemos a dada altura das nossas vidas. As mãos trémulas impediram-me de ver certas fotografias e assim passei em diante para as que realmente procurava.&lt;br /&gt; É engraçado ver a nossa vida num filme de películas, passadas e guardadas ao acaso, sem ordem e sem classificação alguma. Nem precisamos, a nossa cabeça faz o rastreio e a data dos acontecimentos. Ao ver tudo isto, avivamos a nossa memória, como se daquilo tudo, tivéssemos vivido apenas um pouco. Como se nos tivessem tirado fotografias sem sabermos e sem existirmos. Como se ali estivesse guardado para a eternidade, excertos de tudo o que somos, ou já fomos! Em muitas, como se Deus nos tivesse pregado uma partida e as tivesse tirado, sem repararmos, só para nestes momentos, nos lembrarmos aquilo que fomos, em tempos.&lt;br /&gt; Aqueles olhinhos bem cerrados do Duarte no hospital no dia em que nasceu, a reportagem fotográfica completa (e estúpida) de todos os acontecimentos, o primeiro grito, o primeiro choro, o primeiro colo, o primeiro banho, o primeiro biberão, a primeira cagada nas fraldas e a primeira vez na sanita. Até os cheiros me vieram à memória. São na verdade impossíveis de esquecer. E como o poderia fazer se é algo meu, também. Lembro, com saudade, tudo isto e de dizer: - “como é que uma coisa tão pequenina pode fazer uma coisa tão malcheirosa?”.&lt;br /&gt; Mais abaixo, junto ao canto engordurado de azeite da caixa do lado, estavam as da minha filha Maria. Com elas, estavam as provas das diabruras de criança. O rasgão no canto do olho, contando aquela tangente certeira no bico da mesa da sala, que o penso não deixa esquecer. A caída do primeiro dente e o presente do ratinho dos dentes, cobrado. Os verões de fraldas cheias de chichis… santos. As roupinhas que hoje me parecem de bonecos… e são. Os sítios por onde passamos nos carros que tive que eles sujaram de migalhas de bolachas com chocolate, de açordas feitas na boca, cuspidas sem cerimonia por cima dos cintos de segurança.&lt;br /&gt; Reparo, com tristeza, nos erros de educação que cometi, nos sítios em que acertei. Sei que foi o que na altura quis dizer e fazer, aceitando tudo como o mais perfeito e o melhor para os miúdos. Aprendi com os erros e, ainda que não tenha a fórmula certa para educar, porque também a educação depende do que cada um é, dependendo directamente de cada feitio e circunstância, espero aumentar este meu álbum, agora com uma nova mulher, com uma nova criança nova, reflectindo a cada momento do futuro, o que vivi, o que estou a viver e o que quero para mim e para todos eles. Não deve ser fácil, mas proponho-me e a tirar as fotos. Daqui a uns anos, verei esta longa-metragem num outro álbum de fotografias, de memórias e recordações. Até lá, guardo tudo aquilo que consigo, mantendo ao pé de mim este álbum, numa caixa castanha, num espaço do cérebro, de preferência junto ao coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-3412429968989386397?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/3412429968989386397/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=3412429968989386397&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3412429968989386397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/3412429968989386397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/04/lbum-de-fotografias.html' title='Álbum de fotografias'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-4411289227082041913</id><published>2007-03-29T12:46:00.001+01:00</published><updated>2007-03-29T12:46:34.975+01:00</updated><title type='text'>O nome da Rosa</title><content type='html'>A questão, não é de todo, parafrasear o livro de “Humberto eco” ou um filme nele inspirado com “Sean Connery”. A história, é de facto bonita, e, quem sou eu para ele criticar.&lt;br /&gt; Acho graça ao nome de “cor-de-rosa”. Ao falarmos desta cor, referimo-nos a um vermelho esbatido em branco. Cor clara e brilhante, a mais preferida das mulheres em sobretudo por miúdas em idades magras. Todos sabemos qual é. O que não entendemos, é, para alguns carolas como eu, que têm tempo para pensar nestas coisas, a origem do nome. Pois bem: - as rosas têm muitas cores e todas elas um significado. Por exemplo. – As brancas significam amizade, as vermelhas amor e por aí fora. Põe-se a questão. O porquê do cor-de-rosa? Ao contrário do cor-de-laranja, que s percebe porque as laranjas, só têm uma cor, o rosa não se entende. Ou então todas as cores são cor-de-rosa, porque existem rosas de todas as cores. O facto mais lamentável a este respeito é que se perguntarmos a uma mulher qual é a cor da rosa de gosta mais, ela responde o vermelho. Estúpido não?&lt;br /&gt; Apesar de ser uma flor com uma marca de amor, tem espinhos, não dura nada e é cara. Sempre que as quero comprar, tenho de pedir que me vendam uma rosa vermelha, o que me parece outra estupidez!&lt;br /&gt;  Acham que é preciso me referir à pantera cor-de-rosa? As panteras são todas pretas, como os espinhos das rosas vermelhas e cor-de-rosas.&lt;br /&gt; Tenho de ir, vou comprar uma rosa cor-de-rosa! Rodassssssse!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-4411289227082041913?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/4411289227082041913/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=4411289227082041913&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4411289227082041913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/4411289227082041913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/03/o-nome-da-rosa.html' title='O nome da Rosa'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-6798303267288727646</id><published>2007-03-23T11:00:00.001Z</published><updated>2007-03-23T11:00:47.546Z</updated><title type='text'>O meu hotdog preferido</title><content type='html'>Mais um fim de tarde. Fui buscar os miúdos à escola, e, já em casa, seguidos dos banhos, fomos para a mesa. Quase lacrimejando estava eu, à volta da mesa, na esperança que os meus filhos adorassem a surpresa que para eu lhes tinha reservado. Tinha feito a mousse de manga que tanto gostam. Qualquer coisa de que dez minutos do meu tempo fazem por eles. E sabe bem. Não pode é ser todos os dias. Não que o mimo seja demais, mas, faz mal às suas barriguinhas!&lt;br /&gt; Num surto de sono, pediram-me para adormecer na minha cama. Deixei, por se tratar de um acontecimento pouco usual, embora frequente. Por baixo da capa de edredão castanho, e do lado esquerdo, ficou o Duarte. Do direito a Maria, aguardando o meu chegar. Reservado, ficou à partida, o meu lugar central. Com cuidado para não os acordar, deita-me no meio deles, por debaixo dos lençóis às riscas de cores vivas como o amarelo, o vermelho e o branco, a fazer lembrar um arco-íris. Os corpinhos deles, transmitiam o calor de que lhes é próprio, fazendo lembrar o “ensanduixado” em que estávamos. A dobra dos lençóis, mais parecia a mostarda e “keres-que-te-chupe”, envolto numa fina maionese, a escorrer pela salsicha maior. Saído para fora, lá estava eu, a salsicha, preso naquelas duas partes de pão do meu hotdog. Para estar completo, só me faltava as batatinhas palha, que vendo bem, estavam personificadas no meio dos pezinhos deles, escondidos por entre os dedos e em cor mais escura.&lt;br /&gt; Como sou um tipo de algum alimento, para me sentir completo, precisava de mais uma salsicha a completar tal “menu”. Uma salsichinha bonita, de tons mais claros, toda ela muito perfeitinha e de carácter “nobre”. Não uma frankfurter qualquer para me atazanar o juízo e encher de gordura. Uma linda e “fresca” salsicha de talho. Feita e esculpida com as melhores carnes, enchendo a melhor tripa. Com um belo acabamento nas pontas, capaz de fazer “fritar” de contentamento, de mandar “cozer” os que me chateiam, que não me deixa “grelhar” a cada momento mais difícil.&lt;br /&gt; Onde andas tu, nesta manhã que me parece cinzenta? Andas escondida nesta lata que é a vida, no meio de tantas outras que parecem iguais, mas onde sobressais? Só penso em te comer, em te dar uma dentadinha. Deixa-te levar na minha mão quando te tentar tirar. Deixa ficar o teu sabor na minha boca, tal como num beijo enternecido de namorados.&lt;br /&gt; Junta-te às júnior e à bebé e vem grelhar comigo, senão, frito das ideias. Fico sem gosto e apodreço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-6798303267288727646?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/6798303267288727646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=6798303267288727646&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6798303267288727646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/6798303267288727646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/03/o-meu-hotdog-preferido.html' title='O meu hotdog preferido'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-5263600579602543755</id><published>2007-03-19T18:31:00.000Z</published><updated>2007-03-19T18:32:12.043Z</updated><title type='text'>Branco mais em branco não há</title><content type='html'>Sábado, 14.30h. Comecei a empacotar as minhas roupinhas. Juntei alguns livros, as meias, os casacos, as luvas e o gorro. No necessaire levava os batons, a pasta e a escova de dentes, a escova do cabelo, shampoo, os cremes para a barba e a espuma de barbear. Estava pronto para mais uma semana de férias. Desta feita na neve. Um mundo branco me esperava pela primeira vez.&lt;br /&gt; Chegados a casa de amigos, trocamos de carro e na mala, depositámos as malas de viagem cheias até cima. Comparámos Cd´s e pusemos a tocar o mais alegre. Numa alegria geral contagiante seguimos em busca do nosso Graal, lá para os lados de Andorra. As feiticeiras do Luís Represas, os restolhos da Mafalda, e Sei de cor do Paulo Gonzo, faziam companhia, para alguns de embalar, para outros de encantar e cantar. Perante os intervalos destas musicas ouvia-se o ruído do motor diesel do carro, embora que suavemente. Dez horas e muitos xixis depois, chegamos.&lt;br /&gt; O dia amanhecia bonito. Os tons de azul do céu, sombreados pelo sol ao amanhecer, deixavam transparecer a calma de mais um dia na estância de neve, envolto naquele branco celestial. Pautada por pequenos castanhos das ervas secas que se queriam fazer ver no meio da neve, de vez em quando, aqui e ali, lá aparecia um pouco de terra, para nos fazer lembrar que não tínhamos chegado a céu. Não que faça ideias de ir para lá, o inferno é muito mais quentinho! Se bem que com tanto frio, o inferno, poderia ele mesmo morar ali.&lt;br /&gt; “Toca a tirar tudo do “coche” que se faz tarde!”. Temos de ir buscar os ski`s (pré reservados) e os cartões que nos acreditam para o deslize nas pistas. O espírito das férias contagiara-nos.&lt;br /&gt; Chegaram os dois outros casais de convivas. Malta que não conhecia, mas que brevemente se revelaram merecedores das melhores atenções. A cerimónia em abrir portas, passar à frente nos elevadores e na entrada para o restaurante, antepuseram uma semana de riqueza de pequenas partidas e lisonjeiros comentários das partes. O espanhol “hablado” nos almoços, sempre à uma da tarde e sempre seguidos das aulas para os menos expeditos, conquistavam corações. As piadas sempre prontas que revelaram camaradagem, ora troçando uns com os outros, ora fortalecendo a mente do mais incauto, dando força para mais um ou outro pormenor de falta de experiência.&lt;br /&gt; Os jantares, esses sim, uma verdadeira paródia, começando e acabando em risadas barulhentas e fortificadoras do espírito que se queria fazer sentir, ora regadas a vinho ora a “canhas”, antecipavam uma noite em que ninguém conseguia dormir, mas sempre dormindo e até ressonando. Quase sempre, qualquer um dos convivas, apresentava-se no banquete com uma fome doida que os três pratos, por cada um comido, não deixam mentir, muito embora, alguns, muitas vezes os homens, tivessem cada um dos três partos cheios demais. É que a neve dá muita fome!&lt;br /&gt; Depois das pistas, seguíamos para um pequeno SPA, onde as águas da piscina enregelavam-nos como que nos preparando para um banho turco seguido do “jacuzzi”. Quem quisesse continuar o desporto, só lhe restaria o fim de tarde passado no quarto a fazer “sei lá o quê”. Claro que podia ter passado essas horas a dormir ou a engomar, mas, tinha esquecido o ferro em Lisboa.&lt;br /&gt; A neve trazia um descanso absoluto. Não conseguíamos pensar em trabalho, em tarefas, em nada. O branco da neve devolvera-nos as preocupações de criança bebé. Até a um ponto em que a nossa própria cabeça estava em branco. E branco mais em branco, não há!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-5263600579602543755?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/5263600579602543755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=5263600579602543755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/5263600579602543755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/5263600579602543755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/03/branco-mais-em-branco-no-h.html' title='Branco mais em branco não há'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-117035539826449030</id><published>2007-02-01T18:42:00.000Z</published><updated>2007-02-01T18:43:18.280Z</updated><title type='text'>E dizem que não há dinheiro</title><content type='html'>Cada vez são mais, constantes as vezes que se vêem mais pessoas, juntas a um qualquer balcão, seja de pastelaria ou de café, a comer uma sopa. Deambulo com insistência pelo “baloiço” nº 427 da Columbano Bordalo Pinheiro, na tentativa de chegar perto do balcão e pedir o meu descafeinado. Está tudo cheio, cheio de gente a comer uma carcaça, seca de manteiga, sorvendo uma sopa. A fome aperta pelas 13 horas. Engraçado é, que esta gente, para além de sorver, come de boca aberta como que lançando um ar espantado quando, d quando em vez, olha para mim, com aquele olhar esgazeado, abrindo os olhos, lançando um olhar de quem não olha para lado nenhum, ao mesmo tempo que franze as pestanas. As rugas, cansadas da idade, adivinham a condição de cada um. Os pescoços enrugados das pessoas do campo que vieram à cidade para mais um tratamento no IPO, os dentes, ou a falta deles, das mulheres que trabalham a dias, num compromisso de quem não quer chegar tarde à 4ª casa onde têm emprego, e ainda são 13.15 horas, contrastam com a falta de modéstia dos mais abonados que se sentam nas mesas e gritam ordens para os empregados que não têm mãos a medir. Tudo chegou ao mesmo tempo, todos têm a mesma pressa, todos partilham este mesmo café/restaurante/snack-bar. Mas qual a diferença entre eles senão 3 euros por dia. Por vezes nem isso.&lt;br /&gt; Posto isto, não entendo as filas de trânsito da cidade que dizem cheirar bem. Só se não forem atrás de um autocarro da carris com 23 anos ao serviço dos alfacinhas, que verde, nem vê-lo ao almoço, senão nas “sandéres” de ovo mexido a enganar o colesterol, ainda por cima do mau!&lt;br /&gt; Atravesso a rua, que procuro encontrar, no meio da multidão que deixou o café ao mesmo tempo que eu, dissimulados pelo fumo do tubo de escape do laranja que têm inscrito à frente – MAN, que insulta a chuva miudinha, que provoca as poças por onde este mesmo autocarro passou e encheu toda a malta de água. E tudo isto em fracção de segundos. Molhados, com o estômago enganado em pão, com alguma lama a escorrer nos nossos “kispos” e “anourakes”, vamos dando com os guarda-chuvas que temos abertos, uns nos outros, qual zorro a combater os mexicanos. Suspiro de alivio quando chego ao outro lado, e não é por lá estar a Catherine Zeta Jones, não. Encontrei a porta para onde me dirigia enquanto era “guiado” pela multidão. Baralhado pelas tosses, pelos “atchins”, e pelo meio dos espadachins, cheirinho a coelho guisado emanado do vizinho dos ¾ ºs de passo à frente, chego. &lt;br /&gt; As palavras “saldos”, “promoções” e “descontos de 50%” desfilam nas montras das lojas de confecções, malhas e lãs. Lá dentro, mais uma vez, as pessoas amontoam-se, acotovelem-se, e dão bengaladas com os seus chapéus-de-chuva tortos, não pelo vento, mas pelo esgrimir que terminou, tal como eu, quando atravessaram a rua. O dono da loja, chinês, acabou de contratar mais uma chinesa. Acho que é filha dele, tendo em conta a idade. Veio substituir a tia e a irmã, acompanhada pela colega da escola que penso ser cunhada, apesar da idade! Foram almoçar do outro lado da rua, agora que o café/snackbar/restaurante está vazio. O man in black, dono destes estabelecimentos, sempre vestido dos pés à cabeça de negro, incluindo as unhas, continua a embrulhar “merendas”, “rins”e “Sandéres” a toda a velocidade, cuspindo nos dedos a cada volta no papel de embrulho. A camisola de Inverno (negra) que usa todos os dias, hoje parece ter caspa, mas não, é farinha dos “enfarinhados” e do pão de mistura que a Dª Jenoveva do 3º esquerdo encomendou e mandou a Alice buscar. Obligado- dizem as chinesas, agora donas do restaurante japonês lá do bairro, onde nem elas lá vão.&lt;br /&gt; Vou para a baixa. Também eu tenho dois empregos!&lt;br /&gt; Ouvindo as conversas dos meus “amigos” negros com as croatas que chegaram ontem ao rossio, discutindo o “preço” certo, agora em euros, passo por mais de uma centena de lojas iguais às da Columbano, com os mesmos dizeres e com os mesmos chineses. A miúda já lá está a substituir a mãe que foi almoçar com a tia e a cunhada ao Baloiço 427, e que chegou tarde.&lt;br /&gt; O café de lá da rua está cheio de pedintes, prostitutas, negros e bêbados, que se conhecem todos uns aos outros. A classe mais alta que frequenta este estabelecimento, são os vende doures (não é erro) de lotaria, que fazem negócios com os plastifica doures ( ) de cartões. Acho que ainda não perceberam que os cartões vêm todos plastificados, e, os que não vêm é porque não se podem plastificar. Por outro lado, acho que a policia é que ainda não percebeu que eles não plastificam, nem vendem lotaria, até porque a “casa da sorte” e o “campeão” são ali mesmo ao lado. Nem 20 metros!&lt;br /&gt; O presidente da câmara explica que as “boas” classes, a alta e a média, já não vão à baixa (belo trocadilho), fazem as suas compras em centros comerciais e em outras zonas da nossa cidade. O que é certo é que cada vez há mais lojas e mais centros comerciais. E ainda dizem que não há dinheiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-117035539826449030?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/117035539826449030/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=117035539826449030&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/117035539826449030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/117035539826449030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/02/e-dizem-que-no-h-dinheiro.html' title='E dizem que não há dinheiro'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116888724138825170</id><published>2007-01-15T18:53:00.000Z</published><updated>2007-01-15T18:54:01.406Z</updated><title type='text'>Porque era um louco</title><content type='html'>Nem sabia mais o que pensar. As mulheres da sua vida foram muitas. Nem dos nomes todos delas se lembrava. Apenas de algumas, as verdadeiras, as que mexeram consigo e como seu coração. Não deixava nada ao acaso. Tinha a lembrança dos pormenores. Uma memória invejável para saber os gostos, tanto das roupas que usavam, às viagens que tinham feito e queriam fazer, os pratos predilectos, os signos, os nomes dos filhos, família e amigos. Até nos momentos mais íntimos, sabia, porque os estudava, os sítios predilectos em que essas mulheres gostavam de ser tocadas, o que as fazia estremecer, enlouquecer e zangar.&lt;br /&gt; Contava para si mesmo, as histórias de casos que tinha tido, com requintes de malvadez e pormenores sórdidos dos acontecimentos. Sempre com o maior dos respeitos, e, afinal, eram historias só dele. O como tinha acabado as relações e como elas tinham acabado consigo. Lembrava-se dos mais ínfimos detalhes de cada uma, apenas esquecendo-lhes os nomes. Era um louco. Um louco de amor. Sempre à procura disso que julgava existir e não tinha encontrado. Os amigos faziam-lhe relatos do que era isso de estar apaixonado, de se sentirem amados. Nunca o entendeu, nunca o sentiu, nunca lhe aconteceu. &lt;br /&gt; Para ele as mulheres eram tudo o que de misterioso a vida tem e nunca se poderá entender, daí nem tentar. Para quê? Ter trabalho se estava tão bem como estava. Perdeu-se na vida. Nunca teve o principal. Tudo, porque era um louco!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116888724138825170?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116888724138825170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116888724138825170&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116888724138825170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116888724138825170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/01/porque-era-um-louco.html' title='Porque era um louco'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116888573995134645</id><published>2007-01-15T18:27:00.000Z</published><updated>2007-01-15T18:28:59.966Z</updated><title type='text'>Perguntas parvas</title><content type='html'>Tenho constatado as perguntas parvas. Só não entendo é porque as faço também e insisto em receber resposta. Dou exemplos: &lt;br /&gt; - És parvo ou quê?&lt;br /&gt; Esperamos mesmo uma resposta afirmativa para esta pergunta. Esperamos mesmo uma resposta sequer?&lt;br /&gt; - Queres apanhar?&lt;br /&gt; Costumo ouvir isto de Pais que se estão a zangar com os filhos. É claro que os filhos respondem que sim, não é?&lt;br /&gt; - Já chegas-te?&lt;br /&gt; Quando chegamos a casa, quem lá está faz-nos quase sempre esta pergunta. Merece resposta? Ou dizemos que “não”!&lt;br /&gt; - Tas a ouvir?&lt;br /&gt; Ora bem, se respondermos qualquer coisa, é porque ouvimos. Se não respondermos, somos mal-educados, porque como não temos problemas de audição conhecidos, é claro que ouvimos. Mas porque é que nos perguntam isto?&lt;br /&gt; Irrita-me solenemente, o “onde estás?” a cada vez que atendo uma chamada. Não tenho de dar justificações a ninguém de onde estou, por isso telefono. Se quisesse que soubessem, aparecia, não telefonava.&lt;br /&gt; E o “já chegas-te?” ao telefone!&lt;br /&gt; Claro que cheguei, por isso é que estou a telefonar, apetecia-me gastar dinheiro e não sabia como, estou mesmo aqui e resolvi telefonar na mesma.&lt;br /&gt; E aquela pergunta da manhã quando entro na sala: - então já acordas-te?&lt;br /&gt; Normalmente não respondo, até porque seria um pouco desagradável.&lt;br /&gt; Realmente para perguntas parvas, as respostas devem ser mais ainda!&lt;br /&gt; P. S. &lt;br /&gt; Sem querer ser machista, as mulheres têm mesmo esta mania de fazer perguntas parvas. Acho que apenas querem atenção, não ouvir as respostas!&lt;br /&gt; Beijos a todas elas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116888573995134645?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116888573995134645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116888573995134645&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116888573995134645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116888573995134645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2007/01/perguntas-parvas.html' title='Perguntas parvas'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116722245042591760</id><published>2006-12-27T12:27:00.000Z</published><updated>2006-12-27T12:27:30.440Z</updated><title type='text'>O meu natal</title><content type='html'>Na verdade, este ano, o meu natal é passado na noite de 24 para 25 de Dezembro. Estranho! É como a noite de fim de ano, que é sempre passada de 31 para 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tenho andado nas compras de presentes para todos os que gosto. A azáfama das compras complica-me o sistema nervoso. Tudo a gastar dinheiro que não têm, que pedem à banca, em sistemas de “cofidis” e outros créditos pelo telefone, ou, simplesmente carregam os seus cartões de crédito contribuindo para isso com mais um ano de grandes lucros para as instituições de crédito. Tudo, dizem, a favor das crianças e desprotegidos, como se não fossemos nós todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se me dizem que o natal é quando um homem quiser, prefiro responder, que nesta data sou apenas uma criança. E não, não sou um desprotegido, até me considero um privilegiado, apesar de tudo. Tenho o que comer, uma casa, embora não seja minha, os meus meninos, um pai, uma mãe, um irmão, sobrinhos e amigos. É preciso mais. É sim, um amor. Alguém de quem gostamos. E não por esta ordem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tal como nas fitinhas do Bonfim, tinha três desejos para este natal. Realizaram-se antes dele. Os meus filhos tiveram óptimas notas na escola, estamos todos com saúde, pais e filhos e paz no mundo. Lérias! O que queria mesmo, não desdenhando os objectivos de qualquer modelo ou nova miss, era que tudo comigo e com os meus estivesse bem. Queria ganhar mais do que ganho, o melhor, de acordo com as minhas ideias para os maus filhos, sem ser egoísta, que todos na família se dessem bem apesar dos feitios e contradições da vida. Afinal todos somos diferentes e é isso que nos faz ser seres únicos. O melhor de nós é aquilo que sentimos, mesmo que ninguém esteja para o ver. Somos o que somos, o que sentimos e acreditamos. Com um pingo de lágrima fecho este parágrafo, não por tristeza, mas por alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Claro que o ano poderia ter corrido melhor, mas, poderia ter corrido muito pior. E o que é isso? O que nos dá aprendizagem e faz com que tomemos conta das realidades do mundo, fazendo-nos sentir dignos de por cá estarmos, partilhando as nossas vidas, o bom e o mau, com quem mais gostamos. Posso dizer, por isso, que só conheço pessoas impecáveis, os outros, são meramente pessoas com quem me cruzo e nada tenho para lhes dizer, nunca estando interessado no que me querem dizer. Não me interessa. Os meus amigos são os maiores, são meus. São, por quem me preocupo, em quem acredito e tento ajudar, sempre que possível, e isso são todos os dias, sabendo que quando precisar, também eles vão lá estar, onde quiser, ás horas que pretender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quero lá eu saber de encher as minhas meias 45 de presentes que me dão por obrigação. Quero é estar bem e me sentir bem com quem mais gosto. Chamem-lhe egoísmo, para mim, isto é o natal! Só acho é que podia ser mais vezes, no mesmo ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116722245042591760?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116722245042591760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116722245042591760&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116722245042591760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116722245042591760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/12/o-meu-natal.html' title='O meu natal'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116611442952386672</id><published>2006-12-14T16:39:00.000Z</published><updated>2006-12-14T16:40:29.526Z</updated><title type='text'>O acordar dos sobreviventes</title><content type='html'>Pessoas que se distinguem, são por certo os sobreviventes. Não uns sobreviventes de qualquer acidente mas sim da vida. Com as enormes crises de identidade que atravessamos neste mar de ondas irregulares, é nos momentos em que as marés descem que pensamos no que de bem e mal temos feito para levar a bom porto o nosso barco. Aparentamos ser donos de um barco sempre maior do que o que realmente temos, sem duvidar da nossa capacidade de o manusear e atracá-lo com discernimento e prudência. As entradas nas marinas, são sempre feitas com cautela para muitos, embora outros há, que não respeitem os códigos de prudência e ponham os motores em altas rotações. Sou um destes. Prefiro arriscar, até porque para velejar preciso de ajuda. Para ir ao mar alto preciso de um outro marinheiro que ajude a remar do outro lado, senão dou voltas e voltas em torno do mesmo remoinho, sem nunca conseguir sair dele. Fico preso, mas até quando?&lt;br /&gt; Procuro as marés-altas, com ondas enormes, para que possa, finalmente, surfar e encarrilar, transformando a minha embarcação num eléctrico que não sai da linha. Não tem de ser amarelo, basta ser. Quero tudo a que tenho direito. Mesmo encarrilando tenho curvas e paragens para fazer. Só espero não ter muitos apeadeiros pela frente. Nunca mais dos que tive até então. Quero pisar terra firme, sentir-me seguro e não enjoar nunca mais. Estou farto dos “vomidrines” que a vida me tem proporcionado. Embora tenha aprendido com estes troncos de madeira serrados como que de propósito para a minha linha, com cardumes de peixes espadas que me espetaram o coração e tentaram afundar a minha embarcação, ponho sempre mais uma vela, mesmo que rasgada, e sigo viagem para outro porto, para outras paragens. Deixo sempre em terra, lembranças. Trago comigo, sempre, memórias e os diários das minhas paixões, que embora tenham acabado, fizeram de mim, um ser feliz durante algum tempo. Carrego comigo os baús da minha vida, os meus dois filhos. Estão leves como nunca, mas sempre ocupam um espaço enorme que não consigo me livrar deles, como se o pretendesse. Chamo-lhes de um e dois, quando procuro o terceiro, sem procurar. Não preciso de os abrir porque nunca me esqueço o que contêm. São o melhor do meu guarda-fato, as minhas melhores fotografias, as minhas melhores recordações. Não as tenho em DVD`s nem em cassetes, estão guardadas na memória do meu disco rígido que nunca terá vírus. São os piratas da minha vida que hasteio a cópia das suas caras na bandeira que ponho no mastro, nunca a preto e branco.&lt;br /&gt; No meio das ondas, junto á doca, vislumbrei o que não consigo discernir se era um golfinho, se uma sereia. O certo é que me guiava e inspirava nas manobras quando estava a atracar. Convidei a sereia, na expectativa de que de uma se tratava, para vir comigo, para que me ajudasse a carregar os meus baús para dentro do eléctrico amarelo. Espero, ansiosamente, que as barbatanas desapareçam e se transformem. Será que tem pernas para andar? Ela ou o eléctrico? Espero que os dois. Trás consigo uma sacola, gira por sinal. Vai transformar-se em baú dentro de anos. Não sei, é se consigo carregar tanta coisa, mas com ajuda tudo é possível. Necessito entretanto é de um barco maior, com mais camas, com outros utensílios como o GPS, rádio e telefone. No eléctrico, vou pintar cores garridas e anunciar a todos, mesmo os que não conheço, que estou no caminho certo, e vou em frente. Qualquer tronco que no meu carril cair, será como um pequeno galho, e vou passar-lhe por cima, como se nunca lá estivesse. Reparo que o leme é igual ao “volante” do carro eléctrico, sem nenhuma alteração, facilitando a condução e a viagem.&lt;br /&gt; Acordo deste sonho, a sereia continua lá ao meu lado, e somos sobreviventes desta vida cheia de tempestades, muitas vezes feitas num pequeno copo de água. Quem disse que a água e electricidade não combinam. Somos ambos bons condutores, pretendemo-nos, sem nos atrapalhar, conduzirmo-nos um ao outro, ignorando ondas, ventos, tempestades, descarrilamentos e faltas de carris, que se necessário construiremos mais para seguir a nossa viagem. Para nós devem ser obstáculos a transpor, sem dificuldades acrescidas, até porque no fim, temo-nos, sempre um ao outro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116611442952386672?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116611442952386672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116611442952386672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116611442952386672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116611442952386672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/12/o-acordar-dos-sobreviventes_14.html' title='O acordar dos sobreviventes'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116610677434697251</id><published>2006-12-14T13:55:00.000Z</published><updated>2006-12-14T14:32:54.360Z</updated><title type='text'>Mais uma vez o amor</title><content type='html'>Todos nós nos enganamos na vida. Aquilo que mais me custa é enganar-me em relação ao amor e desamores. Continuo a acreditar no amor incondicional e verdadeiro, sincero e disponível. Só com isto me sentirei realmente feliz e despreocupado. Comparo, por vezes, o amor ao dinheiro. Existe outra coisa, que não estas duas, que nos tragam a felicidade, sejam ela o que for? Não.&lt;br /&gt; Sei que se complementam. Sem amor não existimos realmente, sem dinheiro também não. Mas não basta termos um pouco de cada uma, temos sempre de ter as duas, em conjunto. Só de amor não vive o homem, mas sem dinheiro também não.&lt;br /&gt; É frequente, quando nos distanciamos de alguém que pensávamos gostar, agarrarmo-nos a músicas românticas, que ouvimos a dois, a passarmos por momentos de nostalgia onde a vida não tem qualquer interesse e ordem, a demorarmo-nos mais tempo a arranjar ao inicio das manhãs cinzentas que temos, sem qualquer tipo de ideia para o que vamos vestir nesse dia. As cores não nos interessam e a opinião dos outros, muito menos. O acto de comer, mais parece uma tarefa árdua a que somos obrigados para não cairmos para o lado. A vida corre mal e nada nos interessa.&lt;br /&gt; O contrário também acontece. Quando nos enamoramos, sentimos um prazer enorme em viver, tudo corre bem, até nos negócios temos sorte. Parece que estamos com outra disposição. Parece não, estamos mesmo! Procuramos enveredar por uma conquista de coisas melhores que valorizamos e sentimo-nos vocacionados para as atingir. As músicas são todas lindas e giras. A nossa memória enlouquece e melhora. Sabemos de cor coisas que não ouvimos há muito tempo e usamos as letras para comparações estúpidas do nosso dia-a-dia. Todos os dias são bons, e apetecíveis. Acordamos na intenção de agradar alguém, que nos agrada, e muito. Não fazemos projectos nem conjecturas, apenas queremos viver este dia, como se não houvesse outro, amanhã. O sol é o astro de eleição, mesmo sendo Inverno. O frio não nos preocupa e saímos de mangas arregaçadas à procura do dia. Sentar à mesa é sempre uma “última ceia”. Especialmente quando estamos acompanhados deste amor. Rimo-nos de coisas parvas e sem piada nenhuma. Passamos as horas com um sorriso medonho e insultuoso para quem não sente o mesmo que nós.&lt;br /&gt; O acto de acordar todas as manhãs, é um momento idílico, ao contrário das que tivemos sem amar, sem esperança, sem vontade de levantar e abrigarmo-nos no quente dos lençóis. Há melhor acordar do que um apaixonado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116610677434697251?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116610677434697251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116610677434697251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116610677434697251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116610677434697251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/12/mais-uma-vez-o-amor.html' title='Mais uma vez o amor'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116610453783760968</id><published>2006-12-14T13:54:00.000Z</published><updated>2006-12-14T13:55:37.863Z</updated><title type='text'>O sabor das comidas</title><content type='html'>Tenho afirmado inúmeras vezes que tenho um jeito especial para a cozinha. Sabemos que adoro cozinhar e fazer refeições à base de entradinhas, para familiares e amigos. Isto, dá-me uma certa capacidade de, quando vou fora, distinguir sabores e conhecer os ingredientes que por lá (nos restaurantes) põem nos seus petiscos. Esta capacidade tem vindo a ser cultivada há muitos anos, com jantaradas e almoços mais simpáticos.&lt;br /&gt; O que não tenho conseguido gerir, na minha formação académica, é aquele comentário sabujo da distinção de sabores: - sabe a bafio, sabe a fénico e a detergente. Como não consigo imaginar-me a beber detergente, a comer bafio e nem sei o que é fénico, não entendo estes preciosos comentários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116610453783760968?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116610453783760968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116610453783760968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116610453783760968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116610453783760968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/12/o-sabor-das-comidas.html' title='O sabor das comidas'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116610306619740641</id><published>2006-12-14T13:30:00.000Z</published><updated>2007-02-25T21:15:31.283Z</updated><title type='text'>A resposta do meu Paizão</title><content type='html'>Embora um pouco atrasado venho cumprir a promessa que fiz há meses de responder ao Peu. Para informar todos os leitores deste blog de que eu também digo que um tipo de quem eu sempre gostei foi deste meu filho. Um coração de oiro, com um sentido de humor invulgar desde muito pequeno, endiabrado mas responsável, com um jeito especial de escolher os seus amigos, forte, destemido e aventureiro, leal e cavalheiro, tornou-se adulto muito cedo. Empreendedor, com um talento especial para descobrir oportunidades, nunca teve muita pachorra para estudar. Talvez pelo seu temperamento rebelde nunca quis deixar-se formatar pela ordem estabelecida e sempre seguiu o seu caminho com uma determinação que até eu, por vezes, temia, por contrariar as normas impostas por uma sociedade espartilhada e, por isso mesmo, por desfechos eventualmente menos favoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelente filho, sempre deu um sentido especial a esta palavra e uma alegria profunda por ser pai dele. Por vezes cheguei a crer que nem o merecia. Talvez por ser humano e muito sensível não teve uma infância facilitada nem todos o compreenderam tal como ele era, foi e ainda é. Enfrentou fortes dificuldades por não ser de obediência fácil e sofreu muito por isso. Mas encontrou sempre dentro de si aquela força anímica quase telúrica que o levou a resolver problemas gravíssimos absolutamente sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida e as suas emboscadas, a par de um destino nem sempre benévolo nem carinhoso, afastaram-nos de uma vivência continuada e do partilhar diário dos problemas que deveríamos ter resolvido juntos. Mas nem por isso ele deixou de ser aquele menino que, mesmo sem saber nem querer, demonstrava pelo pai aquele afecto tão especial, único e carregado de ternura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes, meu Filho, esta admiração que eu tenho por ti e por tudo aquilo em que te transformaste ainda é maior porque sei (se sei…) que ninguém na família tem, ou tinha, os teus traços de personalidade. O que significa que não sais a ninguém e que forjaste o teu próprio carácter sem herdar o que quer que fosse, o que aumenta o teu valor individual. Bem gostaria de poder dizer que sais a mim. Mas não, sempre fui um lírico, nunca tive os pés bem assentes no chão e saio desta vida sem nada de que me orgulhe. A não ser de ter um filho como tu. E como o teu irmão, claro, mas esta agora é dedicada a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa com que ainda me posso congratular é a de ter contribuido para a tua formação interior, mais pelo exemplo do que pela orientação. Mas esse exemplo centrou-se apenas na forma de conduta para com os outros e pela abertura total com os meus filhos que tu demonstras ter também. Pouco mais. Mas dá-me conforto nos momentos de nostalgia e de lágrima mal contida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao limpar do cú aos teus filhos, quem me dera tê-lo feito mais vezes. Ainda recordo com saudade as vossas monumentais cagadas até ao pescoço. Que eu limpava desmanchando-me a rir e com o coração a transbordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último desejo: continua a ser exactamente o que és. O caminho é esse, da lealdade, da coragem, do saber estar, de dar o melhor que temos sem olhar a quem. E de conseguir transformar esta breve passagem pela vida em qualquer coisa que valha a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116610306619740641?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116610306619740641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116610306619740641&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116610306619740641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116610306619740641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/12/resposta-do-meu-paizo.html' title='A resposta do meu Paizão'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116187515693885079</id><published>2006-10-26T16:05:00.000+01:00</published><updated>2006-10-26T16:05:56.940+01:00</updated><title type='text'>O que é isso de ser um gentleman?</title><content type='html'>Não existe homem que não cuide da sua imagem. A cada ano que passa a sociedade tornou-se mais exigente, não só pela vida que levamos como pelo que aparentamos ser. Se bem que sê-lo não chega, temos acima de tudo de parecê-lo. Nada, como que por acaso, o homem deve cuidar de toda a sua imagem. Quando falamos de imagem não nos podemos referir única e exclusivamente ao que vestimos, ao que calçamos e ao nosso aspecto físico, existe um sem numero de muitas outras coisas que nos fazem sentir desejados, não só por mulheres como por homens também. O sentirmo-nos desejados, não implica, necessariamente, o sexo, se bem que para alguns o fim de todos os caminhos, é sem sombra de dúvidas, esse.&lt;br /&gt; Acho que necessitamos, sobretudo de reconhecimento, esse é o maior trunfo do homem que se quer tornar um gentleman. Um verdadeiro cavalheiro é alguém que não deixa nada ao acaso. Mas afinal o que é este “nada”?&lt;br /&gt; Obviamente depende do estilo que se quer ter, mas o corte de cabelo é muito importante. Deve ser meio clássico e meio moderno, acompanhando as tendências. Tal como o penteado, as unhas são um cuidado que o homem deve ter, sempre bem tratadas, cuidadas e limpas. Também a indumentária deve ser alvo de uma escolha criteriosa. Dependendo do tipo de profissão e do que fazemos no nosso dia-a-dia, a escolha dos fatos e das camisas tem de merecer a nossa melhor atenção. Os sapatos, sempre engraxados. As calças sempre bem vincadas, sempre foram sinónimas de bem-estar na vida, e, de bom gosto.&lt;br /&gt; Na sociedade actual, foram tirados aos homens os meios para o fazer. O que é feito das manicuras dos “salões de beleza masculinos”, os barbeiros? Aí, aparavam-se barbas e bigodes, arranjava-se unhas aos cabelos. Apareciam os “sapateiros”, sempre simpáticos e que, mais tarde ou mais cedo, tornavam-se como que amigos do calçado dos nossos pais e avós. Conheciam-nos num tempo em que não se tinha tanta variedade. Mas estavam sempre impecáveis. Estes, por assim dizer, “Barbeiros” foram os primeiros Spas masculinos. Salas de culto que todos frequentavam, sem excepção. Comentavam-se aí as notícias do dia, as guerras da altura, as meninas chegadas de novo à cidade. Até se faziam negócios! E ninguém se atrevia chamar nomes aos clientes, ou querem-me dizer que os homens dos saudosos anos quarenta, eram gays. Quem não tem um avô que arranjava as unhas?&lt;br /&gt; Pois é, ser um cavalheiro de verdade, nos dias de hoje não é fácil. Saber um pouco de todos os assuntos é algo a que o cavalheiro tem de estar atento. Mesmo em questões menos masculinas, como os bebés e as casas, como e onde se faz as melhores compras, os cuidados que temos de ter com a saúde. Saber sobre tudo, torna-nos cada vez mais, perfeitos, e ao sermos o mais perfeito possível, só nos torna melhores pessoas, o que por consequência, nos torna mais apetecível às mulheres e razão de comentários invejosos masculinos. Assim, todos quererão ser nossos amigos.&lt;br /&gt; Ao gentleman é exigida educação, tal como o “berço”. Nada disto tem que ver com “o se tem ou não dinheiro”. Conheço quem não tenha dinheiro e tenha “berço” e o contrário também. O “berço”, nasce-se com ele, e completa-se com educação. O dinheiro adquire-se, ou por via urinária, ou ordinária. Ou se nasce vindo de famílias endinheiradas, ou adquire-se com negócios escuros. O berço é tudo na vida, quando se o tem, vai longe, quando não se o tem, não tem nada. Pode, um dia, ser bem sucedido profissionalmente, ser bem visto pelo público feminino, ter dinheiro, uma boa casa, até ser o orgulho dos amigos, mas, nunca tudo junto!&lt;br /&gt; É ser alguém que dá o lugar, mesmo nos autocarros ou metros da cidade, às senhoras. É estar atento àquilo que as mulheres deste mundo querem, e tentar satisfaze-las, sem prejuízo de ser mal interpretado. É saber ouvi-las com vontade, o que é difícil, por vezes! É dar o braço a torcer quando necessário. Sem ser parvo! Sem ser mariquinhas. Isto é ser um gentle man, em separado!&lt;br /&gt; Quem não gosta de ser visto com alguém atencioso? Alguém simpático, inteligente, e ao mesmo tempo educado? Quem não gosta de conhecer bons vinhos e ser apreciado por isso? Quem não gosta do piropo feminino em relação à nossa roupa? Quem não saboreia os louros de um negócio bem conseguido? Quem não gosta de ser reconhecido pelo que tem e conquistou, sem ser gabarola ou “novo-rico”? Enfim, que não gosta de ser gostado, e ser visto como um gentleman? Mas tudo isto sem esforço. Que não o faça com o objectivo de ser visto assim. Deve ser uma coisa natural, que tem de sair de cada um a qualquer momento, ou deixa de ser gentleman e passa a ser um vendedor de si mesmo, de uma imagem que afinal não possui, apenas uma ideia do que pretende ser, e não consegue! Existe algum? Gentleman!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116187515693885079?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116187515693885079/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116187515693885079&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116187515693885079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116187515693885079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/10/o-que-isso-de-ser-um-gentleman.html' title='O que é isso de ser um gentleman?'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116187509397521964</id><published>2006-10-26T16:04:00.000+01:00</published><updated>2006-10-26T16:04:53.983+01:00</updated><title type='text'>O conhecimento</title><content type='html'>Era um estudante, aparentemente médio. Daqueles que nem são bons nem maus. Tinha boas notas a algumas disciplinas e às outras, conseguia tirar sempre negativas. Do género, percentil 50. Numas era o cem, noutras o um. Excelente aluno de matemática, que adorava, tirando por vezes 20 valores, e para coisas, teoricamente mais simples, nem as conseguia entender. No seu tempo, não existia explicação para este facto, mas mau aluno e pouco estudioso, é não era. Como qualquer pessoa tinha dotes. Ou se tem jeito ou não! Se para umas coisas era um perfeito burro, já para outras era um génio.&lt;br /&gt; Hoje falamos e ouvimos muitas vezes falar, em défices de atenção, síndrome de aspergen, autismo, dislexia, antigamente, falavam-nos em estúpidos, burros e sem vontade de estudar. Como se pode ser burro e ao mesmo tempo ser excelente aluno a matemática e físico-química? É de notar que o desconhecimento, começa pelos pais, em não procurarem saber as respostas para entenderem os seus filhos, levando-os a psicólogos ou mesmo, em casos mais simples, ao médico de família. Seria necessário fazer um rastreio das chamadas novas doenças. Mas sempre as houve. Ninguém falava era nisso! Interrogamo-nos então, o porquê de serem novas se sempre existiram. Hoje, apesar de passarem menos tempo com os seus filhos, mesmo estando mais longe, estamos mais perto deles. Se uns se queixam de ter pouco tempo para passar com os miúdos, outros gabam-se, por exemplo de ter “tempo de qualidade”. Para quê estar muito tempo em casa a olhar para a televisão com eles ao lado, se não os acompanhamos e sabemos o que pensam de verdade? Para quê os nossos filhos, que tanto amamos, esconderem-nos o que lhes vai na cabeça? Isso é fingir que estar tudo bem, quando afinal não está!&lt;br /&gt; Na geração anterior à nossa, éramos entregues aos cuidados de avós e empregadas a quem chamávamos de “criadas”. Estas, faziam parte da família e acompanhavam-nos para todo o lado. Até nas férias onde os pais tinham tempo para se ocuparem de nós. E faziam-no? As festas, os jantares em casa de amigos, levavam-nos sempre a que fossem as avós, muitas vezes iletradas e as ditas “criadas” a deitarem-nos, a darem-nos os beijos de boa noite, a aconchegar os lençóis da cama, a ajudarem-nos nos banhos e a mudarem as nossas fraldas, para além de nos ajudarem com os trabalhos de casa, mesmo sem saberem o que faziam. Mas tentavam. E os Pais não. Muitas das vezes os Pais nem conheciam os seus filhos. Estavam com eles às horas das refeições e mesmo assim a criticar as “maneiras”. Passassem eles a educar! &lt;br /&gt; Hoje, com o stress dos dias de trabalho, com as filas de trânsito de uma qualquer IC 19, os quarenta minutos que levamos a entregar as crianças em colégios caríssimos, onde achamos que lá é que os vão educar e fazer o nosso papel, ainda encontramos tempo, para depois de mais um dia de trabalho, do fim de tarde passado no ginásio, e do nosso próprio cansaço, passar algum “tempo útil” ou “de qualidade”, dando o banho a seguir aos estudos e TPC`s, de nos sentarmos na borda da banheira assistindo e conversando com os nossos filhos, num gesto de cumplicidade e amor, apesar de estarmos no WC, de os deitarmos e aconchega-los, desta feita, nós mesmos, os lençóis das suas camas, oferecendo beijos, pequenas carícias, e um bem disposto: - boa noite!&lt;br /&gt; Hoje não temos criadas nem dormimos em casa dos nossos pais. Os nossos filhos não convivem tanto com os avós. A família é mais pequena no dia-a-dia, mas melhor, mais unida. Somos nós que pomos os dentinhos que caíram das bocas dos nossos filhos debaixo das almofadas, que os fazemos acreditar na “fada dentinho”, no Pai natal, no coelho da Páscoa. E isso é tão bom! Tão gratificante, apesar de estarmos a mentir. Mas são mentiras piedosas. E não foi para isto que os pusemos neste mundo? Se assim não fosse, aqueles nove meses de sofrimento com as barrigas, de parte a parte a crescer, visitando os médicos nas ecografias tão caras, o encharcamento de “folicil” e “folifer”, os telefonemas e as histórias mirabolantes que ouvimos a cada pessoa que contamos que “estamos” de “graça”, os maus humores de cada um, a nossa intimidade interrompida, os enjoos de um e de outro, os desejos das mulheres contra o nosso de dormir, nada disso teria uma razão. E não teria valido a pena! E aquela sensação de os carregar-mos ao colo, juntamente com as compras, suando por todos os nossos poros, reclamando, mas sempre com alegria. As tardes passadas acordados, com eles deitados que nem sapos no nosso peito, a oscilar para cima e para baixo, dependendo da nossa respiração, dando festinhas nas nucas meias carecas. As noites mal dormidas com aquele barulho, que nos parece ensurdecedor, mas é baixo. O acordar a cada movimento ou suspiro do bebé, levantarmo-nos e ver que tudo está bem. O carregar o carro com carrinhos de bebé, as fraldas descartáveis, os biberões, as águas fervidas, as mudas de roupa, os chapéus, as mantinhas e as camas de viagem pequenas e desmontáveis. Tudo isto para quê? Para os deixar-mos ao cuidado de outros? &lt;br /&gt; Acabamos por ser aquilo que nos querem fazer ser. Tanto os Pais como os avós. Tanto os professores, como as empregadas. Somos diferentes pessoas para várias pessoas. Identificamo-nos mais com uns que outros, sempre sendo a mesma.&lt;br /&gt; Com melhores notas, melhores empregos, mais felizes e contentes com a vida que decidimos levar, temos de gostar de nós próprios. Ser egoísta neste campo não é um problema. Se não nos adorar-mos, se não estivermos bem connosco, não conseguimos estar bem com os outros. &lt;br /&gt;Aos miúdos, é exigida educação, tal como o “berço”. Nada disto tem que ver com “o se tem ou não dinheiro”. Conheço quem não tenha dinheiro e tenha “berço” e o contrário também. O “berço”, nasce-se com ele, e completa-se com educação. O dinheiro adquire-se, ou por via urinária, ou ordinária. Ou se nasce vindo de famílias endinheiradas, ou adquire-se com negócios escuros. Mas também há que enriqueça com trabalho, mas sorte também. O berço é tudo na vida, quando se o tem, vai longe, quando não se o tem, não tem nada. Pode, um dia, ser bem sucedido profissionalmente, ser bem visto pelo público feminino, ter dinheiro, uma boa casa, até ser o orgulho dos amigos, mas, nunca tudo junto!&lt;br /&gt; É ser alguém que dá o lugar, mesmo nos autocarros ou metros da cidade, às senhoras. É estar atento àquilo que as mulheres deste mundo querem, e tentar satisfaze-las, sem prejuízo de ser mal interpretado. É saber ouvi-las com vontade, o que é difícil, por vezes! É dar o braço a torcer quando necessário. Sem ser parvo! Sem ser mariquinhas. Isto é ser um gentle man. Em separado!&lt;br /&gt; Quem não gosta de ser visto com alguém atencioso? Alguém simpático, inteligente, e ao mesmo tempo educado? Quem não gosta de conhecer bons vinhos e ser apreciado por isso? Quem não gosta do piropo em relação à nossa roupa? Quem não saboreia os louros de um negócio bem conseguido? Quem não gosta de ser reconhecido pelo que tem e conquistou, sem ser gabarola ou “novo-rico”? Enfim, que não gosta de ser gostado, e ser visto como um “conhecedor”? Mas tudo isto sem esforço. Que não o faça com o objectivo de ser visto assim. Deve ser uma coisa natural, que tem de sair de cada um a qualquer momento, ou deixa de ser conhecedor e passa a ser um vendedor de si mesmo, de uma imagem que afinal não possui, apenas uma ideia do que pretende ser, e não consegue!&lt;br /&gt; Para tudo na vida, é preciso conhecer e saber. Burro, é quem tem consciência que não sabe e não quer aprender.&lt;br /&gt; Afinal, somos o reflexo da nossa educação, do nosso conhecimento!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116187509397521964?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116187509397521964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116187509397521964&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116187509397521964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116187509397521964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/10/o-conhecimento.html' title='O conhecimento'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116187503966928927</id><published>2006-10-26T16:02:00.000+01:00</published><updated>2006-10-26T16:03:59.686+01:00</updated><title type='text'>A mulher de Lisboa</title><content type='html'>Deambulava pela rua, ao som dos pássaros que se faziam notar, no meio das pessoas num dia de Outono. O chilrear, o barulho das pequenas asas a bater uma contra a outra, o rosar das pequenas migalhas que caídas no chão da calçada em frente dos cafés encantavam os bichos que as visualizavam de longe como se soubessem que alguém as deixaria cair. A chuva batia nas mesas metálicas verdes, espalhadas pelas esplanadas ensurdecendo os passeantes. O céu apresentava-se triste como os sentimentos dele. Cinzento era o seu espírito, cheio de trovões e tempestades que lhe lembravam o que sentia. As brigas. Para quem não está bem consigo mesmo, o cenário não poderia ser o melhor. Frio como o seu coração, o vento, navegava pelo pescoço de quem se amargura da vida, e, uma vez mais, sonha com o impossível. As pedras da calçada acinzentadas, não mostravam nenhuma figura nem desenho, pareciam postas ao acaso, tal como o seu sentimento. As montras das lojas emitiam sinais de quem não vende, contrariando as imposições económicas de quem acredita em alegrias. Os seus vidros espelhavam a tristeza que sentia, tal como os das casas de banho dos bares, as suas bebedeiras. A palavra “saldo” reflectia seu espírito. Os olhos de olheiras postas, adivinhavam a tristeza e noites mal dormidas, de quem ama e não é correspondido. Nada se opunha à sua vontade. Até ele parecia querer saldar dividas de amor, negociar a nobreza de um beijo, promover o seu amor pelos outros num gesto sincero de quem ama de verdade. Apetecia-lhe gritar ao mundo: - apareça o meu amor, o amor da minha vida!&lt;br /&gt; Sentia-se mais uma vez frustrado por amar! O coração apertado. Aquela dor no peito. A vontade de respirar fundo o ar repleto de folhas castanhas a cair, que com a sua forma, mais parecida com uma mão, pareciam dar-lhe bofetadas de castigo, ao mesmo tempo que o acariciavam de tão rentes do seu rosto passarem, a lançar para o chão, os seus frutos, que nem estes se podiam comer de tão pequenos serem, e não conseguir. As palpitações. As noites eram passadas em sobressalto, acordando a cada vez que o coração o traía com sustos de falta de ar. Ataques de pânico, chamam-lhe! Nervosismo. Para ele chamava-se Inês, a mulher que lhe causava transtorno. A mulher que amava como nunca tinha amado ninguém. Paixão antiga. Apesar de muito viver e mulheres ter, era esta a sua eterna paixão. Mas porquê?&lt;br /&gt; Para ele, Inês, era uma filha de ninguém. Para ele a família não interessava, só ela. Desde que a viu pela primeira vez, sentiu por ela uma dor. Sentiu que não a podia perder, nunca. Queria amá-la, acaricia-la, fazer amor com ela, pretendia que fosse a mãe dos seus filhos. Há sentimento maior do que este? Mas não conseguia ter confiança, aquilo que se procura e é preciso ter em qualquer relação. Inês era uma mulher solta, experiente de vida. Independente confessa. Nada a fazia partilhar a vida que vivia desde cedo. Sempre foi autónoma, dona do seu nariz empinado. Dona da razão. Aparentemente da sua! Para ela tudo o que fazia era o certo. Os outros, seja quem for e venha, atrevam-se a discordar dos seus sentimentos que serão jogados fora como os restos de um prato de comida no fim de um jantar. Lixo. Dispensáveis. O lema era: - quem vier por bem, que venha, mas que não me contrarie.&lt;br /&gt; Era uma mulher aparentemente vulgar. Nem gorda nem magra, morena e de olhos castanhos como tantas, andar marcado por dias infindáveis de equitação, o seu desporto preferido e por se sentar à chinês. Costumava nas suas tardes de estudo sentar-se desta maneira. E foi assim que ele a viu pela primeira vez, contrariando o que os seus pais lhe diziam em termos de posições correctas. Marcou-o! Era rebelde no ar, de condição. Nem alta nem baixa, média. Andava de maneira diferente de todos os outros, com um ar altivo que fazia adivinhar, a quem estuda comportamentos, que não era feliz e tudo aquilo eram reacções de defesa. Marcada por uma infância menos feliz, tinha tudo para o ser. A família adorava-a, mas ela repudiava qualquer destes sentimentos. Mais parecia que a mãe lhe fazia alergia a cada beijo que trocavam. Trocavam, não, que a mãe lhe dava. Ela nem emitia vontade de o fazer. Repelia!&lt;br /&gt; Como qualquer apaixonado, estes dotes da rapariga, não eram problema, só qualidades. “Quem feio ama bonito lhe parece!”. Para quem ama de verdade, o amado não tem defeitos, só virtudes. Mas isso um dia acaba. Quando a paixão nos abandona. E depois? Se não há amor, não há nada!&lt;br /&gt; O olhar verdadeiro, lacrimante e luminoso, o som rouco da sua voz. - Ai que voz! - A cada vez que numa sala ou restaurante entrava, sendo uma mulher normalíssima, todos se encantavam com a sua presença e para ela olhavam. Talvez o seu olhar lento de quem não consegue fixar rapidamente por ter sido operada à vista enquanto nova. Daquelas operações que nos deixam marcas, não evidentes, mas marcantes. O olhar de quem tudo vê, mas não sente. Distante ao mesmo tempo que presente. Quando olhou para ele a primeira vez, sentiu que na sua cabeça entrava e nos seus sentimentos se incluía, para sempre. Nunca esqueceu aquele olhar. Amêndoados, os olhos, seguiram-no toda a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116187503966928927?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116187503966928927/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116187503966928927&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116187503966928927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116187503966928927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/10/mulher-de-lisboa.html' title='A mulher de Lisboa'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116134029790233474</id><published>2006-10-20T11:30:00.000+01:00</published><updated>2007-01-10T21:52:57.973Z</updated><title type='text'>O SPA Masculino</title><content type='html'>Dou por mim, num dos primeiros dias de chuva torrencial, a pensar em como secar o cabelo depois da molha que apanhei. Tinha saído de casa todo arranjadinho, risco ao lado, até tinha posto um pouco de gel, para que o cabelo não levantasse quando o vento dava de lado. Os meus sapatos abotinados de camurça castanha, ficaram encharcados. Até as meias de algodão se espremiam. Dos joelhos para baixo, as calças, completamente embebidas em água, mudavam de cor, naquele beije escuro que contrastava com o resto das mesmas. O blaser azul estava encarquilhado, onde os ombros tinham encolhido fazendo com que eu parecesse vestir uma camisa-de-forças. Só pensava no cabelo, porque as gotinhas de água insistiam em entrar pela camisa dentro pelo lado de trás, causando-me arrepios. Mas porque é que decidi ir tomar café, e logo aquele que tem o toldo cá fora, com dizeres de uma marca qualquer de café, onde a agua se acumula? Veio o vento e aquela treta levantou. Eu, estava a passar por baixo!&lt;br /&gt; Não tinha tempo de ir a casa. Lembrei-me de pôr o casaco a secar nas costas da cadeira. As calças secariam por si, mais tarde ou mais cedo. Pensei logo no sapateiro e no cabeleireiro de homens, e, reparei que tal coisa não existe mais. Antigamente existiam os barbeiros, lugar onde se punha a conversa em dia, se comentava a politica e o futebol, onde havia sempre uma “menina” que arranjava as unhas, pondo as nossas mão de molho numa tina de metal com água morna, enquanto nos cortavam o cabelo ou faziam a barba. Sentávamo-nos num trono, o barbeiro fazia subir a cadeira, tal como o Carlos Malato faz no “todos contra um”. Meio à força, punham um a espécie de lenço branco no colarinho, mas só da parte de trás, seguido de uma batina, normalmente verde clara de um tecido tipo “cetim”. Embrulhados neste manto, lá começava o corte. E a costura, porque o numero de perguntas pessoais e de comentários sobre qualquer assunto ia aumentando a cada vez que lá íamos. Já os tratávamos por “tu”, e pelo apelido. Lembro de perguntar: - Ó Antunes, o que é feito do sapateiro? Mandaste-o embora?&lt;br /&gt;Não respondia ele, já aí vem Sr. Dr. E eu nunca fui doutor, de coisa nenhuma!&lt;br /&gt; Quando chegava o sapateiro, tirava-me o pé do “estribo” metálico, que tinha sempre umas gravuras que não consegui ver, e depositava a minha “ferradura” sobre a sua caixa de “pandora”. Começava a tirar de lá coisas, como uma caixa de graxa, um pano meio branco meio sujo, que fazendo muito barulho, agitava e passava por cima, de lado, e por detrás do “calcante”, num gesto rápido e dissimulador para puxar o brilho. Tinham umas coisas beijes, que punham entaladas em redor do sapato, mas por dentro, para não sujar as meias. Depois, no final, passavam então a escova para dar o ultimo lustro. Até se podia fazer a barba olhando para o sapato!&lt;br /&gt; O sapateiro alternava com a “menina” das unhas. Sapato direito, mão esquerda. Sapato esquerdo, mão direita. E o barbeiro lá continuava a dar tesouradas e tirando o cabelo que se ia depositando no meu colo, nos ombros da “menina” e nos do sapateiro. Era cabelo por todo o lado! De vez em quando vinha um colega, com uma vassoura, mais do que velha, tirar o”excesso” do chão.&lt;br /&gt; Findo as unhas, os sapatos, e o corte propriamente dito, seguia-se a lavagem. À primeira passagem a água estava sempre fria e o champô gelado. Nunca percebi se era de propósito! Depois, ao escorrer, repuxavam-nos os cabelos da parte lateral, que até sentíamos a nossa cara a ficar à chinês, e as bochechas ou maçãs do rosto desapareciam, parecendo um “lifting”. Ainda não estávamos convenientemente sentados, começava a secagem com a toalha que nos fazia abanar até arranjar a posição em que nos apoiávamos. Brutamente. De olhos quase vendados, guiavam-nos para o trono, novamente, para os últimos toques. Pontapé na caixa do sapateiro, encontrão na taça das unhas, sentava. Aquela tesoura sempre a abrir e a fechar, com aquele barulhinho irritante de que quer soltar os cabelos que lá ficam agarrados. A laca! Essa coisa nojenta que insistiam em pôr apesar dos meus pedidos. Detestava o cheiro a colónia da laca. Acertavam com uma navalha de meter medo, as patilhas, de volta das orelhas, e o pescoço. Cada vez que aquilo me tocava, arrepiava-me. Nada tinha a ver, agora com as gilletes. Parecia uma “catana”, mas em ponto pequeno. Tiravam o paninho branco, seguido da capa de super-homem verde clara. Passavam pelas nossas calças e partes mais íntimas com uma escova igual à do sapateiro para tirar cabelos. Levantávamo-nos. Para final, antes de pagar ao Antunes, lá vinha ele com a escovinha branca de cabo de inox, cheia de pó de talco que engolia a cada passagem em volta do pescoço. E sujava o casaco. Para isso ele passava as suas mãos por cima dos ombros esboçando um: - já está!&lt;br /&gt; Todos lá iam, qualquer pessoa que se preze. Hoje, se digo que vou arranjar as unhas, sou alvo de criticas. Querem-me dizer que os nossos avós e pais eram gays?&lt;br /&gt;Nunca lhes vi caírem os pelos do peito por isso.&lt;br /&gt; Acordei deste sonho quando a minha secretária entrou no escritório, estava eu de calças na mão, a tentar pendura-las em frente do ar condicionado para uma secagem mais rápida, assumindo para mim, que este era, sem sombra de duvidas, o primeiro SPA masculino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116134029790233474?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116134029790233474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116134029790233474&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116134029790233474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116134029790233474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/10/o-spa-masculino.html' title='O SPA Masculino'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116056388494944053</id><published>2006-10-11T11:50:00.000+01:00</published><updated>2006-10-11T11:51:24.953+01:00</updated><title type='text'>Por falar em casamento</title><content type='html'>Estava de férias. Pleno Agosto. Um calor abrasador. Aproveitou o fim-de-semana para desanuviar um pouco do rebuliço da cidade e foi passar uns dias à serra da Lousã. Passando pela estrada da beira, resolveu parar no restaurante brasileiro, que se encontra do lado direito de quem vem de Coimbra para a Lousã. O restaurante é afamado e conhecido por fazer casamentos. E lá estava um!&lt;br /&gt; Sentado de frente para o rio, com uma travessa de feijoada à brasileira ao lado, viu chegar os noivos e sua família. Do renault laguma branco saiu a noiva com o pai, o Sr.Antunes. O Sr. Antunes era conhecido por tio boticas, não fosse o seu ar de bêbado. Era daqueles tipos que exibem as maçãs do rosto vermelhas arroxeadas, com o nariz cheios de laivos ou estrias de um bordeaux azulado, causado pelo intervalar constante e diário de copos de três com “pénaltis” de tinto, bebidos de seguida, segurando os copos com apenas quatro dedos porque o outro é o mindinho e fica esticado, paralelo ao chão, apontando a sua unha crescida e suja, usada para limpar os ouvidos e tirar as mucosidades do nariz. Vinha de fato castanho-escuro, comprado (via-se) naquelas lojas que têm na montra dizeres do tipo “lãs, malhas e confecções”. Os sapatos, comprados na makro de Coimbra, aquando das compras do mês lá do tasco que possuía na aldeia, espelhavam a barba crescida de um dia, no seu ar de “mocassin” de plástico. A dona Josefa, a mãe da noiva, saiu do banco da frente do laguna, com uma saia de cetim branca, acompanhando a camisola de manga à cava azul escura lisa. Os sapatos, eram os brancos do seu próprio casamento, que estavam como novos, porque nunca mais os tinha usado. Tinha ido (como dizia) ao “caveleireiro” arranjar o “cavelo” e as unhas, para que se notasse mais os brincos que tinha comprado na ourivesaria Matos, em ponte de lima, quando foi de lua-de-mel. Para além da tasca, dedicavam-se à criação de gado bovino. Tinham “bacas”! Mas “baca” maior era a sua filha, de quem tanto se orgulhavam. Era conhecida como a “beija Lousã”, tal não era o número de namorados que tinha tido por aqueles lados, acordando os “bezinhos”com os mugidos que proferia de cada vez que fazia “o amor”. Quem não o sabia era o “Bitaro” (Vítor), o seu futuro companheiro de tardes no palheiro. Esse, só se viu de longe, escondido no meio de mais de 200 convidados, bebendo os seus primeiros copos de tinto, vestido de negro, com o seu fato tipo pinguim e laçarote cor-de-rosa, a pedido da noiva.&lt;br /&gt; Claro que tudo (para eles) estava óptimo. Primeiro vieram as chouriças regadas com gins tónicos daquela marca que não custa mais de três euros a garrafa e ninguém conhece. As entremeadas. Já na mesa, seguiram-se os bacalhaus com natas, esse prato tipicamente brasileiro! Depois, os rojões à moda do Minho e muito tinto. A mesa de camarão foi tomada de assalto, como se os camarões fossem fugir, e nem sequer estavam vivos. Chegou-se a ver algumas senhoras a guardar nas malas queijos da serra inteiros, tal não era a fartura.&lt;br /&gt; Embasbacado, foi convidado pelo próprio Sr. Antunes a fazer parte da festa, que o foi buscar à sua mesa, tamanha era a alegria e bezaina do homem.&lt;br /&gt; O “Bitaro” teve de sair mais cedo. Estava cansado de tanta agitação. Era um tipo habituado a outras lides, não entendia tal acontecimento. Era a primeira vez que ia a um casamento, e logo o seu.&lt;br /&gt;Depois da valsa da praxe, que dançou com a noiva, embora vestido de calções de banho, foi convidado a tirar-lhe a liga que esta possuía na coxa, mas com os dentes, para futuramente ser leiloada. Farto e com o dinheiro no bolso, resolveu continuar o seu dia e prosseguir viagem, quando, sentado no automóvel, a porta do pendura abriu-se e entrou a noiva, pronta para a noite de núpcias, com palmas dos restantes convidados que entretanto chegavam ao parque de estacionamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116056388494944053?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116056388494944053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116056388494944053&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116056388494944053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116056388494944053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/10/por-falar-em-casamento_11.html' title='Por falar em casamento'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-116056219956424077</id><published>2006-10-11T11:22:00.000+01:00</published><updated>2006-10-19T11:02:30.426+01:00</updated><title type='text'>Cavalheirismo- saiu na revista "Homem magazine"</title><content type='html'>Perante os males que esta sociedade em que vivemos atravessa, temos de destacar o que perdemos com a brutalidade dos tempos, em prol do dito evoluir e crescer enquanto pessoas. Se bem que as regras da sociedade se alteraram, principalmente à luta renhida por cargos de eleição, entre homens e mulheres, onde nem sempre, ao contrário do que se diz, a mulher perde a favor do homem, onde hoje os valores de remuneração estão mais equiparados, onde nem sempre existe uma sociedade machista onde as mulheres ganham e trabalham tanto ou mais do que os homens, perde-se por vezes o mais importante.&lt;br /&gt; As mulheres não ficam mais em casa a cuidar do lar e dos filhos. Não permanecem impávidas e serenas perante as “ordens” dos homens, dependentes da sua vida e ordenado. Ajudam em tudo. Continuam a assumir, tirando raras excepções, o controle da casa e da educação dos miúdos. São elas que continuam a cozinhar, a levar os filhos às escolas, a pôr a mesa do jantar, a lavar as camisas dos maridos e a fazer as compras da casa, ao mesmo que assumiram a nossa condição de trabalhador. Para elas, o esforço é maior, porque para além de fazerem aquilo que já faziam, agora fazem o mesmo que nós, e, às vezes, melhor.&lt;br /&gt; São excelentes gestoras, óptimas vendedoras, reputadas advogadas, cuidadosas médicas, impecáveis decoradoras, atentas mães, dedicadas “esposas”, donas de carreiras bem construídas e sucedidas. Estão por toda a parte, e, muitas vezes melhor que os homens.&lt;br /&gt; E o homem? Qual o lugar do homem?&lt;br /&gt; O homem não evoluiu, tirando também pequenas excepções, antes pelo contrário, perdeu-se. Antes tinha o papel de macho latino, dono e senhor do seu lar, mas sem esforço. Tinha como se costumava dizer, “de pôr o pão na mesa”, hoje isso, por si só, não chega. Se ele trabalha e a mulher também, se vivem em conjunto, se ganham os dois a favor do todo, qual o valor importante de ser homem na sociedade actual. O homem queixa-se de falta de cumplicidade, sendo ele o primeiro a manter o mesmo estatuto que tinha, não vendo o surgimento da nova mulher, na sua própria mulher. Hoje já nem só ele usa calças, correndo o risco de se tornar num adereço ou um consumível, tal como no mundo da informática, os computadores substituíram o trabalho do homem. Existem, por isto mesmo, muitas mulheres que pensam que o homem é perfeitamente dispensável, servindo apenas para um serviço reprodutor para aquelas que não pensam só na carreira. Deixaram de ser companhia, passaram a ser os filhos mais velhos da dita mulher. Não ajudam e dão trabalho. O homem deixou afundar-se, perdendo valor para a mulher e para os outros. Por possuir o que tem a mais no seu corpo e o que as mulheres têm a menos, deixou de lhe dar direitos. Mas a culpa é do próprio homem que assim o permitiu. Custa-me admitir, mas há muitos homens que estão ultrapassados. E muito.&lt;br /&gt; Os homens de hoje, para serem Homens, têm de ir ao ginásio, têm de cozinhar e ajudar na lida doméstica, têm de saber fazer camas, regra necessária da tropa onde se fazem, por assim dizer, os Homens. Levam os miúdos às escolas, brincam com eles, ajudam-nos nos trabalhos de casa e devem continuar a ser cavalheiros. Nada disto implica a queda de cabelos no peito. Não se é mais ou menos homem por isso. Que é feito dos tipos que abrem as portas do carro para as suas amadas, os que pagam a conta do restaurante, os que oferecem flores e chocolates, os que cuidam do que é “seu”. Não se admirem, que postas estas evidências, as mulheres prefiram estar sozinhas ou mesmo estarem com outras mulheres, abdicando da “chatice”de viver lado a lado com alguém que nada faz. E resmunga!&lt;br /&gt; Mesmo sem ser um metro-sexual, o homem do século XXI deve ir ao cabeleireiro, arranjar as unhas, perder peso, fazer limpezas de pele e apresentar-se sempre em óptima figura, correndo o risco de se tornar um solteirão ou ainda pior, um divorciado insatisfeito e incompreendido. Hoje, somos nós que temos de lhes agradar, elas são mais e mais exigentes.&lt;br /&gt; Ir para casa da mamã queixar-se da esposa, que não lhe fez o jantar acabou. Que o “obriga” a partilhar a mesma vida dela, interrompendo o jogo de futebol a cada grito das crianças e enquanto faz o jantar que mais tarde lhe traz para a sala para que continue a ver a bola com os amigos, sujando o sofá com pingos ocasionais de cerveja, cascas de pevides, cuspidas sem sentimento e onde tirar da boca com as mãos não é opção porque tem o copo. Não entender que chegar a casa é sinónimo de limpar os pés no tapete da entrada sobretudo seguido de mais uma “joga de bola às 2ªs feiras, naquele terreno enlameado. As nossas mães também elas trabalharam e dão valor às mães e mulheres de hoje. Criticar o cansaço dela ao chegar à cama sempre com dores de cabeça e não ter vontade de mais nada senão dormir, é compreensível. Esteve o dia todo a trabalhar e quando chegou a casa continuou.&lt;br /&gt; Custa-me a ideia de igualdade de direitos. Para uns casos serve, para outros não dá jeito. Afinal quem continua a carregar as malas e a fazer as forças? Sexo forte e sexo fraco? Dá-me vontade de rir!&lt;br /&gt; Andem de mãos dadas na rua, abram as portas do carro, paguem, mas nem sempre, as contas dos restaurantes, há umas que querem usar o seu dinheiro, que ganharam com o mesmo mérito do homem, tratem-nas com carinho, preparem o jantar, ponham velas na mesa depois de dar a refeição aos miúdos para que possam, pelo menos uma vez por semana jantar a dois. Não deixem que os filhos se sobreponham ao casal. As mulheres têm essa tendência, está-lhes nos genes, cabe a nós, permitir ou não, que isso aconteça. Assumam a vossa nova condição de homem aceitando a nova mulher. Precisamos mais delas que elas de nós. Elas passaram-nos em tudo, mas nunca ouvi falar de uma mulher cavalheira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-116056219956424077?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/116056219956424077/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=116056219956424077&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116056219956424077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/116056219956424077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/10/cavalheirismo-saiu-na-revista-homem.html' title='Cavalheirismo- saiu na revista &quot;Homem magazine&quot;'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115935181524304735</id><published>2006-09-27T11:09:00.000+01:00</published><updated>2006-09-27T11:10:15.260+01:00</updated><title type='text'>1º noite em casa da namorada (ler em brasileiro)</title><content type='html'>Sónia e Fábio tinham-se conhecido faz tempo. Mantinham uma relação cordial um com o outro. Amavam-se sem se amar. Queriam partilhar o bom que ambos tinham mais o medo persistia. Construíam uma relação familiar aos poucos, sem querer e sem saber. Deixavam-se arrastar por sentimentos próprios de quem gosta e se ama.&lt;br /&gt; Fábio era um divorciado com dois filhotes. Sónia, por sua vez, era uma mãe dedicada de um filho rapaz de nome Evanildo. Como seria de esperar Evanildo vivia com sua mãe, e para eles o passar uma noite juntos era quase impossível, tendo em conta o rebento. Evanildo era um garoto muito atento e seguro de sua mãe. Para ele a mãe era tudo. Todo o homem que dela se aproximasse era alvo de reflexão, numa tentativa de perceber o que melhor podia ser para sua mamãe. Certo dia decidiram experimentar a reacção do pobre rapaz. Sem injúrias e sem mais porquês, Sónia avisou, com receio, Evanildo de que Fábio iria lá ficar dormindo com ela, partilhando a sua cama. O que ele achava de tudo isso?&lt;br /&gt; Evanildo, embora com o rosto de espanto, permitiu essa ousadia, mostrando que a mãe é que sabia, que a cama era dela e que o problema seria dela. Se sentisse falta de espaço ou Fábio fizesse algum barulho estranho enquanto dormia, quem se podia apoquentar era ela e só ela. Assim foi.&lt;br /&gt; Numa bela experiência, dormiram todos debaixo do mesmo tecto, respeitando o espaço de cada um e em especial, a nobreza de uma primeira noite com Evanildo mesmo do lado.&lt;br /&gt; Pela manhã, atropelaram-se nos corredores da casa. Quem ia primeiro no banheiro, quem se sentava tomando o café da manhã, o que comiam e tudo isso em silêncio. Ninguém referiu o “bom dia”, tudo estava calmo aparentemente. Com muito cuidado, Fábio tentava não dar a perceber ao garoto o som do primeiro chichi, assim como do “pum” da manhã. Tudo o que queria era não ferir as susceptibilidades da criança, com um estranho no apartamento.&lt;br /&gt; O que Fábio mais adorou nesta primeira noite em casa da namora com o filho, foi o facto de Evanildo, logo pelo café da manhã lhe perguntar, num jeito cúmplice de homem, dono da casa, se sua mão tinha ressonado e se o tinha posto de fora da cama com seu mau dormir, ressalvando que da próxima vez, lhe iria oferecer uns tampões para os ouvidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115935181524304735?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115935181524304735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115935181524304735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115935181524304735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115935181524304735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/09/1-noite-em-casa-da-namorada-ler-em.html' title='1º noite em casa da namorada (ler em brasileiro)'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115934953356386001</id><published>2006-09-27T10:32:00.000+01:00</published><updated>2006-09-27T10:32:13.586+01:00</updated><title type='text'>Chorar, chorar, chorar</title><content type='html'>Ainda no outro dia assisti a um arrufo de casal. No meio de um jantar, no meio de brincadeiras, assisti impávido e sereno a algo que se passou.&lt;br /&gt; Como cada um pensa de sua maneira, coisas foram ditas e mal interpretadas. Resumo: deu-se a bronca! Não vos vou contar o mote da questão mas sim as consequências. Quando gostamos de alguém, a sério, mesmo sem perder a nossa identidade, dizemos e fazemos coisas incompatíveis com os outros, sobretudo para cabeças diferentes das nossas. A das mulheres. Está provado que pensamos e agimos de maneiras muito diferentes. Nada tem que ver com quem está certo, apenas com o facto de sermos diferentes.&lt;br /&gt; Posto isto, muitas destas pequenas brigas levam a um estado de saturação, de faltas de respeito mútuo que acabaram, com certeza, em divórcio. E depois?&lt;br /&gt; Conta um amigo chegado, que dava por si a chorar pelos cantos, ouvindo as músicas que com a mulher ouvia, soluçando a cada segundo, que passava constantemente pelos sítios que visitaram a dois, revia os filmes que tinham visto os dois, trauteava cantigas que ambos gostavam de cantar, olhava por minutos as fotografias que estavam na sala de estar, comia as comidas preferidas dela, mesmo sem gostar, comprava os perfumes que ela usara, só para a sentir de novo em casa.&lt;br /&gt; Tudo isto para quê? Para chafurdar em desgosto?&lt;br /&gt; Uma amiga, contou exactamente o mesmo. Acabou com o namorado e passou por esta fase. As mesmas coisas sentiram e as mesmas fizeram.&lt;br /&gt; Moral da história: se gostam assim tanto do outro, porquê passar a vida com pequenas tricas que podem assumir estas consequências. Se não gostarem um do outro, então também não passam por esta fase.&lt;br /&gt; Respeitem-se, adorem-se, mas não se insultem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115934953356386001?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115934953356386001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115934953356386001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115934953356386001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115934953356386001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/09/chorar-chorar-chorar.html' title='Chorar, chorar, chorar'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115808075985521520</id><published>2006-09-12T18:05:00.000+01:00</published><updated>2006-09-26T10:30:03.030+01:00</updated><title type='text'>Afinal o que lhes vai na cabeça</title><content type='html'>Tudo tinha começado há pouco mais de três semanas. Mal se encontraram sentiram um desejo de se conhecerem, de partilhar a vida um com o outro. Ou parte dela. Um encontro de palavras, onde a modéstia deu o mote, fez suscitar um sentimento estranho. A atracção. A atracção é diferente de amor, de querer, simplesmente estar com alguém. É mais um desejo carnal e físico onde se depende quase unicamente de outro. Sem depender, realmente. É um querer estar, sem estar sempre com vontade de estar, sempre. Confuso não é?&lt;br /&gt; Mas afinal o que nos vai na cabeça? O que é este preâmbulo de emoções que não conseguimos explicar. Quero estar sem estar. Quero partilhar sem dar e sem receber nada. Quero insistir na companhia de alguém, que acho que gosto, sem me fazer pesar na sua vida, fazendo parte dela. Ou da vida dela. E é isto mesmo, fazer parte, não ser a vida e muito menos a razão de viver desse alguém. Depender é bonito, mas não é bom, para nenhuma das partes. Quero entregar-me a alguém que por mim esperou, mas de braços e coração abertos. Atento. Tal como eu esperei por alguém, assim. És linda. Como eu te adoro!&lt;br /&gt; É tudo isto que sinto por este alguém muito desejado. Afinal é ela que me está na cabeça, embora não o admita tantas e tantas vezes como julgo ser necessário. Adoro-a e sinto-me muito bem, por e com isso. É ela que não me sai de dentro mesmo que o quisesse. Mas não faz mal. Também não o quero.&lt;br /&gt; Será amor, paixão. Não, é a dor de quem sente atracção!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115808075985521520?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115808075985521520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115808075985521520&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115808075985521520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115808075985521520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/09/afinal-o-que-lhes-vai-na-cabea.html' title='Afinal o que lhes vai na cabeça'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115767135016826239</id><published>2006-09-08T00:22:00.000+01:00</published><updated>2006-09-08T00:22:30.183+01:00</updated><title type='text'>Simplesmente vermelho</title><content type='html'>Tinha sido um dia difícil. Acordar com barulhos na escada depois de uma noite mal dormida. Os três filhos aos gritos na cozinha, tudo por causa dos cereais que tinham acabado. Tardou e a custo levanta-se. A caminho para a cozinha, tropeça na escada de ferro em inox que estava há já dois meses no corredor depois de um dia de montagens de candeeiros na casa nova. Enfurecido, grita com os miúdos aumentando a algazarra. Apercebendo-se do que se trata, abre a despensa e tira mais um pacote, este novo, dos mesmos cereais. Acalmou. Foi para a sala, desfrutando os prazeres de um iogurte. Usufruiu de todos os paladares e perfumes daquele que se viria a tornar o pequeno-almoço. Depois de se sentar no trono, aliviando o que se acumula durante a noite, especialmente depois de um jantar de pizza e coca-cola, seguiu-se o banho. Todo aperaltado e cheiroso com o “zenzibar” oferecido pela mãe no natal, produzindo um ar de yuppi com as calças de ganga mais escuras e o blazer de botões dourados, enfia-se no elevador que por sinal não vinha só. Trocam-se as primeiras palavras da manhã – acha que vai chover? Diz o vizinho do 7º direito. Penso que não, e o que me diz desta história da rapariga raptada? Responde o do 9º frente. Sem passar cartão, como de costume, resplandece com um “bom dia” e afasta-se na garagem. Não quer entrar na competição de quem sai primeiro do prédio pelo portão exibindo o seu bólide. No emprego as coisa não correm bem, nada do que tinha previsto fazer fez e fez de tudo o que não tinha pensado fazer. O calor do dia tinha-o massado, mas já tinha combinado ir ao concerto do CCB daquele grupo com o mesmo nome desta crónica, só que em estrangeiro. Passou por casa de uma amiga que trabalha por lá e que lhe tinha oferecido os bilhetes. Beijinhos e pouca conversa, segue rumo a uma noite inesquecível de música. Adorou.&lt;br /&gt;Findo o concerto, decidiu, para descomprimir, embora cansado mas ainda extasiado, beber um copo para os lados do bairro alto. A noite estava quente. Respirava-se os odores do calor da noite lisboeta com um misto de álcool, lixo e ganzas feitas à pressão. No bar do canto, encosta-se à parede bebendo a sua imperial refrescando o corpo e a garganta. Nisto, uma rapariga mete conversa com ele. Trocam galhardetes. Acham-se bonitos e comentam isso mesmo, um ao outro. Entendem-se na perfeição, como dois bons e velhos amigos. O que espanta, todos os dois. Ele oferece-se para a levar a casa. Delicadamente, ela nega a delicadeza depois de saber o dia que teve. Ele insiste e saem os dois, bebidos, de carro sem qualquer propósito. Deixa-a em casa. Trocam beijos de amizade. Despedem-se com carinho. Ele tem namorada e não a quer enganar, já ela, não é apologista de homens. Olham um para o outro e despedem-se definitivamente, o que o deixa corado com tal experiência, simplesmente vermelho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115767135016826239?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115767135016826239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115767135016826239&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115767135016826239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115767135016826239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/09/simplesmente-vermelho.html' title='Simplesmente vermelho'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115766828184512228</id><published>2006-09-07T23:30:00.000+01:00</published><updated>2006-09-08T17:03:56.036+01:00</updated><title type='text'>Tal como Cristo</title><content type='html'>Hoje é um dia triste.&lt;br /&gt; Sei bem, por experiência própria, que viver não é fácil, o que nos custa é saber viver. No meio das adversidades da vida, a que me custa e tem custado a passar são as faltas de carácter e sobretudo, as experiências mal vividas. Digo, mal explicadas. O porquê das relações com pessoas de quem gostamos serem as que menos tempo permanecem? Porque as sentimos mais, do que tantas outras, aparentemente sem interesse. Porque os nossos grandes amigos são os primeiros a desaparecer e as namoradas que mais gostamos e acreditamos que o nosso futuro passa por elas, são as que, afinal, não nos merecem o respeito?&lt;br /&gt; Como é possível, sem termos feito de nada para que as coisas más nos aconteçam, acontecem?&lt;br /&gt; Sinto-me traído por ignorância. Acredito nas pessoas e dou o melhor de mim a elas. Porque me traem? Porque me abandonam? Porque não me dizem a verdade? Se sou tão bom como me pintam, porque não estão comigo? Por ser melhor que elas? Por não saberem viver com pessoas boas? – Dizem. Por não acreditarem que afinal existem pessoas como eu? Boas para os que de facto gosto?&lt;br /&gt; Também tenho um lado mau. Apenas para os que não gosto, ou que, com quem não me sinto bem. Tenho mau feitio, mas não mostro a quem me quer bem ou a que eu quero o bem e o melhor. Quem merece a minha confiança, eu, simplesmente me entrego. De alma e coração. Por que esse alguém me merece. Penso.&lt;br /&gt; Ajudem-me a perceber onde estive mal, o que fiz e tenho feito de errado. Não quero errar novamente, mas se não entender o erro, como corrigi-lo? Amigos, são, já o disse, os que me dizem o que não quero ouvir. A verdade. Inimigos, são os que me dizem o que quero ouvir, com palmadinhas de compreensão nas costas, ou simplesmente não dizem nada. Troçam.&lt;br /&gt; Existe alguém perfeito? Acredito que não. Pelo menos nunca a/o conheci. Será do meu leque de pessoas conhecidas? Não.&lt;br /&gt; Aprendi, isso sim, foi a viver com os defeitos dos outros, a saber lidar com eles. Pelo menos tento compreender o que lhes vai na cabeça, para entender o que dizem e o porquê de o fazerem. Existe sempre uma explicação para tudo. Posso depois, continuar a dar-me com esse alguém ou não, mas aí a escolha é minha, o risco é meu. Esse alguém continuará a ser a mesma pessoa que era dantes, e eu, o mesmo. Nunca mudamos, acreditem, apenas seremos inteligentes em saber viver com os nossos defeitos e “esconde-los” aos outros, mas somos sempre as mesmas pessoas. Não pretendemos enganar ninguém, somente enublar os demais com as nossas qualidades. Não queremos ser alguém que não existe de facto, apenas queremos ser, alguns, os melhores de nós mesmos. Temos consciência e isso é ser um génio.&lt;br /&gt; Mas estou farto de levar cabeçadas. Vêm de frente e não consigo baixar-me delas. Tal como Cristo, aos amigos, dou a outra face.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115766828184512228?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115766828184512228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115766828184512228&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115766828184512228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115766828184512228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/09/tal-como-cristo.html' title='Tal como Cristo'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115763296503133831</id><published>2006-09-07T13:40:00.000+01:00</published><updated>2006-09-27T11:31:16.970+01:00</updated><title type='text'>Ao Zé</title><content type='html'>Uns talvez saibam, outros não.&lt;br /&gt; Ontem, dia 6 de Setembro, devido a um acidente na ponte 25 de Abril, perdi um amigo.&lt;br /&gt; Não falava com ele á coisa de um ano, devido a divergências de feitios. Passámos, em tempos, muitos bens momentos e acreditámos que a nossa amizade seria eterna. E é. Apesar das divergências, sabiamos que eramos amigos.&lt;br /&gt;Deixo por isso mesmo, como tributo, o ultimo mail que recebi do Zé Ritta, que estupidamente, não teve resposta. E nunca a terá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um dia a maioria de nós irá separar-se. &lt;br /&gt;Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,   das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. &lt;br /&gt; Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais d e semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. &lt;br /&gt; Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.&lt;br /&gt;Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo.... &lt;br /&gt; Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! &lt;br /&gt;"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... &lt;br /&gt;Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem... Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida...mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,...embora não declare e não os procure sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115763296503133831?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115763296503133831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115763296503133831&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115763296503133831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115763296503133831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/09/ao-z_07.html' title='Ao Zé'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115642741306468598</id><published>2006-08-24T14:49:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T04:39:42.280+01:00</updated><title type='text'>De férias</title><content type='html'>Tal como no ano transacto, este fui para o Algarve. Decidi ir para o aldeamento da Balaia, na companhia dos meus filhos, esperando uma semana calma e reconhecimento entre todos. Esta semana serve para nos conhecermos melhor, para privarmos dos nossos costumes e feitios, enfim, para nos conhecermos melhor depois de um ano em que não estamos muito tempo só nós três. Entre aulas, os banhos de fim do dia, a hora de jantar, o pôr a mesa e a hora de dormir, nunca passamos muito tempo, dedicados uns aos outros. Tento assim, que nos obriguemos a dialogar e conviver em harmonia, pelo menos durante uma semana, num ano.&lt;br /&gt; Levei uma carrinha azul, cheia de extras que recebi de uma troca, lá no stand. Fiz de tudo para a levar, porque estava equipada com “dvd” instalado nas costas dos bancos beijes dianteiros, uma televisão em cada encosto de cabeça, fazendo as delicias dos putos, ao viajar distraídos com um filme intitulado “a fuga das galinhas”. Imagine-se os gritos, risadas e gargalhadas durante a viagem, não esquecendo os pontapés nas costas do meu banco, protagonizados pela Maria a cada susto que apanhava.&lt;br /&gt; Chegados lá, dirigi-me à recepção para ficar na posse da chave do “T 2” que aluguei durante toda uma semana, de sábado a sábado. Como já era de tarde, propus aos miúdos um belo mergulho na piscina do aldeamento. Levámos as toalhas, as pranchas e os chinelos, e sentámo-nos ao lado de uma família do “Nuorte”. Todos eles estavam meios brancos, meios vermelhos e tinham uma coisa em comum: possuíam uma marca bastante notória. Era a da camisola de alças que pareciam não ter tirado. Os braços estavam queimados pelo sol ao invés dos restantes corpos, que de tão brancos que estavam, apresentavam-se agora num tom avermelhado, tipo lagosta, que o sol escaldante lhes tinha proporcionado. Gostavam de contar piadas, alto e em bom som, para que todos os pudessem ouvir, antigas, que todos as conhecem faz já muitos anos. E riam-se! Metiam-se uns com os outros, arrojando teorias do “não sabes nadar”, intervaladas com os gritos da mãe ao pedir àquelas crianças de vinte e tal anos que molhem as cabeças e ponham o “copertone” factor 4 no corpo seguido do “nívea” “dopo soleil” na cara. Estive mesmo para os “ensinar que o “nívea” é um “after sun” que quer dizer depois do sol, não durante. Os fios de ouro muito fininhos, onde estavam penduradas uma medalha na nossa senhora do carrapito e uma figa em marfin em cada pescoço de cada uma das três “crianças”, quase mudaram de cor e feitio, depois de aplicado o creme solar às postas. Mais uma brincadeira sem graça na borda da piscina, atirando água a cada “bomba” que faziam, com o propósito de molhar os familiares e infelizmente os meus filhos. O Duarte queixava-se a mim, com um olhar pasmado, com tanta agitação de gentes, que não são menos gente, mas já têm idade para ter um pouco mais de juízo. Falaram alegremente do jantar do dia anterior, da feijoada de chispe que comeram, referindo-se a ela como “comer” e diziam “comêramos”, da comoção que tinha sido depois de uma hora de terem jantado a cada pum que fizeram. E eu a ouvir tudo em silêncio! Reparei que a lancheira que levaram, também continha a dita feijoada de chispe, que tinha sido feita em demasia para dar para o dia seguinte, e no dia seguinte ainda estava melhor que na véspera. E os “puns” continuavam para grande risota daquela gente.&lt;br /&gt; No dia seguinte, por lá encontrei os protagonistas deste belo dia de piscina, ainda mais vermelhos porque tinha chegado às nove da manhã. Percebi que continuavam a rir das mesmas anedotas do dia anterior e repetiam-nas vezes sem conta. Como gosto de dias diferentes, decidi ir exactamente para o lado oposto aos meus amigos de “bizeu”, depois de ter reparado na tatuagem com linguagem árabe, tatuada no fim das costas da “criança” de p`ra aí uns 27 anos, do género feminino, com cabelo com duas cores, entre o loiro arruivado e o preto original no cocuruto da cabeça, opondo-se à barriga proeminente, envaidecida por três “pneus” “slicks”, onde o “pipo” era um “piercing”.&lt;br /&gt; Tratavam-se por “ó pá”, diziam muitas vezes “filho da Mãe” e penso que o apelido era “Avelar”, tendo em conta as vezes que diziam: - ouve lá! Já o puto mais velho apresentava um prego pregado na língua, que exibia com inveja aos outros, ponto a língua para fora e para dentro, num gesto contínuo. Acho que não se sentia bem e não deve dar muito jeito para comer - a “comida”, especialmente a “sander” de “coirato” que mastigou de boca aberta, livremente, mostrando a qualidade do mesmo a todos os que passavam. Seguiu-se a “jola” bem fresquinha em que todos percebemos que tinha sido aberta à muito pouco tempo, tal não foi o “arroto”!&lt;br /&gt; O pai, branco de alças, de boné de pala com o logótipo de uma qualquer marca de café, espreguiçava-se na cadeira de plástico branca com encosto para a cabeça, rugindo como um leão. E não sei se fazia anos em Agosto. Era o verdadeiro “king of the jungle”, até porque aquilo mais parecia estar transformado em selva. Levaram os chapéus-de-sol que tinham recebido de oferta lá para o café de “bizeu” dos gelados “olá”, as “Tixapes” do Horácio Bencarença- Restauros de louças e sanitários feitos por medida, S.A. que o “king” tinha feito a alteração de a tornar numa bela “manga à cava”. A Mãe, com pelo menos 95 Quilos e apenas metro e sessenta, levou o “bekine” da “H&amp;M”, oferecido pelo marido “aquando” das bodas de prata, em troca da “sunga” oferecida pela “esposa”que mais parecia não ter, visto estar tapada quase na sua totalidade, pela barriga. Deitavam-se nas toalhas brancas de banho do hotel, já acinzentadas, passados dois dias de lá estarem. Faziam “pic-nicks” nos recantos da piscina, pondo as ditas toalhas no chão, servindo de toalha de mesa, encharcadas em migalhas e cerveja. Os “putos” continuavam a rir, atirando perdigotos de chispe, “coirato” e pão, babando-se a cada “gole” de “bejeca” que tentavam dar, mas não cabia na boca porque já estava o pão. E limpavam a boca nas toalhas- de mesa- profanando o gesto árabe da reza, agachando-se como que para Meca.&lt;br /&gt; Decidi, por isso, em consenso com os meus filhos, de tarde frequentarmos a praia que íamos a pé, e de manhã frequentarmos a dita piscina, em contra-senso com os “bizelences”.&lt;br /&gt; Fiquei feliz, porque apenas em dois dias, consegui reunir a família e estarmos de acordo com o que seria o resto das nossa féria no Algarve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115642741306468598?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115642741306468598/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115642741306468598&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115642741306468598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115642741306468598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/08/de-frias.html' title='De férias'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115503742717481518</id><published>2006-08-08T12:43:00.000+01:00</published><updated>2006-08-29T17:16:48.833+01:00</updated><title type='text'>À Marta</title><content type='html'>Em 3 semanas me apaixonei&lt;br /&gt;Pensei que já não te ia ver&lt;br /&gt;Até porque o amor reencontrei&lt;br /&gt;Nos braços de quem muito quis ter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei por um intervalo em que acreditei&lt;br /&gt;Que o amor sem ti era possível&lt;br /&gt;Não sei bem se errei&lt;br /&gt;Mas agora quero estar ao teu nível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que me sentia triste&lt;br /&gt;Faltavas-me tu, a tua companhia&lt;br /&gt;Desde que um dia para mim te ris-te&lt;br /&gt;A vida mudou, fez-se magia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me encantado&lt;br /&gt;O coração palpita&lt;br /&gt;Sei que estou apaixonado&lt;br /&gt;E não é por uma “pita”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És a mulher que quero ter&lt;br /&gt;Para companheira de uma vida&lt;br /&gt;Um pouco maluca podes até ser&lt;br /&gt;Mas serás sempre comedida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratas-me bem, fazes-me bem&lt;br /&gt;És diferente, és querida&lt;br /&gt;És o melhor que o mundo tem&lt;br /&gt;E serás retribuída&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contigo quero viver&lt;br /&gt;Com novos bebés e talcos&lt;br /&gt;Um amor para nunca esquecer&lt;br /&gt;Em festas e de saltos altos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero para sempre comemorar&lt;br /&gt;O reencontro que sonhei&lt;br /&gt;Com champanhe ou caviar&lt;br /&gt;Porque por ti me enamorei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te prometo o futuro&lt;br /&gt;Mas posso me esforçar&lt;br /&gt;Garantir para nós um rumo&lt;br /&gt;Baseado no amor que te quero dar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar todos os dias &lt;br /&gt;Contigo ao meu lado&lt;br /&gt;Mesmo com as tuas azias&lt;br /&gt;Não falar contigo de manhã, será pecado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é disso que se trata&lt;br /&gt;De viver em pecado&lt;br /&gt;Sempre e contigo, Marta&lt;br /&gt;Na estrada da luz ou aqui ao lado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preferia casar, se assim aceitares&lt;br /&gt;Um compromisso para a vida ter&lt;br /&gt;Mas só se muito me amares&lt;br /&gt;E eu não o vou deixar esmorecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava farto de te procurar&lt;br /&gt;Sem nunca desistir&lt;br /&gt;Agora quero muito te agarrar&lt;br /&gt;Não te vou deixar fugir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que por aí andavas&lt;br /&gt;Sempre quis de ti saber&lt;br /&gt;Nem sabia onde trabalhavas&lt;br /&gt;Mas à minha porta vieste bater&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo na memória esse dia&lt;br /&gt;Como se fosse o primeiro &lt;br /&gt;Junto ao carro o sol te batia&lt;br /&gt;O meu corpo, tremia inteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana depois&lt;br /&gt;Ousei telefonar&lt;br /&gt;Para um jantar a dois&lt;br /&gt;Te convidar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofereceste-me um sorriso&lt;br /&gt;Do olho uma ruga franziu &lt;br /&gt;Deste-me tudo o que preciso&lt;br /&gt;Deixei de viver, vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou simplesmente feliz&lt;br /&gt;Lembro-me dos teus traços&lt;br /&gt;Da boca ao nariz&lt;br /&gt;Da força dos teus braços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou deixar-te por uma semana&lt;br /&gt;Longe de ti vou estar&lt;br /&gt;Sonhar contigo na minha cama&lt;br /&gt;De manhã à hora de deitar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias vou telefonar&lt;br /&gt;O som da tua voz rouca ouvir&lt;br /&gt;É a maneira que tenho de me aproximar&lt;br /&gt;Sem nunca deixar de te sentir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande beijo deste que te adora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115503742717481518?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115503742717481518/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115503742717481518&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115503742717481518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115503742717481518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/08/marta.html' title='À Marta'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115465380428080599</id><published>2006-08-04T02:09:00.000+01:00</published><updated>2006-08-04T02:10:04.296+01:00</updated><title type='text'>Dia de anos</title><content type='html'>Tínhamo-nos junto em casa de amigos. A casa era nova e tínhamos o desejo de ver toda a arquitectura, de conhecer todos os preâmbulos, por mais incólumes que nos pudessem parecer, da casa. Depois de uma breve explicação, de quem é o novo dono, incumbe, passámos à sala. Beberricámos o primeiro gin tónico, enquanto fazíamos graça de que mais um conviva, ainda por cima vivendo na casa ao lado, nunca mais chegava. As brasas foram feitas por mim, num gesto simples de quem quer agradar, sabendo um pouco sobre o assunto. Na verdade é que na praia-grande aprendi com um mestre. Aprendi a fazer brasas em segundos, com a maior das facilidades. O Manel chegou, acompanhado pela sua mulher e filha. Os preparativos já estavam feitos, as entradas na mesa, as bebidas dispostas em cilindros para manter o frio, só faltavam eles mesmos. Antes tínhamos tomado banho nas banheiras a estrear, precedidos do fabulástico banho de piscina que, envolto na mata verde dos relvados e sombreados por pinheiros mansos, que nos traziam a calma de umas noites de Julho calmo, perante o calor dos dias de Agosto que se avizinhavam, transferido para as aguas caldas. A noite estava tranquila não fosse o burburinho dos nossos filhos a cantarolarem cantigas parvas dignas da infância, ao mesmo tempo que nos tentavam fintar com a sopa que não queriam comer, desgastando a nossa paciência de Pais que queremos dar a melhor impressão a quem nos vê, percebendo nos seus rostos marotos o que pretendiam. Condição suficiente para os fazer lembrar que, também nós, já tivemos aquelas idades e fazíamos exactamente o mesmo. Comentava-se a melhor educação, perante gritos e tremuras das mães mais ávidas. O que é certo é que todos queremos o mesmo, e, se queremos os nossos miúdos cheios de boas maneiras, também pretendemos o nosso descanso, principalmente em tempo de férias.&lt;br /&gt; Depois do jantar, envoltos ainda na desgraça de coisas comidas, sem pudor nem desdém, à dieta de quem com mais de 30 anos pretende ter, sempre que sai fora para comer, chegaram mais amigos, com o pretexto de beber café e tomar um whisky. Dizem que aos homens com mais de 30 anos, que são permitidos ter uma barriguinha! Quem não a têm é “roto”. A verdade é que o metabolismo não é o mesmo. Pessoalmente desculpo-me dizendo que já tive dois filhos, o que para as mulheres é sinónimo de razão. Não existe mulher que depois de ter, mesmo que seja uma só criança, não tenha barriga. Eu, que sou homem, já tive duas, por isso a mim, tudo é permitido.&lt;br /&gt; Os mais conhecidos, perguntavam-me por história de encontros amorosos, a que, com conivência e sensatez contava, com um orgulho parvo de quem é macho. Contei as menos boas, as boas, as ameaçadoras, as das descrentes do casamento e as loucas.&lt;br /&gt; Ao fim de dois scotchs, decidi, perante o sono das crianças, despedir-me e sair rumo a casa. Depois de agarrar nas minhas coisas, dos sacos cheios de toalhas de praia, das do banho roubadas no hotel por uma tarde e das roupas de fim-de-semana, ainda com o olhar malicioso de alguns rapazes presentes e dos olhares cúmplices das raparigas, num jeito próprio que as mulheres têm de dizer – diverte-te agora que podes, agora que estás divorciado, a ti tudo é permitido e continuo a aconselhar-te às minhas amigas! – Fiz-me à estrada de albufeira.&lt;br /&gt; Nessa estrada, encontrei por ultimo, um carro com um furo. Resolvi parar. Ajudar a rapariga, que sem saber, tentava desmontar um pneu que não queria sair da jante, agarrada fielmente ao carro a que pertencia, qual mulher que anseia pelo marido nas horas de chegar a casa, pai dos seus filhos. Saí do carro com aquela afirmação de homem entendido em mudar pneus, como se nós nascêssemos a saber mudar rodas, com um curso intensivo de mecânica e a saber ler mapas de estrada, assim como, as mulheres crescem a saber cozinhar, a tratar das crianças e a lavar sanitas. &lt;br /&gt; Pneu mudado, fui de encontra o meu destino. Ela, sem saber, veio atrás. Arrumados os carros, trocamos uma última conversa, estúpida, ao que parece. Deu-me o seu número de telefone em troca do meu, em jeito de agradecimento.&lt;br /&gt; Sábado seguinte rumei a Lisboa em busca da minha casa que tanto prezo, as férias tinham acabado e ainda estava com os miúdos. Perante a exaltação do fim de umas pequenas férias passadas longe de casa, a obrigação de pôr a roupa a lavar para que a mulher-a-dias a passe a ferro no dia seguinte, com a tentação de um jantar calmo depois de uma viagem, decidi, há hora do café fazer o telefonema que tanto pretendia fazer. A conversa foi animada e combinamos encontro em casa dela, para um café e uma bebida. Deixei as crianças em casa da minha mãe, que, conivente com o sucedido, e sempre, com o objectivo de me ver bem, as aceitou.&lt;br /&gt; A casa era fantástica, cheia de cores, flores e odores. A Marta tinha acendido incenso, as flores brotavam no jardim que estava no terraço cuidado, com umas cadeiras de plástico azul claro, assentes no chão de tijoleira que guardava o calor do sol dos dias de verão, junto do barbecue.&lt;br /&gt; Ainda me lembro dessa casa. Da entrada avistava-se um pequeno corredor, de onde saía uma entrada para detrás da porta da rua, que ligava a um quarto de paredes pintadas de branco, sujas por cartazes de cantores e heróis da juventude do seu filho. Do lado esquerdo, seguia-se em frente para uma casa de banho, que por cima da sanita se avistava um letreiro curioso que dizia: - cuidado, está a ser filmado. À esquerda do wc a cozinha, que dava para uma sala de jantar, seguida de uma outra entrada para o terraço. Do lado direito, a sala, giríssima, envolta em cores suaves com tons diferentes em qualquer uma das suas paredes. Os cortinados, de outras cores, mais pareciam dizer que por ali se vivia em beleza, com alegria. A vida por aqui tinha mais cor. Mesmo com a profundidade dos tons de vermelho que tinham os puf`s, que nos ladeavam na entrada principal para o jardim. Este, tinha um grande chapéu-de-sol, onde pendurados, permaneciam, em jeito romântico, três pequenos candeeiros para pôr velas de perfumes aromáticos, que me faziam sentir homem, com o bolso cheio de rebuçados, perante a beleza da dona da casa. A conversa foi fluindo de forma natural e concisa. Como dois desconhecidos, apaixonados pela beleza interior que o outro nos queria transmitir, achamos que tínhamos muito em comum. Das musicas que ouvíamos aos livros que líamos independentes, cada um na sua casa, aos restaurantes e comidas de eleição, às viagens de sonho que tínhamos.&lt;br /&gt; Da sala de estar, fui ver, curioso, o quarto. Nele permaneci mais de trinta anos. Da primeira à última noite de amor que, com a Marta tive, enquanto nesta casa, como se ela fosse um convite obrigatório, a quem não podia resistir! Sempre foi mulher. Sempre me fez ver o que de bom as mulheres têm. Sempre me agradou a sua companhia ao meu lado, mesmo nas noites menos românticas. Sempre me agradou o seu acordar, embora, dito por ela, era desastroso, carregado de mau feitio. Nunca me deitei a ver a mulher da minha vida, linda e esplendorosa, e acordei com alguém a cheirar mal da boca envolta num hálito de múmia, cheia de ramelas e cabelos desgrenhados, mesmo nas noites de amargura em que chegava cansado e triste, de mal com a vida e com os negócios, tentando sempre o melhor de mim mesmo, lutando para um sustento sustentado. Lutando por uma regra de jovem de 30 anos, em que dizia, querer sempre trabalhar, mas, lá para os quarenta, não precisar disso para viver. Dormíamos enroscados, um no outro, numa tentativa de ver quem ocupa mais espaço e manda na cama. Disse, pela vida fora que quem mandava em casa era ela, mas, nela, mandava eu. Como se isso fosse possível!&lt;br /&gt; Tudo o que queria era poupá-la. Conceder-lhe o melhor que a vida tem, sem esforço. Desde o nosso casamento, em jeito de loucura, em Las vegas, numa viagem relâmpago, vestido eu de Elvis e ela de Marilyn Monroe, apenas por amor a quem me faz feliz. Todos os dias. Toda a vida.&lt;br /&gt; Lembro-me desta história, agora que tenho 68 anos, parado novamente na estrada de albufeira, com um furo no meu mono volume, que sempre odiei, repleto de netos, uns filhos dos meus filhos, outros do dela e muitos nos nossos, quase sem gasolina, depois de os ir buscar à discoteca, num acto cúmplice de avô coruja, em que me sinto muito bem em o fazer. Olhei para ela com o mesmo ar de tantos anos passados, desta feita pedindo-lhe ajuda, porque o meu corpo de homem já não é o mesmo, e, nem eu, mais procuro seja o que for numa mulher.&lt;br /&gt; Hoje, faço anos, neste lindo dia 12 de Agosto. Tenho tudo o que sempre quis. Uma linda mulher, por fora, mas, sobretudo por dentro. Uns filhos espectaculares a quem gabo serem meus amigos. Uns netos, embora em estado de embriaguês, fora de série.&lt;br /&gt; Afinal é dia de anos. Costumava dizer, de brincadeira, que eu fazia a festa, por isso, alguém teria de dar o “ânus”. No meu, nada entra, só sai…e quando sai, é merda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115465380428080599?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115465380428080599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115465380428080599&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115465380428080599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115465380428080599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/08/dia-de-anos.html' title='Dia de anos'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115438441578776858</id><published>2006-07-31T23:17:00.000+01:00</published><updated>2006-07-31T23:20:15.790+01:00</updated><title type='text'>Carta de agradecimento</title><content type='html'>Sentia-me triste. Já não acreditava no amor. Achava que as mulheres eram todas iguais. Todas oportunistas. Conquistavam-me pelo sentimento e não pela razão. Claro que existem mulheres diferentes, que me cativam, mas essas, até à data, chamo-lhes de amigas.&lt;br /&gt; Estou feliz, contente. Claro que vejo a vida de forma diferente, mais clara, com outros olhos, ou com olhos de ver. Creio, que estou apaixonado. Partilho sentimentos com alguém que vê os meus sinais interiores de riqueza. Com alguém, com quem adormeço, mesmo em sonhos. É uma sereia que me encanta e me faz estar tranquilo. É alguém a quem tenho muita estima. Não é a minha âncora. É o barco, que me ajuda sem querer, a remar, cada um de seu lado, com a mesma força e que nos leva avante, contra ventos e tempestades, contra marés. É aquela que me ajuda a adormecer, com carícias simples de alguém que ama, sem pensar no retorno. É a minha luz no fundo do túnel, que entretanto, cheguei ao fim e já vejo o sol. É alguém que me deixa chorar as minhas lamurias no seu colo, ajudando a superar o que de menos tenho comigo. É alguém que me apanhou desprevenido durante a sesta da vida em que me encontrava. É o confiar em alguém e me entregar. Estar com ela é como estar num concerto em que a musica se compõe no meio de nós.&lt;br /&gt; Diziam-me que era preciso que me sentisse bem, desde que haja alguém com quem recomeçar. Eu encontrei, e não estou a começar. Estou, isso sim, a começar a viver, agora que tenho 34 anos.&lt;br /&gt; Dizia alguém que encontrar o amor é o segundo desafio da vida, o primeiro era, nunca lhe dizer adeus. Para mim, agora que encontrei o meu primeiro amor, o desafio é nunca o voltar a perder!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115438441578776858?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115438441578776858/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115438441578776858&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115438441578776858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115438441578776858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/07/carta-de-agradecimento.html' title='Carta de agradecimento'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115438419565043079</id><published>2006-07-31T23:14:00.000+01:00</published><updated>2006-07-31T23:16:35.660+01:00</updated><title type='text'>Presépio</title><content type='html'>Quero, antes de mais, pedir desculpas aos católicos. A religião é coisa que comigo não combina. Nem sei bem se sou ateu ou apenas descrente, mas uma coisa é certa, existem coisas no reino de deus que não entendo.&lt;br /&gt; Lembro o presépio. Todos os anos faço-o com os meus filhos. Trago da loja da praça da figueira figuras intermináveis, umas com movimentos outras com água. Fazemos em conjunto. Eu ponho as figuras principais, eles os animais.&lt;br /&gt; No meio de tudo isto lembro-me sempre que Maria fica sempre do lado esquerdo de quem vê, deixando para a direita o José. O menino na palhota ao centro e o burro e a vaca um de cada lado. Mais parece um desfile de personagens ditas famosas, há procura de um lugar central numa revista das ditas cor-de-rosa.&lt;br /&gt; Como todos conhecem a história, não a vou contar. Mas estranhamente, e pensem, dou por mim a conjecturar sobre a vida do José. Tem um filho que não é dele, vindo ao mundo por uma “santa” a quem nem sequer tirou os 3. Ao sócio neste amor, chama-lhe de “espírito santo”, esse ilustre banqueiro. Será que Maria se perdeu? Que foi a primeira mulher a dar o golpe do baú? Pois é, e quem ficou para o arranjar foi o José.&lt;br /&gt; Não existe outra maneira de o explicar, mas a verdade é que o presépio está muito bem feito. Para além do menino, a Virgem Maria (nome que ainda hoje lhe é atribuído, mesmo depois de ser mãe e ter estado casada muitos anos, e , nem acredito que nunca tenha tido relações com o José, e se teve, porque é que ainda é virgem?)esconde-se por trás de um espelho. Sim um espelho. Ela está mesmo à frente da vaca. Assim como o José está á frente do burro!&lt;br /&gt; Sim o presépio é perfeito. A imagem do anjo em cima da cabana, e usada como um amuleto, tal como em casa põem altares com santos e rezamos a eles como se nisso acreditássemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115438419565043079?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115438419565043079/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115438419565043079&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115438419565043079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115438419565043079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/07/prespio.html' title='Presépio'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115391144097936919</id><published>2006-07-26T11:57:00.000+01:00</published><updated>2006-07-26T11:57:20.990+01:00</updated><title type='text'>Velório</title><content type='html'>Na semana passada, fui, uma vez mais sem conseguir esconder a tristeza, a mais um velório. Acho que são coisas, a que vamos, cada vez com mais frequência. Cada vez estamos mais velhos, mais cúmplices com a vida dos outros, que nos sentimos quase que obrigados a ir a este “ultimo adeus” a alguém que conhecemos e respeitamos.&lt;br /&gt; Pela lei normal da vida, são os mais velhos que vão primeiro, mas, já me tem acontecido não formalizar esta sucessão de acontecimentos, cumprindo esta regra.&lt;br /&gt; Vestimos o nosso fato escuro, pomos a gravata preta em reconhecimento ao conjugue e aos filhos. Falamos de tudo menos na pessoa que agora se despede. Contam-se anedotas. As pessoas presentes riem-se de piadas estúpidas, em surdina, manchadas por uma mão a tapar a boca para não se verem os dentes. Mostrar os dentes num velório, parece ser pecaminoso, e é sem duvida nenhuma, um acto a reprovar. Temos de manter o respeito por alguém que se gostava, ou pelo menos aos familiares directos que estão presentes.&lt;br /&gt; Perguntamo-nos onde vamos jantar, para estarrecimento do marido ou mulher do recente defunto, que nem tem fome nem vontade de comer seja o que for. Nem tempo, porque tem de se manter firme e hirto como uma vara de pau, levando as pancadinhas nas costas em sinal de reconhecimento. Chafurdando num desgosto, obviamente profundo a que se é obrigado a passar. O cheiro das flores que me deixam sem olfacto, as paredes brancas da salinha onde está o caixão, muitas vezes aberto para que se veja o corpo da pessoa em causa. As beatas sentadas nas cadeira imediatamente juntas ao sobretudo de madeira. Amontoam-se os cartões de visita na salva de prata que alguém cobiça. Pedem-se desculpas e pagam-se dívidas de gratidão ao ouvido de quem já não ouve, despejando lágrimas, nunca de crocodilo, sempre sentidas, até porque quando se morre, passa-se de diabo a anjinho.&lt;br /&gt; Para amanhã, prevê-se um dia difícil, mas estamos cá para dar força a quem precisa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115391144097936919?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115391144097936919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115391144097936919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115391144097936919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115391144097936919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/07/velrio.html' title='Velório'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115390929514565951</id><published>2006-07-26T11:21:00.000+01:00</published><updated>2006-07-26T11:21:35.156+01:00</updated><title type='text'>Frio ao pé dos iogurtes</title><content type='html'>Em toda a minha vida, me habituei a ir às compras. Tenho como regra, fazer as compras de casa, no que diz respeito às comidas, sempre sem fome, sempre ao início da manhã ou a meio da tarde. Das poucas vezes que me senti “obrigado” a encher o frigorifico nas horas das refeições, para além de ter de gramar com filas de espera intermináveis nas caixas de pagamento, trago sempre coisas a mais. E são sempre coisas supérfluas. Coisas que por norma não como. Venho com o carrinho atolado de bolachas, biscoitos e guloseimas. Os “bolicau`s”, os congelados de pacote, as refeições pré feitas enchem o dito carrinho. Troco o leite meio gordo por leite com chocolate de pacote, de preferência UCAL, lembrando os tempos de miúdo em casa da minha avó, em que íamos à leitaria da Rua Passos Manuel com o mesmo nome. Ponho um “punhado de pacotes de “sugus” de fruta (esses filhos da puta para o colesterol), juntamente com caixas de pastilhas elásticas de sabor a canela, da chiclet`s ice. Ice eu não as tenho posto, o meu hálito a tabaco não tinha acabado! Carrego-me de bolos instantâneo para fazer um dia em que tenha os miúdos. Bolos que eles nem gostam, mas compro pelo prazer de os ter na cozinha comigo a ajudar a sujar. Passo pelo corredor dos vinhos e trago os que conheço e os que não conheço. Desde o tinto ao branco passando pelos verdes de ponte de lima. Troco a água pelos sumos da compal, os néctar`s que coloco ao pé dos outros do deus Baco. Compro fruta aos quilos pensando nas saladinhas que vou fazer com elas. Compro gelados a contar com os miúdos e chegando a casa como-os todos.&lt;br /&gt; Finalmente, e com o carro cheio de porcarias e nada de realmente nutritivo e saudável, embirro com o corredor dos iogurtes. Deixo esta parte para o fim para não ficarem esborrachados, o que implica fazer mais dois quilómetros no “continente” do Colombo. É aqui que tudo acontece, é aqui que sinto o arrepio na espinha (coluna). O frio ao pé dos iogurtes dá-me calafrios, dá-me uma noção de que estou errado, que devo fazer”a volta” novamente e recolocar tudo nas prateleiras. Olho para as compras e penso: - dá-me uma arrepio na pele, sinto agua na boca, quero ficar com vocês – como na música do Marco Paulo. Mas eu não tenho um pingo de vergonha, todo o homem sonha, ter uma mesa assim. Realizando mil fantasias, taras e manias. Uma lady na mesa, uma gulosa na cama, na maior safadeza você diz que me lamba! Desvario e loucura!&lt;br /&gt; Do frio ao pé dos iogurtes, passo a um estado de transe. Os calores sobem pela minha cara, percorrendo o corpo esfomeado.&lt;br /&gt; E a culpa, é dos iogurtes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115390929514565951?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115390929514565951/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115390929514565951&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115390929514565951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115390929514565951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/07/frio-ao-p-dos-iogurtes.html' title='Frio ao pé dos iogurtes'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115342222796068228</id><published>2006-07-20T20:02:00.000+01:00</published><updated>2006-07-20T20:03:47.970+01:00</updated><title type='text'>A cebola e a tristeza-História infantil</title><content type='html'>Era uma vez uma linda cebola, que vivia num campo para os lados de Santarém. Todos os dias era regada e limpa das ervas que a rodeava. Vivia infernizada com a ideia de ir parar a uma qualquer mesa. Vendo bem não era uma cebola qualquer. Tratava-se de um cebolo, um macho da mesma espécie. Só se notava esta diferença, porque, devido à exposição excessiva ao sol, para além da parte normal branca, tinha uma parte avermelhada, a de baixo.&lt;br /&gt; Todos os dias sonhava que o iam retirar do solo, cortá-lo às rodelas e talvez a migarem. O que a consolava, é que, iria servir de alimentação a algum homem, que por inerência, tinha de chorar muito por ela. Nada fazia prever que ao ser cortado, não deixaria de alagar os olhos deste senhor. Até porque era um bravo.&lt;br /&gt; Conversando com os seus amigos alhos e algumas batatas, decidiram tornarem-se menos apelativos. As batatas ficaram zangadas umas com as outras e bateram-se até não poderem mais. Ficaram em tão mal estado que nem a murro servia. Os alhos, juntaram as suas cabeças com tamanha força que ficaram secos, e amarelados. Por fim, o cebolo decidiu agarrar-se a uma cenoura enorme que por ali vivia, juntando-se a ela com muito poder, o que viria a criar um género de separação. Pareciam duas cebolas, seguradas por uma cenoura. Mais tarde este fenómeno, mais conhecido por fenómeno do entroncamento, iria aparecer nas páginas dos jornais e nunca ser destruído ou cortado. Até rama ele tinha!&lt;br /&gt; Nunca a tristeza de acabar dentro de uma panela, tinha passado pela sua cabeça.&lt;br /&gt; E, junto da cenoura, viverem juntos para sempre…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115342222796068228?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115342222796068228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115342222796068228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115342222796068228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115342222796068228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/07/cebola-e-tristeza-histria-infantil.html' title='A cebola e a tristeza-História infantil'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115323393886374356</id><published>2006-07-18T15:44:00.000+01:00</published><updated>2006-07-18T17:41:51.130+01:00</updated><title type='text'>Noites loucas no Lux</title><content type='html'>Fazia-se ouvir “Crazy” de Gnarls Barkley na pista do Lux eram quatro da manhã. Todos pareciam possuídos de uma leveza mental. O álcool cheirava-se, entupindo os ares condicionados da discoteca. No meio da pista, na zona onde o fumo dos cigarros se concentra, onde as luzes coloridas permanecem, dançava uma miúda linda. Ele, embaraçado, encostado ao balcão, pedia mais uma dose de “famous Grause” em copo “on the rocks” cheio de gelo. O médico tinha-lhe pedido para beber mais água! Olhava para ela, fingindo um desdém. Sem se aperceber e cansada da loucura da dança e da noite, vislumbrou um cantinho do bar, para onde se dirigiu a pedir uma garrafa de água. Ficaram mesmo ao lado um do outro sem se conhecerem. Delicadamente, ele ofereceu a bebida perante o olhar desconcertante dela, que desconfiada, aceitou por ter visto o empregado a abrir a mesma. Agradeceu e foi embora.&lt;br /&gt; No fim da noite, descia as escadas quando a reviu. Aí, sem receios meteu conversa. Perguntou se estava sozinha. Se lhe podia dar uma boleia. Sabendo ela que se tratava de alguém conhecido dos empregados e um habitue aceitou. A conversa seguiu de forma normal até à casa dela. Ao fim dos dois beijos (da práche) em jeito de despedida, sentiram uma vontade de dar mais um. Um beijo carinhoso. Trocaram uma leve carícia na cara um do outro enquanto os lábios se tocavam. Decidiram entrar juntos para casa dela. Ainda a porta não estava fechada, começaram a agarrar-se como se o amanhã não viesse, como se o mundo fosse acabar dentro de dois minutos. Atiraram-se para a cama. Ele, despiu-a, como se tivesse uma couve lombarda na cama. Tirou tudo devagar, ao mesmo tempo depressa. O calor daquela paixão, fazia-os transpirar de satisfação. As mãos corriam-lhes pelo corpo, deslizando como se estivessem a fazer uma festa a um bebé molhado. Ouviram-se murmúrios e sons de prazer intenso. Trocavam palavras de afecto. Lentamente, foram-se amando, fazendo movimentos leves que tinham tanto de dor como de prazer. Quando acabou, deitaram-se de barriga para cima, olhando as estrelas que julgaram ver no tecto do quarto, de mãos dadas, esperando que os corpos arrefecessem. Mais umas festinhas e beijos de paixão. Ele levantou-se e foi buscar água que beberam pelo mesmo copo, mastigando o gelo. Com os lábios frescos, deu-lhe mais um beijo. Riram-se. Olharam um para o outro e levantaram-se. Lavaram a cara na casa de banho, as mãos, os olhos. Tomaram o pequeno-almoço juntos, e por volta das nove horas saíram para os seus empregos.&lt;br /&gt; Nunca mais se viram, mas anseiam por um encontro caloroso nas mesmas condições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115323393886374356?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115323393886374356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115323393886374356&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115323393886374356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115323393886374356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/07/noites-loucas-no-lux.html' title='Noites loucas no Lux'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115322662172446061</id><published>2006-07-18T13:43:00.000+01:00</published><updated>2006-07-18T13:43:41.736+01:00</updated><title type='text'>Apaixonado pela paixão</title><content type='html'>Nem só de corações moles vive o mundo.&lt;br /&gt; No meio de problemas em que vivemos, existe muito de bom. São as paixões.&lt;br /&gt; As paixões são muito importantes, são algo que vivemos intensamente, seja elas quais forem. É o que nos dá força, o que nos motiva para dias vindouros.&lt;br /&gt; Para mim, tudo é sinónimo de paixão, são encantamentos daquilo que precisamos a dada altura das nossas vidas. Sem vontade não somos nada. Sem desejos a vida não faz sentido. As necessidades são insaciáveis. Queremos muito uma coisa e quando a temos queremos logo outra. É como que um desafio que impomos a nós mesmos. Queremos mais e melhor, sempre. É isso que me faz viver.&lt;br /&gt; Acho que sou ambicioso, sem querer parecer ganancioso. São duas coisas distintas, a que resumo, dizendo que ambição é uma coisa medida, a ganância é uma ambição descontrolada onde se passa por cima de tudo e todos para a conseguir.&lt;br /&gt; A maior paixão, é para mim, viver o amor. Salivando atrás da mulher que gostamos ou que julgamos gostar. Viver esse amor, é, entrar numa cadência constante que, perigosamente nos pode levar à monotonia. Aí a paixão acaba. O que fica? Amor ou nada?&lt;br /&gt; Adoro as transfusões de suor a percorrer os corpos desnudados, quando agarrados um ao outro. A partilha de um beijo que se julga eterno, que nunca tem fim. O prazer de fazer sentir prazer. &lt;br /&gt; Quando tudo isto acaba, o mundo fica escuro, mais uma desilusão aparece, mas continuamos à procura desse amor e dessa paixão. Vivemos então, num mundo onde até as flores de plástico murcham, onde nada nos apetece, por vezes, nem viver.&lt;br /&gt; As paixões são vícios, em que alguns se controlam, outros nem por isso. O tabaco, é um deles. A paixão pelo cigarro, que nos transmite a calma e a alegria a seguir a um qualquer prazer, como por exemplo uma bela refeição. O álcool que nos deixa extasiados, que nos dá uma sensação de bem-estar, pelo menos até à manhã seguinte. Que nos deixa menos cumpridores de regras que alguém ousou definir. Que serve de desculpa a nós mesmos quando erramos debaixo do seu efeito. São estes, exemplos, embora estúpidos, de paixões/vícios. E comer? Conheço apaixonados por um qualquer doce ou prato!&lt;br /&gt; Sou um apaixonado por paixões, quero viver todas as que conseguir, mas, com a mesma mulher do meu lado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115322662172446061?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115322662172446061/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115322662172446061&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115322662172446061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115322662172446061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/07/apaixonado-pela-paixo.html' title='Apaixonado pela paixão'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115322448273892402</id><published>2006-07-18T13:07:00.000+01:00</published><updated>2006-07-18T13:08:02.740+01:00</updated><title type='text'>Carta de S. Pedro aos Apóstolos</title><content type='html'>Não tenho dúvidas que sou boa pessoa, mas santo, é pedir muito!&lt;br /&gt; Tenho andado ausente, ausente de mim mesmo. Existem alturas das nossas vidas, em que nos afastamos, para entender o que mais nos faz falta. Sinto falta dos amigos, mas tudo isto tem uma razão.&lt;br /&gt; Tenho uma necessidade de me afastar de vez em quando para me lembrar que os outros existem, que preciso deles e, que eles precisam de mim. Quando estamos sempre juntos, achamos que tudo é um dado adquirido, que estamos com todos ao mesmo tempo. Precisava fugir, viver um amor. A todos os que me conhecem, sabem que estou presente sempre que de mim precisarem, para o que der e vier. Agora tenho estado a precisar de mim mesmo. Como tantas outras crónicas que escrevi, sobre amor e a necessidade de termos alguém, devo confessar que tenho esse alguém. Não é com o sentido possessivo do mesmo, é com a ganância de estar a todo o tempo com alguém que me faz sentir bem. Mesmo não fazendo nada.&lt;br /&gt; Para mim, o que tem sido difícil, é no meio de centenas de pessoas que conheço, descobrir uma que se assemelhe a mim, não sendo igual, pois isso, não tinha piada nenhuma. Uma pessoa em que me revejo, num misto de loucura e sentimentos. Não tenho procurado ninguém, muito menos uma santa. De santos, gosto pouco. De beatas, só as que deixo no meu cinzeiro. Quem diz que o é, é muito mais louco que eu, chegando a ser maluco.&lt;br /&gt; Tenho encontrado, pela vida fora, mulheres com quem me vejo, mas não tenho a necessária paixão. Por outras tenho sentido paixão, mas que não as vejo na minha vida.&lt;br /&gt; De quem se trata afinal? &lt;br /&gt; É difícil, até para mim, acreditar que a encontrei. A pessoa ideal para mim. Não existe a perfeição, é certo, mas, podemos ter alguém muito parecido com tudo isso. Mas se fosse tudo perfeito, onde estaria a graça da relação?&lt;br /&gt; Se bem que ambos tivemos, no passado, experiências menos tentadoras e enriquecedoras, o futuro, por nós espera. Estava farto de miúdas lindas e incompletas, de mulheres completas e sem graça. Precisava da mulher companhia, que me faz rir e põe bem disposto, da mulher feminina, com experiência de vida e histórias para contar, todas elas enriquecedoras. Daquela que entenda que tenho filhos e que são muito importante para mim. Aquela com quem os miúdos se dão bem, atendendo que são amores diferentes. Uma mulher com passado, ora poderia pensar o porquê de eu ficar com ela, se mais ninguém a quis. Uma mulher com vontade própria que me dê luta. Que, principalmente, goste de mim, mas que goste dela também. Existe agora uma pessoa suficientemente louca, que me agrada, e muito.&lt;br /&gt; Quando falo em louca, refiro-me à dose de adrenalina que todos necessitamos. Se calhar, eu mais que os outros. Que gosta de sair, sem complexos da idade. Que cometa alguns excessos comedidos. Que beba o seu copo, mas que aprecie a calma de uns dias de praia sentada de frente para o mar. Que no calor do verão se agarre a mim com desejo, com paixão. Arrisco dizer com tesão (termo brasileiro). Que me sinta nervoso e caloroso quando está por perto. Alguém que deseje. Que faça amor e não sexo. &lt;br /&gt; Nem esta é a paixão de Cristo, nem ela a Maria Madalena. Enfim, que entre na igreja de nariz empinado, depois de pecar, seja isso o que for.&lt;br /&gt; Não que seja primordial, mas já conhecemos parte das nossas famílias e acho que nos demos bem. É sempre bom que nos demos com as famílias. É errado pensar que só precisamos de nós mesmos. Afinal existem os natais e as festas de anos. Os dias de convívio. Se as coisas não correrem bem aqui, é um prelúdio para que as coisas acabem mais depressa do que queremos. Se é que vão acabar. Espero bem que não, porque não existem mulheres assim, com eu gosto, cheias de tudo e de nada, num misto de loucura e prazer em que me encontro.&lt;br /&gt;Os apóstolos são os meus amigos e S. Pedro… é mais Pedro S. sendo o “S” de Serodio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115322448273892402?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115322448273892402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115322448273892402&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115322448273892402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115322448273892402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/07/carta-de-s-pedro-aos-apstolos.html' title='Carta de S. Pedro aos Apóstolos'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115240428966925585</id><published>2006-07-09T01:16:00.000+01:00</published><updated>2006-07-09T01:18:09.676+01:00</updated><title type='text'>Aqui há melga!</title><content type='html'>Já passava das duas da tarde. De manhã tinha ido ao blockbuster devolver os filmes que tinha alugado e estavam em atraso, depois de ir buscar os óculos escuros ao stand. Tinha combinado com amigos passar um dia de praia na comporta e de noite ir para o bar do tamariz. Quando eles apareceram para me vir buscar, já estava pronto. Seguimos rumo à praia do carvalhal. A praia onde o Miguel Reino tem o restaurante e bar de praia, o “Aqui há peixe”.&lt;br /&gt; O dia estava lindo, com um céu radioso. A água, nem estava quente nem fria, perfeita. O calor não era intenso e a brisa corria de forma suave e leve, acalmando os nossos corpos expostos ao sol. Nem havia necessidade de ter os óculos escuros postos. O mar, esse brindava-nos com pequenas ondas que nos fazer elevar de quando em vez, sem necessitarmos de mergulhar.&lt;br /&gt; Assim que o sol tocou no mar, levantei-me dizendo que ia para a esplanada assistir ao por do sol, na companhia de uma cerveja. Todos me seguiram. O peixe exposto nas vitrinas frigorificas do restaurante, olhavam assustados para o Miguel que, como de costume gritava para os empregados, com aquele ar dele de “sou mais que os outros e sou muita bom, como isto é meu, posso ser arrogante à vontade e berrar, até porque a mim ninguém me cala”, e tratava mal os clientes, falando muito alto, perguntando: - quéque quer comer?&lt;br /&gt; Decidimos comer uns belos sargos grelhados e escalados. Talvez seja pela magnífica qualidade do peixe e a arte de o confeccionar que as pessoas lá vão! Com certeza não é pelo atendimento!&lt;br /&gt; O sol tinha dado lugar à lua. O ambiente não estava como de costume. Cheio de gente e com uma musica apaziguadora, ao mesmo tempo que relaxante.  Era dia de futebol, o dia em que se viria a saber que Portugal ficou em terceiro lugar no mundial da Alemanha. Perdemos exactamente com ela, tentados a abandonar o restaurante, com os gritos oferecidos a todos os presentes pelo Miguel. Mas, não foram os gritos que me arrastaram para fora. Com todo aquele calor, as melgas resolveram fazer-nos companhia na hora da sobremesa. Com umas sete babas cada um, conseguimos aguentar até ao café. Pedimos a conta e saímos, como loucos, a coçar-nos por todo o nosso corpo. Dissemos adeus e agradecemos aos empregados e ao Miguel. O dono, respondeu-nos com a simpatia que lhe é conhecida. Para mim pensei: - adeus melga! Obrigado por me teres estragado o dia de praia, o jantar e o serão. Estou certo que não volto cá por algum tempo! Aqui há melga!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115240428966925585?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115240428966925585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115240428966925585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115240428966925585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115240428966925585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/07/aqui-h-melga.html' title='Aqui há melga!'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115203059330547044</id><published>2006-07-04T17:29:00.000+01:00</published><updated>2006-07-11T23:11:29.520+01:00</updated><title type='text'>Um dia de praia, na grande com os pequenos.</title><content type='html'>Depois das minhas seis horas de sono, acordo e vou para a sala. Tento não fazer barulho para os miúdos não acordarem. Por volta das 10 horas eles levantam-se e vão ter comigo. Trocamos as primeiras carícias e beijinhos. Pergunto se dormiram bem. Mando-os para a cozinha tomar o pequeno-almoço.&lt;br /&gt;  Já é meio-dia. O sol já levantou. Está na hora de irmos tratar de tudo para ir para a praia. Vou à Fátima comprar o pão e faço sandes. Trago uns yogurtes bebíveis e ponho na saca. Junto uma banana para cada um. O gelado compramos lá. O Du e a Micas, vão a correr para a garagem buscar as braçadeiras que nunca usam porque o mar é mau, a prancha de bodyboard, que sofre do mesmo problema. A Maria trás a mochila com os ancinhos, baldes e pás. Ponho as toalhas na saca, o creme solar, a minha carteira e o telemóvel.&lt;br /&gt; A Avó Guida, insiste em nos levar, prometendo que nos vai buscar às horas que quisermos. Todos com t-shirts iguais, qual equipe de futebol, seguimos caminho.&lt;br /&gt;  A Avó deixa-nos no redondel da praia grande. Em procissão, vamos junto aos carros estacionados na berma da estrada, sob o meu olhar atento. Chegamos à praia, à areia. Tiramos as toalhas e montamos o arsenal de brinquedos. Oleio os miúdos com o protector solar. A Maria põe a mim o creme, porque não chego às costas. Vamos molhar os pés e fazer o primeiro passeio á beira-mar para ver as grutas. Para não variar a água está fria, dizem os piolhos. Atiram areia e molham-se mutuamente. Eu, apanho por tabela.&lt;br /&gt; Perguntam-me porque tanta gente me fala. – O Pai conhece muita gente, é muito importante. Explico que não sou importante, vou para ali há muito tempo e fiz muitas amizades. - Ó Pai, o Pai é muito importante para nós, poizé? Rio-me e digo que sim, que sou o melhor amigo deles assim como eles de mim e que eles são muito importantes para mim.&lt;br /&gt; Melhor que a praia, o mar, o sol, só comentários destes na praia Grande, em grande, com os pequenos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115203059330547044?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115203059330547044/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115203059330547044&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115203059330547044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115203059330547044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/07/um-dia-de-praia-na-grande-com-os.html' title='Um dia de praia, na grande com os pequenos.'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115202840804398441</id><published>2006-07-04T16:52:00.000+01:00</published><updated>2006-07-04T16:53:28.056+01:00</updated><title type='text'>Ó Puai</title><content type='html'>Fui buscar os miúdos ao colégio, eram 18 horas. Lá fui eu, no ritual do costume, à infantil de cima, passando pela primária, onde estava o meu filho Duarte. Ao ver-me, diz sempre: - já! Ó puai, vamozimbora? Respondo sempre o mesmo: - claro, filho, está na hora. Vou só buscar a Maria e venho aqui ter contigo! Vai ver onde está o teu casaco e a pasta e encontramo-nos aqui!&lt;br /&gt; Sigo o meu caminho. A 50 metros, passando pelo caramanchão do recreio da primária, viro ligeiramente á esquerda e aproximo-me do portão. Dou sempre de caras com a minha ex mulher, que por ali está a prevenir que os miúdos não fujam. A Maria vê-me ao longe enquanto tento vê-la. Vem a correr e salta para os meus braços que abro livremente, esperando que ela se atire para dentro deles. Tenho sempre que a agarrar, dar-lhe beijinhos e conhecer as amigas que já conheço aos anos. - Ó Puai, esta é a Maria e aquela a Inês.&lt;br /&gt; Digo para irmos, vejo-a despedir-se da Mãe, a dizer às amigas, orgulhosamente, que a fui buscar. - Aquele é o meu Puai! &lt;br /&gt; Para não variar, não veio o casaco. – Micas, o casaco, filha? Responde-me sempre: - ó Puai, pregunte, pregunte à Conceição! Leve-me ao colo! Vá lá, vá lá!&lt;br /&gt; Com a miúda ao colo, vou de volta á primária onde está o Duarte à minha espera, faz tempo. – Ó Puai, leve-me a mocila, está pesada.&lt;br /&gt; De mochila às costas, a Maria ao colo e de mão dada ao Du, abandonamos o colégio. Na entrada para o carro, começa a guerra de sempre. Quem vai atrás de mim!? Depois de gritos e pequenas zangas, e, de um pequeno ralhar meu, entram para o carro, alternando com quem veio antes e da ultima vez. Começa então outra quezília. A Maria adora cantar e sabe as letras das músicas todas. O Duarte não gosta de a ouvir. A gritaria recomeça. – Ó Puai o Duarte está a me chatear!!! – Não tô! A Maria é que não se cala e eu quero jogar PSP, e assim não consigo! Já chateado com aquilo dou um berro para se calarem, digo que já não os posso ouvir. Eles ouvem e param durante… para aí uns 30 segundos!&lt;br /&gt; Imitam-se um ao outro, estragam as letras das músicas um do outro, pedem-me aquela do Espírito Gonzalez, o lá lá lá, as meninas da ribeira do Sado, os loucos de Lisboa e a carta dos Toranja.&lt;br /&gt; Chegamos a casa e nunca sabem quem tomou banho primeiro no dia anterior. Querem tomar banho sozinhos, por isso vou tratar do jantar e pôr a mesa. Dou algum tempo e vou ver as cabeças mal lavadas, porque o champô continua a estar na parte da frente da cabeça. Os miúdos têm medo que a água lhes entre para os olhos e nunca passam esta parte por água. Mando-os vestir. Segue-se o momento em que implicam um com o outro, novamente, porque se querem vestir a sós no quarto. Têm um pudor um pelo outro e não gostam que lhes vejam a pilinha ou o pipi.&lt;br /&gt; Chamo os miúdos para a mesa, que de pijama vestidos, trazem a roupa suja e põem na máquina de lavar, como se não houvesse distinção entre a roupa branca e a de cor. Deixo estar. A Maria quer azeite, o Duarte limão, no peixe cozido. Dizem que não querem sopa, que comem amanhã. Dez minutos de televisão e “dezenhanimados”, são nove horas, as de ir para a cama. – Quero adormecer na cama do Puai!- dizem os dois em coro. Respondo que não, seguido de um – Está bem! Mas só hoje!&lt;br /&gt; Quando a cama está a começar a ficar quente, translado aquelas alminhas para a cama deles, depois de os levar ao colo à casa de banho para um chichi. Com uma ramela na cara, levo-os para o quarto e ponho-os a dormir. Digo: - Boa noite, descansem bem! A resposta é animadora: - Até amanhã, Puai!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115202840804398441?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115202840804398441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115202840804398441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115202840804398441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115202840804398441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/07/puai.html' title='Ó Puai'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29301217.post-115132337282340869</id><published>2006-06-26T13:02:00.000+01:00</published><updated>2006-06-26T13:02:53.170+01:00</updated><title type='text'>Ser português</title><content type='html'>Sempre que vou para fora, fico coma sensação que sou estranho.&lt;br /&gt; Há coisa de um mês, fui à Alemanha. Fui em negócios, mas tentei divertir-me um pouco. Com um amigo, fui a uns bares e depois a uma discoteca. Já com uns copinhos a mais, meti conversa com uma alemôa que estava sentada num banco junto ao bar. A conversa fluía, desinteressadamente, até que disse que era de Portugal. Ela levantou-se e foi embora. Que mal fiz eu para ser português. Que mal fiz eu para ter nascido num país em que os habitantes são uns esquisitos.&lt;br /&gt; Ser português, ou a imagem que os outros povos têm de nós, é que somos porcos e não sabemos falar.&lt;br /&gt; Dizemos “istander” referindo-nos ao sítio onde se vende automóveis sem segunda mão, falamos “achim”, palitamos os dentes a seguir às refeições e fazemos barulhos tirando os pequenos pedaços de comida que fica presa aos dentes, usamos barba de três dias, temos caspa, vestimos mal, somos gordos barrigudos, vingamos a servir à mesa de restaurantes de países estrangeiros, tal como criticamos os brasileiros no nosso, somos negociantes mal vistos pelos outros, somos entrujas, bebemos “jola” enquanto vemos bola e batemos na nossa mulher se o nosso clube perde, perdemos as actividades escolares dos nossos filhos, porque estamos em reunião com os nossos colegas lá do trabalho, sentados na mesa da tasca da esquina da rua onde trabalhamos, dizemos mal das mãe dos nossos filhos enquanto estamos casados com elas, aos amigos que a adoram e veneram enquanto a cobiçam, dizemos mal da família e do nosso patrão sem fazermos nada no nosso emprego, damos puns à mesa enquanto comemos e arrotamos no melhor dos restaurantes. É isto que é ser um verdadeiro português?&lt;br /&gt; Ainda bem que tenho costelas espanholas e brasileiras. Não bato na minha mulher, até porque já não tenho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29301217-115132337282340869?l=cronicasdopeu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/feeds/115132337282340869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29301217&amp;postID=115132337282340869&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115132337282340869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29301217/posts/default/115132337282340869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdopeu.blogspot.com/2006/06/ser-portugus.html' title='Ser português'/><author><name>Peu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13466740923951745162</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_z2O5kWuvhss/TSHW1BFYbpI/AAAAAAAAABw/dJBYhjeX_8o/S220/Pedro%2BCaballero%2By%2BSerodio.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
